O Senhor do Adeus

Há anos que o “Senhor do Adeus” se tornou numa ícone da noite lisboeta. Sempre que passava junto ao Monumental lá estava ele, com a sua boa disposição e calor humano.

É curioso como alguém que não conhecemos se torna parte integrante da nossa vida quotidiana e nos toca de forma tão profunda. Foi com saudade que algumas dezenas de pessoas o homenagearam nesta semana que passou. Que o senhor João Manuel Serra descanse em paz e obrigado pelo breves segundos de Humanidade que distribuía diariamente pela nossa capital.

Obrigado ao Miguel Ângelo (twitter@Miguel1975) pelo link

O tempo voa…

Sinto-me um privilegiado por fazer parte da geração de 78 e confesso que tive uma infância e adolescência fantástica. Pude presenciar a evolução do computador pessoal e o nascimento das consolas, com grandes serões a jogar Chuckie Egg, Rick Dangerous, Sonic, Mario, Quake, Duke Nukem e Metal Gear Solid, entre muitos outros.

Quando olho para trás, não consigo deixar de esboçar um sorriso. Era uma vida cómoda e sem sobressaltos, com constante animação e sempre na companhia dos meus amigos. Os tempos mudam e as responsabilidades surgem, o que me tem cortado (e muito) a vida social e os momentos simples da vida. Estamos efectivamente numa fase em que o trabalho absorve grande parte do dia, deixando pouco tempo para as actividades triviais.

Como prezo a minha sanidade mental, tento reservar diariamente uma ou duas horas para colocar as séries em dia ou ligar a minha Wii/PS2 para relaxar. Em muitas ocasiões tenho recorrido ao iPad para seguir os meus podcasts e acompanhar as minhas subscrições no YouTube. Mas o tempo passa e a frustação aumenta, derivado da incapacidade de conseguir gerir o tempo de forma eficiente. Por vezes penso que um dia deveria ter 30 horas, para poder fazer o que quero.

Quem me conhece, sabe que sou persistente e não gosto de desistir. Estou convicto que esta fase menos positiva irá terminar rapidamente e espero aproveitar esta semana, que vai ser mais curta devido a umas mini-férias. É evidente que a minha “história” é semelhante a muitas outras e possivelmente alguns dos visitantes do blog estão na mesma situação, mas não deixa de ser curioso que a evolução tecnológica esteja a ter o efeito inverso ao pretendido. O grande objectivo seria tornar a vida quotidiana menos stressante e permitir mais períodos de lazer, mas estamos a caminhar precisamente no sentido contrário.

Estarei a ser pessimista? Penso que não, a minha visão do status quo é realista e gostaria de ouvir a vossa opinião sobre o assunto.