Shazam! Fury of the Gods

Billy Batson e a Shamazily estão de regresso para mais uma aventura, que ocorre dois anos após os eventos do filme original. Desta feita, os vilões são Hespera, Kalypso e Anthea, as filhas de Atlas, que pretendem recuperar o bastão do Feiticeiro e utilizar os seus poderes para dar vida ao seu antigo Reino.

A narrativa mantém o humor característico, intercalada com muita ação e a inevitável imaturidade dos jovens heróis, que se revelam incapazes de trabalhar em equipa. Aliás, a própria  imprensa utiliza de forma pejorativa o termo The Philly Fiascos, numa clara referência à disfuncionalidade deste grupo de super-heróis.

De forma a humanizar e gerar empatia, David F. Sandberg concentra alguma atenção nas dores de crescimento dos jovens, mais especificamente o facto de estarem a atingir a maioridade, o que impossibilita a sua permanência com a família de adopção. O primeiro acto é, na minha opinião, o mais interessante deste projeto, que vai decaindo de qualidade com o avançar da (previsível) narrativa.

O CGI utilizado cumpre a função, mas a utilização de elementos sobrenaturais acrescentam pouco ao produto final. Adicionalmente, as vilãs estão longe de serem memoráveis, o que é sempre lamentável, sobretudo quando consideramos a qualidade do casting realizado (Helen Mirren, Lucy Liu, Rachel Zegler, etc). No entanto, parece-me justo frisar que a decisão de realizar novo reboot na DCU não ajudou em nada à promoção deste filme, que foi um fiasco em termos de receitas de bilheteira.

Pessoalmente, considero esta sequela inferior ao projeto original, mas se procuram um filme pipoca, que vos ocupe durante duas horas, esta pode ser uma escolha acertada. Para terminar, quero apenas salientar que temos um cameo relevante e que existem duas cenas pós créditos, que lamentavelmente não terão qualquer seguimento.

Mediano
65%

Shazam!

A adaptação de Shazam despertou a minha curiosidade, pelo facto de ser um super-herói menos conhecido do grande público mas que tem uma excelente história de origem. Confesso que as primeiras imagens não me convenceram, embora tenha gostado do trailer, o que me deixou algo relutante para a minha ida ao cinema.

O primeiro acto está muito bem conseguido, transmitindo as motivações do Dr Sivana, assim como de Billy Batson, um órfão que anseia por encontrar a sua mãe. Há momentos francamente cómicos, aliados a cenas mais sérias, permitindo à narrativa fluir de forma natural e que garante entretenimento de qualidade.

A segunda parte de Shazam! leva-nos à fase de descoberta dos poderes de Batson, que conta com a preciosa ajuda de Freddy Freeman, o seu mais recente “irmão”. Temos igualmente a interação com a família de acolhimento, que coloca os seus desafios e lições de vida ao herói, que tenta compreender como “utilizar o coração para desbloquear todo o seu potencial”.

As cenas de ação estão muito bem conseguidas e o vilão, interpretado por Mark Strong, é um excelente complemento, algo que tem falhado na grande maioria dos filmes da DC. Como habitualmente, não vou colocar spoilers mas o terceiro acto é o mais consistente, dando um fim adequado a este primeiro capítulo, com Billy a conseguir finalmente perceber o seu potencial e a aprender uma valiosa lição.

Sem deslumbrar, Shazam! é uma boa adição ao universo da DC, com um bom casting e uma excelente narrativa em termos de origens. Recomendo que no final não percam as duas cenas pós-créditos, que enquadram Black Adam, que contará com Dwayne Johnson no papel principal.

Bom
70%