Spawn T.2

A familiarização da premissa narrativa permite que esta segunda temporada se foque em Terry Fitzgerald, que descobre alguns dos negócios obscuros de Jason Wynn. Por acréscimo, a sua esposa, Wanda, torna-se num alvo, levando à intervenção de Spawn.

Paralelamente, o beco em que Al Simmons tem vivido com os sem abrigo é tomado por um barão da droga, que vai eliminando sem piedade os seus oponentes. Todos estes eventos chamam a atenção da imprensa, mais concretamente Lisa Wu, que vai investigar os eventos macabros que teem ocorrido em Rat City.

Sem colocar spoilers, o nosso protagonista vai ser mais activo na batalha com Wynn, que tenta eliminar Wanda e Cyan, o que se revela um erro crasso. Todd McFarlane mantém o tom sombrio e violento que caracteriza Spawn, que se encontra numa encruzilhada em que necessita de optar pelo Bem ou Mal.

Caso mantenha o seu intuito de castigar os responsáveis pela sua morte, irá continuar a enviar almas para Malebolgia, que tem como objetivo entrar no mundo dos Humanos.

Spawn T.1

Todd McFarlane é o criador de Spawn, uma das franquias mais icónicas no que diz respeito a banda desenhada, na minha modesta opinião. A adaptação televisiva ocorreu em 1997 e permanece disponível na HBO, o que me levou a revisitar esta série.

Ao longo de seis episódios, vamos conhecer a história do Tenente-Coronel Simmons, que trabalha para o Governo Americano, em missóes ultra-secretas. Tragicamente, acaba por ser traído por Chapel, um dos membros da sua equipa, que o assassina de uma forma brutal. Estão criadas as condições para um acordo entre Al Simmons e o Demónio Malebolgia, convertendo o primeiro num  HellSpawn, que é essencialmente um oficial do exército do Inferno,

Sem surpresa, nem tudo corre conforme o esperado, dado que Simmons regressa ä Terra cinco anos após a sua morte, para constatar que a sua esposa Wanda seguiu a sua vida, casando com o seu melhor amigo, Terry Fitzgerald. Adicionalmente, a sua memória foi apagada, restando apenas alguns flashbacks, que seráo lentamente eliminados com passar do tempo.

No entanto, uma série de eventos irá permitir que Al exerca a sua vingança, dando inicio ao seu afastamento das forças do mal. Esta série está muito bem conseguida, aliando uma narrativa forte a um excelente casting de vozes, em que sobressaem Keith David, Dominique Jennings, John Rafter Lee, Jennifer Jason Leigh e Michael Nicolosi.

Fica a minha forte recomendação, apesar de ser importante destacar a violência e intensidade desta fantástica série de animação, cujo público alvo é claramente acima dos 16 anos-

The Orville T.3

As aventuras do Capitão Mercer e da sua tripulação prosseguem nesta terceira temporada, que se foca no conflito entre a União e os Kaylon. O humor continua a fazer parte da narrativa, que integra temáticas sérias e que acabam por resultar numa espécie de sátira à sociedade actual.

Ao longo dos dez episódios, acompanhamos a reversão da mudança de sexo de Topa, a evolução da dinâmica existente entre Charly Burke e Isaac e o resultado da relação entre Telayah e Ed Mercer. Adicionalmente, irão existir desenvolvimentos inesperados na luta com os Kaylon, assim como uma aliança invulgar entre os Krill e os Moclan.

Em termos de narrativa, destaco Shadow Realms, Mortality Paradox e Midnight Blue, como os meus episódios preferidos. Os dilemas morais são igualmente uma constante, complementando muito bem as várias cenas de ação com que somos presenteados. Os argumentistas apostaram num desenvolvimento dos membros secundários da tripulação, o que resultou de forma muito positiva, dando maior profundidade aos eventos e criando uma relação empática com o espectador.

Pessoalmente, considero esta a temporada mais forte de The Orville, que tem um desfecho interessante no derradeiro episódio, Future Unkown, que pode significar o fim deste projeto. Até à data não existe confirmação da renovação desta série, que tem sido uma agradável surpresa, convertendo-se em algo que supera claramente o seu rótulo de comédia.