Star Trek: Strange New Worlds T.2

O Capitão Pike e a Enterprise estão de regresso para mais aventuras. Diria que esta temporada tem um ritmo diferente da anterior, focando-se mais no desenvolvimento das personagens, com episódios exclusivamente dedicados a Una Chin-Riley, Christine Chapel, La’an Noonien-Singh e o Dr Mbenga.

Destaque para o tribunal militar que ocorre após os eventos do derradeiro episódio da primeira temporada, que é, na minha opinião, o ponto mais alto desta série. Como é apanágio nesta franquia, temos a inevitável viagem no tempo, que criará uma parceria improvável entre James T. Kirk e La’an e um crossover com Lower Decks, que tem os seus momentos de humor.

A minha principal crítica para esta temporada é a escassa progressão da narrativa, que apenas retoma a temática dos Gorn no derradeiro episódio, que termina num colossal impasse, como é habitual. Dito isto, há muito para explorar no universo Star Trek, que nos apresenta uma faceta desconhecida de Spock, Uhura, Mbenga e Chapel, que em muitos casos, poderá ser recebido com alguma dose de heresia pelos fãs mais hardcore.

A terceira temporada irã estrear em 2024 e promete muita ação e, quem sabe, um desfecho para a profecia que envolve o Capitão Pike. Caso estejam interessados, a série encontra-se disponível em território nacional através da plataforma de stream da SkyShowtime.

Agents of S.H.I.E.L.D. T.5

A quinta temporada tem uma abordagem interessante, levando-nos para um futuro, em que a Terra foi literalmente partida ao meio. De acordo com a escassa informação disponível, a responsável foi Daisy Johnson, o que coloca a nossa equipa numa situação complexa.

Alguns dos membros são capturados pelos Kree, que criaram uma espécie de prisão espacial, nos destroços da Terra, que é apelido de o Farol. Lentamente, vai ser criada uma resistência, liderada por Coulson, que acaba por ser traída por um dos seus membros. Diria que esta primeira metade da temporada, está bem conseguida, introduzindo as personagens de Deke Shaw e Casius, que serão relevantes para o desfecho dos eventos.

A equipa consegue regressar ao presente, com o objetivo claro de prevenir os eventos que levam à destruição do planeta. No entanto, são considerados criminosos, após a tentativa de assassinato do General Talbot, por um LMD com a aparência de Quake. Vamos igualmente assistir ao regresso de uma organização criminosa, que tem uma ligação directa com  a SHIELD e tomamos conhecimento do estado de saúde de Coulson.

Sem colocar spoilers, a equipa vai passar por diversas experiências traumáticas, que envolvem a perda de alguns elementos, na tentativa de parar a General Hale e a sua filha, Ruby. Confesso que esta temporada tinha potencial para uma narrativa épica, mas perde-se na segunda parte, com a introdução de Graviton.

São lançados alguns pontos interessantes para a sexta temporada, embora confesse a minha relutância, face ao que ocorre na segunda metade. No entanto, gosto de ter uma perspectiva positiva, motivo pelo qual vou dar uma oportunidade a Coulson e Companhia.

Bad Batch T.2

Após os eventos da temporada anterior, a equipa tenta gerir a sua relação profissional com Cid, mantendo-se fora do radar do Império. Começo por salientar que os primeiros episódios são essencialmente missões paralelas, sem qualquer relevância para a narrativa principal.

No entanto, os episódios dedicados ao fecho do arco narrativo do Vice Almirante Rampart são francamente bons, dando início a uma série de eventos que introduz o Doctor Hemlock como o vilão principal desta temporada.  Gostei particularmente do “regresso” ao Senado, com episódios dedicados aos Clones, que estão a ser substituídos pelos Soldados Imperiais.

Destaque para a presença de Bail Organa  e o regresso do Capitão Rex, que serão fundamentais para a divulgação dos eventos que levaram à destruição de Kamino. No que diz respeito à equipa, vão existir mudanças inesperadas, com a presença de Phee Genoa, que irá ajudar a equipa a encontrar um novo rumo.

Sem colocar spoilers, teremos uma inevitável traição e um desfecho imprevisto, que deixa a equipa num impasse, que será certamente explorado na terceira temporada. Pessoalmente, considero que a segunda metade é claramente o ponto mais forte duma temporada que deixou bastante a desejar na primeira metade.

Estou francamente curioso pelo rumo que a narrativa irá seguir na terceira temporada, assim como a relevância de Crosshair e Omega para o desfecho desta aventura. Como habitualmente, convido-vos a partilhar a vossa opinião , de forma a iniciarmos um debate saudável acerca desta série da Disney.