The Hateful 8

Quentin Tarantino, um dos meus realizadores preferidos, está de volta para mais uma aventura épica. Desta vez, a narrativa decorre no Wyoming e aborda a viagem de John Ruth, mais conhecido por The Hangman, que leva uma perigosa prisioneira para a cidade de Red Rock, para ser executada. No entanto, uma inesperada tempestade irá forçar os viajantes a repousar alguns dias numa estalagem de nome Minnie´s Haberdashery, dando início a uma série de eventos que culmina num desfecho imprevisto.

Para adensar o mistério, a carruagem vai acolher mais dois viajantes: Major Marquis Warren, que tem três prisioneiros para entregar em Red Rock e Chris Mannix, o novo Sheriff da cidade. Após uma viagem no mínimo interessante (sem spoilers), todos chegam sãos e salvos à estalagem, onde se vão deparar com mais um grupo de viajantes, dando início a um jogo de desconfiança, com testes sucessivos e que origina alianças instáveis.

The Hateful 8 está dividido em seis partes e apresenta uma fotografia e música simplesmente fenomenal, merecendo de longe as nomeações para Óscar que recebeu. A realização é soberba, assim como a narrativa, mas o que me conquistou por completo são os diálogos fenomenais, que estão ao nível de Reservoir Dogs. Que dizer de um western, realizado pelo mestre Tarantino, com música de Ennio Morricone e que junta Samuel L Jackson, Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Tim Roth, Michael Madsen e Bruce Dern? Apenas que devem ir ao cinema e apreciar esta experiência fantástica, que tem a duração de quase três horas.

Uma pena que a versão em 70 mm estivesse apenas disponível nalgumas salas específicas nos Estados Unidos. Recomendo sem hesitação este filme, sobretudo para fãs de Tarantino, que se mantém fiel ao seu estilo. É uma experiência distinta de Django, mas que mantém as cenas gore, over the top, aliada a diálogos longos que criam momentos de tensão e complementam a narrativa, mantendo-nos sempre interessados no desfecho final.

Top 5 – 2015

Ao contrário do que inicialmente previ, 2015 foi uma decepção em termos cinematográficos. No entanto, nem tudo foi mau, pelo que elaborei a lista em questão com os títulos que mais se destacaram no ano que terminou.

Não posso deixar de realizar uma menção honrosa a Theory of Everything e John Wick, que fariam parte deste TOP mas as regras são para respeitar. Apesar de os ter visto em 2015 só podem constar desta lista filmes que digam respeito ao ano em questão.

Como sempre, fica a ressalva que se trata apenas da minha opinião, que pode e deve ser considerada subjectiva. Algo me diz que algumas destas escolhas vão ser polémicas.

Os Filmes de 2016

Estou francamente entusiasmado com o próximo ano, dado que vamos ser presenteados com inúmeros filmes da Marvel e DC, o que para mim é sempre um bónus. Como é evidente, tenho várias reservas mas gosto de manter o optimismo. A primeira menção tem de ir para Deadpool, que promete ser um fenómeno. O teaser é absolutamente fenomenal e Ryan Reynolds assenta que nem uma luva ao papel. Estou convicto que este filme estará no meu TOP 5 de 2016.

Mantendo a temática, temos o incontornável Batman vs Superman – Dawn of Justice, que está longe de me convencer, embora tenha decidido dar-lhe uma oportunidade. Mas confesso que tenho expectativas muito baixas para este projecto (não me conformo com a escolha de Ben Affleck). Dentro do mesmo género, a DC vai igualmente lançar Suicide Squad, que gera alguma curiosidade da minha parte mas que ainda não me convenceu a 100%. Digamos que estes dois filmes vão ser claramente hit or miss, não existindo lugar a posição intermédia.

A Marvel regressa igualmente em grande com X-Men Apocalypse, Capitão America – Civil War e Doctor Strange, três filmes que vão ser um sucesso garantido. No caso dos dois primeiros a grande questão é se conseguem manter a qualidade dos seus antecessores, que na minha opinião, foram dos melhores em 2014. Relativamente a Dr Strange, a escolha de Benedict Cumberbatch e Rachel MacAdams é quase perfeita e estou confortável com o elenco.

Mudando para outra temática, temos em 2016 o lançamento de Assassin´s Creed, que pode ser uma agradável surpresa. Na minha opinião, é dos videojogos com a narrativa mais envolvente e caso seja bem aproveitado pode atingir resultados de bilheteira assinalável. Um dos filmes que mais me fascinou, sobretudo por ser totalmente inesperado, foi sem dúvida John Wick, que regressa para uma sequela. Caso ainda não tenham visto, recomendo que o façam, dado que é uma experiência memorável.

Para terminar o ano, temos Rogue One – A Star Wars Story, que conta a aventura da equipa encarregue de roubar os planos da Estrela da Morte. O casting é muito interessante e espero que a Disney mantenha a qualidade e dignidade de uma franchise que merece ser respeitada. Em termos de darkhorses para 2015, a escolha foi complexa, dado que existem muitos projectos mas resolvi apostar em Warcraft (a Blizzard não desilude) e na comédia inspirada no livro Pride and Prejudice and Zombies, que pode vir a ser um fail de proporções épicas.

E quanto aos leitores deste blog? Concordam com as escolhas ou estão mais direccionados para outros filmes?