Ai a minha vida Ep.3

Estou em crer que 2018 será marcante, a diversos níveis, sendo por isso notório o meu entusiasmo com uma série de projectos. Tive a oportunidade de partilhar o meu “Christmas Haul” no Instagram, pelo que ficarei “apenas” pelos agradecimentos habituais. Foi um período repleto de meditação, doces e decisões que são fundamentais para a minha sanidade e bem estar profissional e pessoal.

Durante as próximas semanas irei partilhar alguns artigos em que vos apresento produtos como câmeras de vigilância, headphones bluetooth, clones de Game Boy e até um projector. Uma das minhas ambições passa precisamente por disponibilizar ainda mais conteúdo, após um ano de 2017 em que bati recordes.

Paralelamente, consegui retirar 35 items da minha Lista, outro motivo de grande orgulho mas prometo não ficar por aqui. Já consegui adquirir bilhetes para o concerto do enorme Roger Waters e tomei a decisão de adquirir um iMac 4K, muito provavelmente no segundo semestre do ano.

Tenho igualmente planos para estar presente em mais eventos, com destaque para a LGW e Comic-Con, assim como disponibilizar uma nova série, com narração. Este ano marca igualmente o meu quadragésimo ano de vida e o décimo terceiro deste espaço, dois marcos épicos e que me enchem de felicidade e realização pessoal.

Para terminar, gostaria apenas de agradecer a todos aqueles que continuam a participar e a visitar este espaço. E claro, continuo a ter como objetivo estabelecer mais algumas parcerias com projectos que sejam do meu agrado.

O sentido da (minha) Vida

Considero-me uma pessoa de trato fácil, embora deixe essa confirmação para quem me conhece pessoalmente. Mas partindo dessa premissa, posso garantir-vos que nem sempre é fácil conviver diariamente comigo, dado que tenho a tendência para esconder parte da minha personalidade, como forma de protecção, à semelhança de milhões de pessoas nesta grande bola azul no meio do espaço.

Ultimamente graças à rede social do senhor Zuckerberg tive a oportunidade de acompanhar um grupo reservado à minha antiga escola secundária, o que me permitiu “reencontrar” alguns ex-colegas. No meu caso em específico tem sido uma experiência amarga, sobretudo ao ter conhecimento que alguém com quem partilhei alguns anos da minha adolescência se suicidou no dia do seu aniversário. São murros no estômago como este que nos fazem pensar e contemplar a nossa fragilidade, o que me leva cada vez mais a valorizar os poucos mas extraordinários amigos que tenho.

Parte da minha vida profissional é passada na companhia de  jovens com 25 anos ou menos, em que uma das minhas prioridades passa por incutir valores e princípios que considero fundamentais. Nem sempre é fácil gerir as emoções e os comportamentos mas ao final de quase dez anos continuo a considerar-me um indivíduo com sorte, nem que seja pelo facto de conseguir marcar um momento da vida de umas destas pessoas.

São inúmeras as pedras pelo caminho, com a permanente desilusão e ingratidão próprias da idade mas continuo a acreditar no meu método e nas minhas convicções. Alguns consideram-me um optimista, quiçá a roçar o utópico, o que pode até ser uma realidade mas para mim continua a ser fundamental seguir o caminho certo e não o mais fácil.

Sejam verdadeiros, respeitem o próximo e acreditem nas vossas potencialidades. Sou um forte crente no karma e apesar de me considerar um agnóstico acabo por ter uma fé inabalável no espírito humano, o que acaba por ser um contra-senso enorme mas que me define claramente.

Este artigo está longe de ser um desabafo negativo, bem pelo contrário e foge bastante à temática deste espaço mas é sempre bom apresentar-vos parte da minha essência. E para terminar, quero apenas enviar um abraço enorme ao Pedro Guerreiro. Onde quer que estejas, espero sinceramente que tenhas encontrado a paz que procuravas…

O tempo voa…

Sinto-me um privilegiado por fazer parte da geração de 78 e confesso que tive uma infância e adolescência fantástica. Pude presenciar a evolução do computador pessoal e o nascimento das consolas, com grandes serões a jogar Chuckie Egg, Rick Dangerous, Sonic, Mario, Quake, Duke Nukem e Metal Gear Solid, entre muitos outros.

Quando olho para trás, não consigo deixar de esboçar um sorriso. Era uma vida cómoda e sem sobressaltos, com constante animação e sempre na companhia dos meus amigos. Os tempos mudam e as responsabilidades surgem, o que me tem cortado (e muito) a vida social e os momentos simples da vida. Estamos efectivamente numa fase em que o trabalho absorve grande parte do dia, deixando pouco tempo para as actividades triviais.

Como prezo a minha sanidade mental, tento reservar diariamente uma ou duas horas para colocar as séries em dia ou ligar a minha Wii/PS2 para relaxar. Em muitas ocasiões tenho recorrido ao iPad para seguir os meus podcasts e acompanhar as minhas subscrições no YouTube. Mas o tempo passa e a frustação aumenta, derivado da incapacidade de conseguir gerir o tempo de forma eficiente. Por vezes penso que um dia deveria ter 30 horas, para poder fazer o que quero.

Quem me conhece, sabe que sou persistente e não gosto de desistir. Estou convicto que esta fase menos positiva irá terminar rapidamente e espero aproveitar esta semana, que vai ser mais curta devido a umas mini-férias. É evidente que a minha “história” é semelhante a muitas outras e possivelmente alguns dos visitantes do blog estão na mesma situação, mas não deixa de ser curioso que a evolução tecnológica esteja a ter o efeito inverso ao pretendido. O grande objectivo seria tornar a vida quotidiana menos stressante e permitir mais períodos de lazer, mas estamos a caminhar precisamente no sentido contrário.

Estarei a ser pessimista? Penso que não, a minha visão do status quo é realista e gostaria de ouvir a vossa opinião sobre o assunto.