Powers T.1

Christian Walker (Sharlto Copley) é um membro da Divisão Powers, uma força policial encarregue de investigar crimes relacionados com vilões munidos de super-poderes. De forma a nivelar a balança, existem igualmente super-heróis, devidamente legalizados e que vivem num sistema que exalta os seus poderes, elevando-os ao estatuto de vedetas.

A premissa de Powers é extremamente interessante e foca a necessidade de fama do ser humano, numa perspectiva de garantir um legado ou mesmo um lugar na História. Christian foi em tempos ele próprio um super-herói (Diamond), que perdeu os seus poderes após uma batalha com Wolfe, um vilão que come literalmente seres humanos, de forma a manter e aumentar os seus poderes. Tudo corre dentro da normalidade, até ao momento em que Johnny Royalle, um dos grandes amigos de Walker reaparece, iniciando uma série de eventos que levará à fuga de Wolfe, que permanecia incarcerado numa prisão específica para criminosos com habilidades.

A série tem personagens muito interessantes e tenta criar uma narrativa centrada em humanos e super-humanos, demonstrando as suas facetas mais fragéis e o lado negro da fama. O lado corporativo e egocêntrico é explorado ao máximo, sendo por vezes difícil distinguir as verdadeiras intenções das várias facções envolvidas. Por tudo isto, Powers merece a vossa atenção, sobretudo pela coragem que existe em tentar fazer algo diferente. A série está longe de ser perfeita e mais uma vez vou tentar evitar o máximo de spoilers, pelo que me resumo à falta de informação referente à forma como Diamond perde os poderes e alguma previsibilidade no final da temporada inicial, que tem 10 episódios.

Está confirmada a segunda temporada para 2016, pelo que vamos continuar com as aventuras de Walker, Pilgrim, Royalle e TripHammer. Confesso que estou curioso para saber quem está por detrás da morte que ocorre no final do episódio 10 (sem spoilers novamente), assim como a evolução da personagem de Calista e o aparecimento inevitável de Black Swan.

Plastic Galaxy

Com o aproximar do lançamento da nova aventura do Star Wars resolvi finalmente ver o documentário acerca dos brinquedos da Kenner associados à franchise. Para quem é fã dos filmes e do Universo em questão só posso recomendar que utilizem uma hora e dez minutos do vosso tempo.

São disponibilizadas entrevistas com responsáveis da Kenner, que apresentam os modelos e maquetes utilizadas, assim como histórias engraçadas que apenas comprovam o alcance e a longevidade de Star Wars.

Existem igualmente entrevistas a coleccionadores, que explicam as suas experiências enquanto crianças e a forma como foram influenciados. É evidente que estamos perante um documentário para um público alvo específico mas Plastic Galaxy é um projecto de muita qualidade e com o qual me diverti bastante.

Apesar de ser um entusiasta de Star Wars não fiz colecção destes brinquedos mas identifico-me bastante com o tema, precisamente pelo facto de partilhar o gosto pelo coleccionismo, embora numa vertente mais abrangente.

Fica a minha sugestão, penso que não ficarão desapontados com o documentário e quem sabe, até podem iniciar a vossa própria colecção privada. Que a Força esteja convosco!