Harley Quinn T.5

Os argumentistas optaram por introduzir uma premissa diferente, colocando o nosso duo de “heroínas” em Metropolis. Após os eventos da temporada anterior, Gotham está ainda mais sombria, levando a uma mudança para uma cidade moderna, com uma taxa de criminalidade baixa e em que o novo sistema de segurança, designado por Lena Luthor, tornou o Super-Homem obsoleto.

Harley convence Kal-El a tirar uma licença sabática, dando início a uma série de eventos que despontará o caos completo. Sem revelar pormenores, saliento o regresso de personagens icónicas tais como King Shark, Bane, Clayface, Lex Luthor e Sharon Quinzel.

O arco do vilão está muito bem conseguido, elevando esta temporada a um patamar elevado. O humor permanece uma constante, embora tenhamos alguns momentos sérios, que correspondem ao desaparecimento de personagens relevantes.

No global, esta continua a ser uma das minhas adaptações preferidas da DC e fico curioso para saber se teremos uma sexta temporada. Apesar de ser considerado como um projecto “Elseworlds”, será necessário que James Gunn autorize a continuação desta série.

Superman

Com o fecho de ciclo da era Snyder na DC, coube a James Gunn a tarefa de realizar (mais) um reboot. Apesar de gostar imenso de Cavill, compreendo a necessidade de escolher sangue novo, para um projecto que alegadamente terá a duração de oito anos.

Em primeiro lugar, quero enaltecer a decisão de termos um Super-Homem estabelecido, evitando a história de origem, que começa a ser repetitiva e a não acrescentar qualidade ao produto final.

A narrativa introduz um clima de tensão entre a nação de Boravia, que pretende invadir Jarhanpur. Após a intervenção do nosso herói, o “Hammer of Boravia”, um meta-humano controlado por Lex Luthor, inflinge uma pesada derrota ao Homem de Aço. A sua vantagem parte do facto de conseguir antecipar os movimentos do seu adversário, por motivos que serão revelados no segundo acto.

Adicionalmente, temos a introdução de The Engineer, uma personagem retirada do universo Wildstorm e que se alia a Lex Luthor, com o objectivo de derrotar o nosso herói. Há uma clara intenção de humanizar o Super-Homem, mostrando os seus erros e a forma emotiva como reage em determinadas situações. A sua ligação a Krypto e Lois Lane leva-o a ser manipulado por Luthor em inúmeras ocasiões.

No que diz respeito aos heróis, há que destacar a presença de Metamorpho, Hawkgirl, Guy Gardner e Mister Terrific, que são escolhas curiosas mas que resultam no contexto da narrativa.

No que diz respeito a interpretações, o destaque vai claramente para Nicholas Hoult, embora tenha de mencionar os momentos de humor proporcionados por Nathan Fillion e Sara Sampaio. No que diz respeito ás duas personagens principais, diria que existe química, mas David Corenswet e Rachel Brosnahan estão longe de deslumbrar .

James Gunn deu início à sua visão, introduzindo alguns conceitos da BD que podem atrair um público alvo mais velho. Mas, no imediato, diria que este filme é interessante, sem nunca atingir um patamar de excelência que o catapulte para uma referência no género.

Mediano
72%

Aquaman and the Lost Kingdom

A sequela de Aquaman decorre quatro anos após os eventos do filme original. Arthur Curry converte-se no Rei de Atlantis e após o seu casamento com Mera, gera um herdeiro para o trono, Arthur Jr. O primeiro acto introduz um Aquaman frustrado com a burocracia real e os estigmas do passado, que continuam a impedir qualquer relacionamento com a superfície.

David Kane continua apostado em destruir o nosso herói, contando desta vez com a ajuda do Dr Shin. Numa expedição à Antárctida, Black Manta vai encontrar o Black Trident, que pertence ao Rei Kordax, soberano do sétimo reino dos Mares, dando início a um plano que visa aquecer o planeta e reavivar a cidade de Necrus. Para tal, Kane recorre à utilização de Orichalcum, um mineral que se encontra na posse de Atlantis, o que vai originar uma série de confrontos com Aquaman.

Este filme tem várias limitações, nomeadamente no que diz respeito ao (terrível) CGI, para além da polémica com Amber Heard, que foi consequentemente relegada para um papel secundário. A ausência de Vulko cria um vazio no que diz respeito ao papel de mentor, abrindo caminho para várias tentativas de humor, que raramente conseguem ter o efeito pretendido.

Sem relevar pormenores narrativos, o regresso de Orm é forçado mas acaba por ser o ponto mais positivo de um filme que fica muito aquém do seu predecessor. Compreendo que o reboot de James Gunn tenha tido um efeito devastador em todos os projetos mas Lost Kindgom merecia mais e melhor.

Se procuram entretenimento, esta é uma escolha possível mas apenas confirma a péssima fase da DC no que diz respeito a live action dentro do género de super-heróis. Termino apenas com uma nota de rodapé, que diz respeito à presença da portuguesa Jani Zhao, no papel de Stingray.

Mediano
62%