Justice League Action

Jim Krieg, Butch Lukic e Alan Burnett são os responsáveis por mais uma adaptação da Justice League. Ao longo de 52 episódios vamos maioritariamente acompanhar as aventuras de Batman, Super-Homem e Wonder-Woman.

O tom da série é muito leve, com uma componente humorística acentuada. Os episódios têm uma duração de 15 minutos e introduzem uma panóplia de personagens secundárias, tais como Booster Gold, Firestorm, Jonah Hex, Klarion, Big Barda, entre muitos outros.

O casting é de elevado nível, com destaque para Kevin Conroy, Mark Hamill, Jason J. Lewis e Rachel Kimsey. Para além dos principais membros da Justice League, a narrativa incorpora vilões clássicos tais como Atrocitus, The Joker, Darkseid, Lex Luthor e Brainiac.

Salvo raras excepções, não existe ligação entre os episódios, que assentam numa narrativa simples, repleta de ação e com uma pitada de humor, o que converte Justice League Action num projeto diferente e que recomendo para os fãs da DC. Caso pretendam assistir em território nacional, podem fazê-lo através da HBO Go Max.

Justice League: The Snyder Cut

Cerca de três anos e meio após a estreia do filme original e após muita insistência dos fás, a DC lançou (finalmente) a visão de Zack Snyder. Segundo consta, foram filmadas inúmeras cenas novas, num investimento final de 70 milhões de dólares, que demonstra a aposta forte da DC em melhorar a qualidade final do produto.

A versão de Joss Whedon falha essencialmente no campo da narrativa, com lacunas fulcrais no que diz respeito à génese de Aquaman, The Flash e Cyborg. Adicionalmente, o vilão (Steppenwolf) é francamente genérico, sendo incapaz de transmitir uma sensação de poder cósmico insuperável. Para terminar, o CGI utilizado é no mínimo, questionável, relegando este filme para um patamar que não se coaduna com o que esperava de um projeto ambicioso como a Justice League.

Quando saíram os pormenores da nova versão, com quatro horas de duração e sobretudo, com o primeiro trailer, confesso que fiquei entusiasmado com o conceito apresentado. A visão de Snyder introduz  um universo mais sombrio, como é apanágio da DC mas ganhou o meu respeito com a integração dos primeiros três actos, que são exclusivamente reservados ao desenvolvimento das personagens. A narrativa é sólida, explanando as motivações e angústia que cada uma dos heróis ostenta, enquadrando de forma quase perfeita as decisões que vão tomar ao longo da aventura.

Steppenwolf é retratado de uma forma muito mais ameaçadora, com um CGI melhorado, que eleva o seu nível enquanto vilão. Uma das minhas cenas preferidas continua a ser a sua batalha com as Amazonas, embora tenha igualmente de destacar o embate entre os Heróis da Terra Antiga e Darkseid e a sequência final, em que a Justice League derrota o exército de Parademons.

A personagem de Barry Allen, Arthur Curry e Cyborg têm igualmente muito mais profundidade neste filme, com a integração das suas origens e adição de sequências com a participação de Henry Allen, Mera, Vulko e o Dr Silas Stone. Gostei igualmente da mudança de tom conferido a Wonder Woman e Batman, que são retratados com muito mais emoção,  conferindo uma sensação de perda e culpa pelo desaparecimento de Super-Homem. Curiosamente, Henry Cavill não tem uma participação muito ativa neste filme, mas é retratado com o poder e importância que a sua personagem deve ostentar. E a forma como a narrativa vai subindo de tom até ao seu renascimento está francamente bem conseguido, transmitindo uma sensação de grandeza, que é fundamental para justificar todos os sacrifícios realizados pela equipa.

Há muito para falar sobre este filme, mas vou evitar os detalhes que possam comprometer a vossa experiência. Dito isto, parece-me relevante destacar a (curta) participação de Darkseid, assim como o derradeiro acto, em que a narrativa apresenta uma série de possibilidades, com o aparecimento de um membro muito relevante da Justice League e um vislumbre do que poderá ser um universo alternativo, algo explorado em diversos livros da DC ao longo dos últimos anos.

No global, gostei bastante desta versão, que é claramente superior ao original. Parece-me no entanto justo salientar que a comparação é algo injusta, pelo contexto em que foi lançado e pela duração total, que nunca poderia ser a versão final para cinema.  Os dois pontos menos positivos (e secundários) deste projeto, são para mim as quebras de continuidade que resultam das filmagens novas, em que é visível as mudanças físicas nos actores e a forma estranha e pouco natural como Flash corre.

Dito isto, o Snyder Cut é uma visão que faz muito mais sentido em termos de DCU, abrindo inúmeras portas para projetos futuros, que muito provavelmente não irão contar com a maior parte dos intervenientes deste projeto. Mas é, sem dúvida, uma lufada de ar fresco, que recuperou alguma da minha esperança para o futuro cinematográfico da DC.

Bom
80%

Justice League Vs Fatal Five

A DC continua a ser uma referência no que diz respeito a animação. O mais recente projeto apresenta-nos os Fatal Five, um grupo de vilões do século XXXI, que vai viajar para o nosso tempo numa esfera, após uma batalha com a Legion of Super-Heroes.

Star Boy acaba por acompanhar (inadvertidamente) os vilões nesta viagem e ativa um mecanismo de defesa da Esfera, aprisionando-os num campo temporal. Contudo, sem os medicamentos necessários para contrapor os efeitos secundários de estar numa era distinta, começa a ter um comportamento errático e acaba por ser enviado para Arkham, pelo próprio Batman.

A Liga da Justiça acaba por recolher a esfera, trazendo-a para o seu Quartel-General, e acabam por por quebrar o campo temporal, iniciando uma batalha de proporções épicas. No que diz respeito a narrativa, vamos acompanhar a evolução de Jessica Cruz, que lida com uma situação traumática do seu passado e não compreende o motivo pelo qual foi seleccionada para ser um membro dos Green Lantern.

Paralelamente, vamos tomando conhecimento da agenda e do plano maquiavélico dos Fatal Five, que envolve uma viagem a Oa. Existem inúmeras batalhas ao longo do filme e os membros da JL com maior relevância são Batman, Super-Man, Wonder-Woman e Mister Terrific.

No global, JL vs Fatal Five é uma aventura interessante, embora esteja longe de ser memorável. Gostei particularmente das cenas de humor de Batman, que se vê na posição de mentor da Miss Martian, embora as figuras principais sejam sem dúvida Star Boy e Jessica Cruz.

Mediano
70%