Lisbon Film Orchestra

O ano de 2024 iniciou com mais uma experiência musical fantástica, em que tive a oportunidade de rever a LFO. O sucesso do projecto justificou a aposta num recinto maior, que juntou 8200 espectadores para assistir a uma interpretação clássica de filmes e séries de culto.

O concerto durou 2 horas e 30 minutos e teve um início épico, com Star Wars, James Bond e Missão Impossível a fazerem a delícia do público mais “maduro”. Mas rapidamente evoluímos para séries recentes tais como Stranger Things, Wednesday ou Only Murders in the Building. A orquestra é liderada pelo Maestro Nuno Sá, que aposta numa interação constante com o público, misturando algum humor, o que é sem dúvida refrescante.

 

Para este espetáculo, foi adicionado um coro e vários convidados especiais, que interpretaram temas icónicos tais como Skyfall, The Greatest Showman, culminando num tributo ao cinema português e a António Variações. A relação qualidade/preço é simplesmente imbatível, pelo que fica a minha recomendação. Para concluir, partilho uma galeria de fotos e o teaser em formato de vídeo para este evento.

Para concluir, apenas salientar que a orquestra estará de volta à Altice Arena, em janeiro de 2025. Não percam!

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Doctor Who: Christmas Special 2023

O sexagésimo aniversário desta franquia foi assinalado com pompa e circunstância, trazendo de volta o mítico David Tennant e Catherine Tate. Este especial é composto por três episódios, que culminam com a entrada em cena do décimo-quinto Doutor, Ncuti Gatwa.

O primeiro episódio, intitulado “The Star Beast”, apresenta-nos uma criatura de nome Meep, que aparenta estar a ser perseguido por duas facções militares. O Doutor regressa a Londres, onde reencontra Donna, que continua sem qualquer memória das suas aventuras passadas. Escusado será dizer que uma sequência de eventos vai colocar este duo no centro da ação, culminando numa decisão inesperada do nosso herói, de forma a evitar que a nave espacial destrua a cidade.

O Doutor continua a ter uma crise existencial, incapaz de perceber o motivo pelo qual reverteu a sua aparência para a décima versão da sua existência. A narrativa culmina com um impasse, que catapulta o Doutor e Donna para uma zona desconhecida do espaço. O segundo episódio, Wild Blue Yonder,  decorre a bordo de uma nave especial, que aparenta estar abandonada. A TARDIS desaparece misteriosamente e o duo vê-se na necessidade de explorar a nave, que é habitada por duas estranhas criaturas, que conseguem mudar de forma e aparência.

Uma vez mais, sem colocar spoilers, será feita uma ponte para o derradeiro episódio, The Giggle, que reintroduz O Toymaker na narrativa, numa clara homenagem aos quatro episódios de 1966. Patrick Neil Harris tem uma interpretação notável. colocando à prova o Doutor, que inadvertidamente regenera para sua décima quinta versão. De forma original e interessante, a vitória é alcançada e temos uma conclusão inesperada para Donna e o Décimo Doutor, que poderá um dia ser aproveitado em termos narrativos.

No global, este especial de Natal é interessante, embora esteja longe de ser memorável. Diria que o regresso de Tate e Tennant são os momentos mais marcantes e  que o primeiro episódio me parece ser o mais forte. Dito isto, pouco se viu do novo Doutor, pelo que será complexo partilhar uma opinião do que poderemos ter após a era de Jodie Whittaker.

The Santa Clauses T.2

Após os eventos da primeira temporada, Scott inicia o treino de Cal, com o objetivo de passar o manto de Pai Natal. A narrativa vai assentar precisamente neste ponto, assim como o regresso de Magnus Antas, mais conhecido por The Mad Santa. Como é habitual, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos a participação de algumas Lendas, com destaque para João Pestana e o Coelho da Páscoa.

Adicionalmente, os poderes de Sandra continuam a evoluir, tornando-se incontroláveis quando existem mudanças de humor, o que vai criar dificuldades acrescidas a todos os membros do Polo Norte. Vamos conhecer em pormenor a história de Magnus Antas, um predecessor do cargo de Pai Natal, que foi destituído e exilado como um quebra-noz.

As novas personagens desta aventura, para além de The Mad Santa, são Kris Kingle, um adulto que tem o seu parque natalício à beira da falência e Olga, o braço direito de Antas, que tem como missão vingar-se de Betty e Noel. Existem alguns momentos cómicos, mas considero que esta temporada é inferior à original. No entanto, capta de forma quase perfeita o espírito de Natal e termina numa nota positiva, com desfechos satisfatórios para todas as personagens.

No que diz respeito a elenco, a participação de Gabriel Iglesias, Eric Stonestreet e Marta Kessler acrescentam qualidade, sendo igualmente relevante destacar a curta presença de Michael Dorn, no papel de João Pestana. Gostaria que Noel , Betty e Gary tivessem um papel mais activo, mas lamentavelmente foram relegados para um papel secundário, o que retira alguns momentos humorísticos a uma narrativa que tinha potencial para mais.

Para concluir, quero apenas salientar que esta é uma boa opção para uma tarde de Natal, dado que são apenas 6 episódios, com cerca de 25 minutos de duração. Aproveitam a quadra e Boas Festas para todos os leitores do blog. HoHoHo!