The Orville T.3

As aventuras do Capitão Mercer e da sua tripulação prosseguem nesta terceira temporada, que se foca no conflito entre a União e os Kaylon. O humor continua a fazer parte da narrativa, que integra temáticas sérias e que acabam por resultar numa espécie de sátira à sociedade actual.

Ao longo dos dez episódios, acompanhamos a reversão da mudança de sexo de Topa, a evolução da dinâmica existente entre Charly Burke e Isaac e o resultado da relação entre Telayah e Ed Mercer. Adicionalmente, irão existir desenvolvimentos inesperados na luta com os Kaylon, assim como uma aliança invulgar entre os Krill e os Moclan.

Em termos de narrativa, destaco Shadow Realms, Mortality Paradox e Midnight Blue, como os meus episódios preferidos. Os dilemas morais são igualmente uma constante, complementando muito bem as várias cenas de ação com que somos presenteados. Os argumentistas apostaram num desenvolvimento dos membros secundários da tripulação, o que resultou de forma muito positiva, dando maior profundidade aos eventos e criando uma relação empática com o espectador.

Pessoalmente, considero esta a temporada mais forte de The Orville, que tem um desfecho interessante no derradeiro episódio, Future Unkown, que pode significar o fim deste projeto. Até à data não existe confirmação da renovação desta série, que tem sido uma agradável surpresa, convertendo-se em algo que supera claramente o seu rótulo de comédia.

Upload T.1

Em 2033, a Humanidade tem a possibilidade de saborear a imortalidade, numa vertente digital. Para tal, necessitam de subscrever uma mensalidade e realizar o upload da sua consciência para os servidores da empresa prestadora do serviço.

Vamos acompanhar a aventura de Nathan Brown, um programador que acaba por falecer num acidente automóvel, em condições suspeitas. Inevitavelmente, acaba por realizar o upload para Lakeview, uma comunidade virtual de luxo, dando inicio a uma investigação que visa identificar quem é o responsável pelo seu assassinato.

Upload é essencialmente uma sátira social, complementada com momentos humorísticos. As personagens de Aleesha e Luke são fantásticas, proporcionando momentos únicos de entretenimento. No entanto, a narrativa principal envolve Nathan, a sua namorada Ingrid e Nora, a assistente pessoal atribuída pela Horizen.

Como é habitual, vou evitar os spoilers, embora possa adiantar que teremos o cliché amoroso, em conjunto com uma conspiração corporativa que envolve o projeto Beyond, em que Nathan se encontrava a trabalhar. Temos igualmente o desenvolvimento de personagens, que cria a empatia necessária para converter esta primeira temporada numa recomendação da minha parte.

Convido-vos a partilhar o vosso feedback e caso não conheçam o projeto, sugiro que subscrevam a Amazon Prime Video.

Citadel T.1

Este projeto surgiu inesperadamente nos meus alertas do Prime Video e rapidamente se converteu numa das minhas séries preferidas dos últimos anos. A produção fica a cargo dos irmãos Russo e o elenco conta com Richard Madden, Priyanka Chopra Jonas, Stanley Tucci e Lesley Manville nos papéis principais.

A primeira é composta por seis episódios e narra as aventuras de Mason Kane e Nadia Sinh, dois agentes de topo da organização Citadel, que domina e influencia o rumo do planeta há várias décadas. A narrativa assenta numa traição interna, que origina a destruição completa da Citadel, obrigando os agentes sobreviventes a viver nas sombras, sem qualquer memória do seu passado.

A tecnologia é uma componente intrínseca desta série, que é influenciada por franquias como Missão Impossível, Jason Bourne e o incontornável James Bond. O valor de produção é astronómico (300 milhões), reflectindo a qualidade das cenas de ação e as localizações utilizadas ao longo dos episódios.

Lentamente, vamos tendo alguns pormenores (comprometedores) do passado de Kane e Sinh, que os ligam à Manticore, a organização responsável pela destruição da Citadel. No que diz respeito a interpretações, tenho que destacar Stanley Tucci, Roland Møller e Lesley Manville, que são fenomenais no seu papel de mentores e antagonistas do duo de espiões.

Ao longo de seis episódios, o ritmo da narrativa é adequado, expondo os defeitos de Mason e Nadia, o que complementa e solidifica a conspiração que envolve ambos.  Sem colocar spoilers, teremos uma revelação (relativamente) previsível, que marca o impasse em que termina esta primeira temporada.

Pessoalmente, considero Citadel uma surpresa inesperada. Talvez exista um exagero na utilização de flashbacks e nalgumas cenas de ação, que são virtualmente impossíveis, mas é inegável o valor de produção e o factor entretenimento, que garantiu a renovação para uma segunda temporada, que será disponibilizada no início de 2025.