O regresso de Samurai Jack

O próximo dia 11 de Março marca o regresso de Samurai Jack, uma série de animação que marcou uma era na Cartoon Network. As primeiras quatro temporadas, são compostas por cinquenta e dois episódios, narrando as aventuras de um príncipe do Japão Feudal.

Para vos enquadrar, Jack recebe uma katana mágica por parte do seu Pai, iniciando uma viagem pelo Mundo, na tentativa de se preparar para o regresso do demónio Aku. A profecia vai cumprir-se, levando a um primeiro embate com o demónio, que acaba por escapar através de um portal, dando início à premissa principal da narrativa de  Samurai Jack.

Estou francamente entusiasmados com o regresso desta série. Treze anos é um período de espera elevado, mas Genndy Tartakovsky vai novamente assumir o leme, pelo que estou convicto que será uma conclusão épica. Para terminar, apenas a nota que podem acompanhar a série no Adult Swim (que faz parte da CN, emitindo no horário entre as 20:00 e as 6:00 da manhã).

Jogos Épicos Ep.10

A minha infância está repleta de grandes memórias, sendo que o Spectrum fica inquestionavelmente associado a uma quota parte significativa. Por esse motivo, resolvi criar uma nova série no blog, em que vou abordar alguns dos jogos que marcaram esse período.

É mais do que justo começar por Bomb Jack, um dos melhores jogos de plataformas para a (vasta) biblioteca do ZX Spectrum. Jack é um herói, que tem como missão resgatar 24 marcos turísticos (Esfinge, Acrópole, Pirâmides, etc) da destruição total. Para tal, utiliza os seus poderes, que lhe permitem voar e desarmar os engenhos explosivos. Acreditem que na altura, esta premissa era verdadeiramente épica! 🙂

O grau de dificuldade é crescente e no global, o desafio é bastante aceitável, tornando este título num dos meus preferidos. De salientar que este jogo foi desenvolvido pela Tehkan, que mais tarde se transformaria na Tecmo (NES FTW) no longínquo ano de 1984.

Nunca tive o privilégio de jogar a versão de arcade (para os mais jovens, os antigos salões de jogos) mas pude gastar o teclado do meu 128k alguns anos mais tarde. A versão para Spectrum foi lançada em 1986 e foi um vício constante, na companhia de amigos.

Confesso que apesar de ter gostado da sequela, o meu louvor fica sobretudo para a aventura inicial. Está longe de ser um conceito inovador ou que tenha marcado a indústria dos videojogos, mas tem um lugar especial na minha lista de memórias.

Só eu…

Como bom benfiquista, vibro com os jogos do meu clube. Nem sempre é possível deslocar-me à Catedral ou ao café para assistir aos jogos, pelo que é inevitável ceder aos streams. O jogo com a Académica foi repleto de emoções fortes e culminou com um desastre completo. Aproveito para esclarecer que não estou sequer a falar do resultado final, mas sim do facto de ter conseguido partir o jack dos headphones dentro da saída audio do MacBook. Para complicar, o azar foi tanto que ficou estrategicamente colocado a uma distância que impedia a sua remoção pelas vias convencionais.

Rapidamente acedi à pesquisa no Google, na tentativa de confirmar se este tipo de peripécias poderia suceder a mais algum infortunado. Para meu grande espanto, encontrei inúmeras threads em fóruns, com soluções para todos os gostos e feitios. Confesso que a criatividade era um dado adquirido para muitas das sugestões: fio dental, cola, palitos, ímans, clips, alfinetes, pinças e muitos outros materiais. A garantia do meu portátil há muito que terminou, mas não estava muito confortável em abrir por completo a máquina, o que me deixava pouca margem de manobra.

Foi nessa altura que todos aqueles anos a ver MacGyver compensaram. Rapidamente engendrei um plano, com uma pinça, alicate e tesoura. Não foi fácil (na realidade levou algumas semanas) dado que as primeiras tentativas fracassaram por completo. Curiosamente hoje e em desespero de causa, consegui remover na totalidade o jack e o meu MacBook está como novo.

Pareceu-me interessante partilhar a experiência e exultar o meu génio tuga de desenrascanço 😉