A Minecraft Movie

Entrei no mundo do Minecraft em 2012 e, apesar da minha curva lenta de aprendizagem, adorei a experiência. Esta combinação de criatividade e sobrevivência foi algo de inovador e que permitiu a Notch converter-se num milionário, após a venda da franquia à Microsoft.

Quinze anos depois, eis que Hollywood opta por introduzir a franquia para o cinema, criando um filme divertido e que, na minha opinião, capta a essência do jogo.

De forma hilariante, vamos ser introduzidos à premissa narrativa no primeiro acto. Steve é um vendedor que se encontra frustrado com a sua profissão e resolve seguir uma das suas paixões: explorar e minar. Ao fazê-lo, encontra a Orb of Dominance e o Earth Crystal, dois artefactos que quando combinados, permitem o acesso ao Overworld, o mundo que conhecemos do jogo Minecraft.

A vilã é Malgosha, a Piglin que comanda as forças do Nether e que pretende eliminar toda a criatividade e armazenar o máximo de ouro possível. O restante grupo é formado por Garrett “The Garbage Man” Garrison, um ex-campeão do mundo de videojogos, que caiu em desgraça e que tem dificuldade em manter a sua loja em funcionamento.

Temos igualmente Henry e Natalie, dois irmãos que se mudaram recentemente para a cidade de Chuglass e Dawn, a sua agente imobiliária, que acumula diversos empregos.

Como sabem, evito dar spoilers mas preparem-se para inúmeras referências ao jogo, desde o Iron Golem, Villagers, Zombies, Creepers, Enderman e muitos outros. Adicionalmente, a música e os biomas visitados são muito fiéis ao material original, notando-se a influência da Mojang como produtora deste projecto.

Jason Momoa e Jack Black são hilariantes e temos inúmeros momentos épicos, para quem compreende o contexto do jogo. Pessoalmente, considero que estamos perante um filme divertido, que cumpre a sua função de entretenimento e lança as bases para a sequela, que será lançada em 23 julho de 2027.

Sugiro que aguardem pelas duas cenas finais pós-créditos, que dão um pequeno teaser acerca de qual será nova personagem a ser introduzida.

Mediano
68%

Lego Movie 2: The Second Part

Esta sequela dá continuidade à narrativa do primeiro filme, apresentando-nos Apocalypseburg, uma visão futurista do universo Lego, em que os seus habitantes tentam sobreviver aos constantes ataques da Duplo.

Uma misteriosa personagem, de nome General Sweet Mayhem, invade a cidade e rapta cinco amigos de Emmet, dando início a uma missão de resgate que vai levar o nosso herói para o Systar System. Esta é  informação que nos é transmitida no primeiro acto e que define a premissa  para o resto do filme.

Paralelamente, tomas conhecimento que a Rainha Watevera Wa’Nabi pretende contrair matrimónio com Batman, no sentido de unificar os reinos e acabar com a Guerra. Lucy aparenta ser a única que não está convencida das intenções pacíficas da Rainha dos Duplos, algo que fica reforçado ao descobrir que existe lavagem cerebral para controlar os restantes elementos que foram raptados.

Emmet parte numa missão solitária rumo ao Stairgate, onde acaba por encontrar Rex Dangervest, um aventureiro intrépido que irá converter-se  no seu companheiro de viagem e numa peça fundamental para o desfecho do filme. Temos inúmeros momentos cómicos e musicais, como é habitual, mas sem nunca atingir o patamar da primeira aventura.

O conceito de evitar o Armamageddon é interessante e a adição de Sweet Mayhem, Queen Watevera Wa’Nabi e Rex Dangervest melhora a narrativa mas não é suficiente para me convencer, sobretudo no terceiro acto, em que tudo se torna terrivelmente previsível.

Dito isto, e especificamente para os fãs da saga, sugiro que invistam tempo em The Second Part.

Mediano
66%

Lego Batman Movie

Após uma participação memorável em The Lego Movie, Batman está de regresso para uma aventura exclusivamente dedicada a Gotham City e ao melhor detective do Mundo. A narrativa apresenta-nos um Bruce Wayne perfeitamente confortável no seu papel de herói solitário, sem necessidade de ligações emocionais de qualquer tipo.

A acção inicia-se com uma batalha épica, em que vários vilões se unem sob a liderança do inimitável Joker, na tentativa de conquistar a cidade. Escusado será dizer que Batman supera este desafio mas comete o erro de minimizar os seus inimigos, que acabam por se entregar ás autoridades, com o objetivo de serem enviados para a Zona Fantasma, onde poderão libertar os mais perigosos vilões da História.

Paralelamente, Bruce vai adoptar um jovem orfão (Dick Grayson), que se vai converter no seu parceiro na luta contra o crime. Outro ponto de interesse da narrativa é a reforma do Comissário Gordon, que é substituído pela sua filha, Barbara, que pretende uma parceria distinta entre as forças policiais e Batman.

Estamos perante um excelente filme, com um casting soberbo e que consegue equilibrar os momentos cómicos com a cultura geek. O leque de inimigos libertados pela zona fantasma é fenomenal, com destaque para os Daleks, Sauron, Agent Smith, Voldemort e King Kong. A banda sonora é igualmente digna de registo, num projecto que no global é soberbo.

Recomendo vivamente que invistam 104 minutos neste filme, que tem o selo de qualidade do Portal Pessoal.