Os Amigos do Sofá

Há cerca de trinta anos atrás, iniciei a minha viagem pelo fantástico mundo dos computadores pessoais e, um pouco mais tarde, pelas consolas. São inúmeras as memórias acumuladas, que tenho vindo lentamente  a partilhar ao longo dos últimos anos, aqui no blog.

Mantendo esta premissa, vou destacar (mais) um projeto nacional de enorme qualidade, que se foca especificamente no retro gaming. Convido-vos a seguir o canal no Youtube e a apoiar o duo dinâmico composto pelo Blade e Quake. Ocasionalmente são organizadas live streams e à data a recorrência semanal é de dois episódios, com conteúdo em português e inglês respectivamente.

No episódio desta semana, tive o prazer de contribuir com as memórias do meu adorado Rick Dangerous mas há muito mais a explorar com os Amigos do Sofá, que tem o meu selo pessoal de aprovação.

Sem Créditos Ep.2

Ano: 1980 | Publicado por: Namco | Género: Labirinto

Escolher o jogo universalmente mais popular daria um debate interessante mas estou convicto que PacMan faria parte das escolhas de uma boa percentagem dos eleitos, sobretudo na faixa etária compreendida entre os 30-50 anos.

No meu caso, confesso que é efetivamente o primeiro grande vício que tive nos salões de jogos. A simplicidade deste título, aliado à necessidade de implementar uma estratégia converteu-o num dos maiores sucessos comerciais, dando lugar a inúmeros ports para outros sistemas, ao longo de quatro décadas.

Vulgarmente conhecido como Puckman no Japão, o jogador controla uma bola amarela, que tenta escapar a fantasmas coloridos, num labirinto. O objetivo é ingerir todos os pontos brancos (que são alegadamente biscoitos), assim como os vários items especiais que vão sendo disponibilizados  ao longo dos 255 níveis.

A dificuldade e a inteligência artificial dos inimigos é progressiva, tornando este jogo num verdadeiro vício. No que diz respeito à jogabilidade, a criação de Toru Iwatani é responsável pela introdução dos power-up nos videojogos, algo que se tornou recorrente e acompanha a indústria até aos dias de hoje.

Outra curiosidade interessante é o facto dos fantasmas terem sido programados individualmente, seguindo padrões e abordagens distintas, precisamente para aumentar o nível de dificuldade.

Se quiserem tentar fazer um jogo perfeito, fica o alerta que a pontuação máxima é de 3333360 pontos.

Sem Créditos Ep.1

Ano: 1982 | Publicado por: Williams | Género: Shooter Multi-Direcional

Com a adição da bartop ao Quartel General tenho tido a oportunidade de revisitar e tomar conhecimento de títulos clássicos dos anos 80 que desconhecia.

Essa descoberta levou-me a criar esta série, que vou carinhosamente apelidar de “Sem Créditos”, com o intuito de partilhar convosco jogos épicos que marcaram uma geração nas arcades.

A minha primeira escolha recaiu em Robotron: 2084, que foi desenvolvido por Eugene Jarvis e Larry DeMar, da Vid Kidz. Este jogo foi publicado em 1982, pela Williams Electronics e é basicamente um shoot ´em up 2D, conhecido pela seu ritmo frenético e elevado nível de dificuldade.

Apesar de não ser particularmente relevante nos anos 80, Robotron tinha uma premissa interessante, dado que a narrativa decorre em 2084, num mundo dominado pelos robots e onde os humanos iniciam uma revolta (hum, familiar, certo?). O objetivo é derrotar hordas de máquinas sanguinárias, salvar reféns humanos e acumular o máximo de pontos possível.

Este título retira inspiração de Berzerk e Nineteen Eighty-Four mas foi inovador pela utilização de dois joysticks e a possibilidade de sermos atacados em múltiplas direcções, algo que converteu este jogo num sucesso comercial.

Estamos perante um clássico, que contempla 255 níveis (ou waves) e que ainda hoje é visto como uma das referências do género. Se gostam de jogos terrivelmente dificeis e que podem frustrar-vos, a minha recomendação é que experimentem Robotron 2084