Thunderbolts

O trigésimo sexto filme da MCU introduz os Thunderbolts, que são essencialmente uma junção de diversos elementos que criam uma equipa disfuncional.

O primeiro acto introduz a nova realidade de Yelena Belova, que executa missões secretas para a Condessa Valentina Allegra de Fontaine, actual directora do FBI. Tomamos igualmente conhecimento que os Avengers desapareçam da equação, o que deixou o Mundo desprotegido e à mercê de diversos grupos terroristas.

Existe um inquérito ás acções do FBI, que visam a destituição de Allegra de Fontaine. Para evitar este desfecho, é realizada uma limpeza de activos e infra-estruturas, dando início à premissa narrativa que sustenta este filme.

Como sabem, evito dar spoilers, mas posso adiantar que John Walker, Ghost e Yelena vão unir esforços para escapar de uma cilada, que visa eliminar activos que possam ser ligados à investigação do Congresso. No decorrer da ação, encontram um completo estranho, de nome Bob, que se encontrava congelado nas instalações do FBI.

O segundo acto vai introduzir a história de origem deste desconhecido, lançando uma das personagens mais interessantes da Marvel, a nível psicológico. A ação é complementada com algum humor, que fica a cargo de Red Guardian.

Como é apanágio, o CGI e as sequências de ação são absolutamente fabulosas, demonstrando os poderes deste novo herói, que irá ser manipulado e corrompido por Allegra de Fontaine.

O terceiro acto tem a participação mais activa de Winter Soldier, que irá auxiliar os Thunderbolts na sua batalha com Bob. O filme termina com algo que é visível no trailer, relançando esta equipa como os Novos Avengers.

Sugiro que vejam as duas cenas pós créditos, com maior destaque para a segunda, que, na minha opinião, introduz algo que estará relacionado com Avengers: Doomsday.

Pessoalmente, confesso que gostei de Thunderbolts. Está longe de ser brilhante, mas garante entretenimento, com uma dose qb de humor, com o bónus de introduzir Robert Reynolds na MCU.

Mediano
72%

Captain America: Brave New World

A primeira aventura cinematográfica de Sam Wilson como Capitão América introduz algumas novidades interessantes, tais como a organizacão Serpent, o conceito de adamantium e um vilão bem conhecido da Marvel Comics. Adicionalmente, reintroduz o General Thaddeus Ross, agora interpretado por Harrison Ford e recupera algumas personagens de Falcon & Winter Soldier, mais especificamente Isaiah Bradley e Joaquin Torres.

Como é apanágio, evito partilhar spoilers, mas posso adiantar que o primeiro acto tem a habitual cena épica de acção e lança a premissa narrativa que suporta Brave New World. Após os eventos de The Eternals, a Ilha Celestial, onde se encontra Tiamut, e dispustada por vários países. Ross, o novo presidente dos EUA, tenta mediar um tratado, que visa partilhar o adamantium e os restantes recursos. No entanto, um incidente coloca tudo em causa, levando a uma investigação que irá expor um passado obscuro, assim como Copperhead e Sidewinder, duas figuras importantes da Serpent.

Brave New World tem uma narrativa previsível, em que somos bombardeados com inúmeras pontas soltas de outros projectos da Marvel, sem grande explicação. Ficamos igualmente a saber que os eventos de The Incredible Hulk fazem parte desta linha temporal, algo que é explorado de forma recorrente, embora sem grandes repercussões.

Um dos pontos positivos é a introdução de Ruth Bat-Seraph e Joaquin Torres, que representam essencialmente os novos aliados de Sam Wilson. No global, estamos perante um bom filme de acção mas em que falta identidade. Estamos num periodo de transição mas parece-me redutor insistir em pontos que já foram visados na série, com a agravante de existir pouca progressão a nível narrativo.

Adicionalmente, e tendo em conta a relevância do vilão, gostaria que o mesmo tivesse um papel mais activo, mas o foco de Brave New World é inequivocamente Thaddeus Ross. No cômputo global, é uma experiência agradável, mas fica muito aquém dos primeiros filmes de Capitão América. E conforme mencionei, apesar de algumas ideias e conceitos interessantes, a narrativa pouco ou nada ajudou a progredir a MCU.

Mediano
70%

X-Men 94

Existem várias séries que marcaram a minha infância e adolescência. Nessa categoria tenho de incluir o mítico X-Men, que tive agora oportunidade de revisitar, através da Disney+.

Ao longo de cinco temporadas, vamos acompanhar as aventuras da equipa de mutantes, liderada por Cyclops. Existem várias histórias épicas, das quais destaco Days of Future Past, The Phoenix Saga, The Phoenix Force, Weapon X e Age of Apocalypse. Temos igualmente inúmeros  episódios dedicados à origem de heróis e vilões, assim como a participação de mutantes relevantes tais como Bishop, Cable, Psylocke, Banshee, Shard e Emma Frost.

Um dos pontos curiosos da série é o facto de originalmente estarem previstos 65 episódios. No entanto, com o sucesso obtido, a intenção passava por extender a duração, mas as dificuldades financeiras da Marvel na altura permitiram apenas mais 11 episódios, que compõem a quinta e derradeira temporada.

Confesso que foi fantástico reviver estes momentos, desde a história de Lady Deathstrike e Wolverine, passando pela sua experiência nos Alpha Flight, culminando com o Império Shi’ar e a ligação telepática de Lilandra com o Professor Xavier. Pessoalmente, considero esta adaptação a mais fiel aos comics dos anos 90, naquela que pode ser considerado o apogeu dos X-Men, com Jim Lee na batuta.

A animação é um reflexo do seu tempo, mas diria que envelheceu bem, proporcionando uma experiência positiva, sobretudo para quem é fã. No entanto, diria que há muito conteúdo que pode interessar aos mais jovens, sobretudo no que diz respeito a alguns dos arcos narrativos mais épicos, assim como a história de origem de vilões como Mister Sinister e Apocalypse, sem esquecer o Hellfire Club.

Caso tenham algo a partilhar sobre este tema, utilizem a caixa de comentários para o efeito. Confesso que gostaria de obter feedback, sobretudo da geração que não cresceu com os X-Men.