Katla

Esta produção islandesa tem como premissa a erupção do vulcão Katla. Um ano após este evento, a cidade de Vik está praticamente deserta, com excepção do pequeno grupo de cientistas que continua a monitorizar a evolução, em conjunto com a polícia local e uma equipa de resgate.

No primeiro episódio, temos o regresso de Gunhild, uma jovem que trabalhou no hotel local há 20 anos atrás. Para adensar o mistério, encontra-se coberta de cinza, sem envelhecimento e com perda de memória. A narrativa foca-se no desenvolvimento das personagens, assim como no revelar do motivo pelo qual várias pessoas estão a ser “cuspidas” pelo Katja.

Sem colocar spoilers, este é um daqueles projetos que leva a interpretações múltiplas e que tem um final aberto. Saliento que não existem planos para uma segunda temporada, mas esta é uma série que merece o vosso investimento. Os argumentistas utilizam algumas lendas locais, com destaque para os “changelings”, mas fornecem igualmente uma perspectiva científica, que eleva a narrativa a um patamar muito interessante e que nos cativa.

Gosto bastante do facto das personagens terem falhas de carácter e viverem momentos de dúvida e dor, que as levam a tomar decisões pouco racionais, mas com as quais nos conseguimos identificar. No global, esta é uma série muito competente, que garante entretenimento mas que, lamentavelmente, não terá continuidade.

Confesso que face à derradeira cena, a minha curiosidade ficou definitivamente aguçada.

Halo T.2

A saga de Master Chief prossegue,  numa temporada que continua a adaptar de forma muito livre todo o lore de Halo.  Após a batalha de Raas Kkhotskha, Cortana é removida do subconsciente de John e  a Silver Team é relegada para missões secundárias, bem longe da linha da frente.

John tenta convencer James Ackerson, o novo líder do projecto Spartan-II , a reintegrar a equipa em missões de risco, sem qualquer sucesso. Para complicar ainda mais a situação, numa missão de resgate em Sanctuary, o Master Chief aparenta ver Makee, levando-o a colocar em causa a sua sanidade mental.

Esta temporada é muito focada no desenvolvimento de personagens secundárias, com destaque para Riz, Soren, Arbiter Var ‘Gatanai e Perez. Continuamos a ter cenas de ação épicas, sobretudo no ataque a Reach, bem complementadas com o fecho de alguns arcos narrativos, que garantem a evolução da narrativa e um novo objetivo para John e Cortana.

A temporada termina num impasse cativante, no interior do Halo, mas revela finalmente mais alguns pormenores acerca do evento The Flood, que é fulcral para entender muito do que ocorre nos episódios Onyx e Thermopylae. Considero que estes oito episódios são francamente superiores ao material da primeira temporada, motivo pelo qual recomendo Halo a todos os fãs de ficção científica.

Os fãs do jogo podem ficar algo desapontados com a adaptação, mas no global, acredito que a narrativa está a caminhar na direção certa, garantindo a simbiose quase perfeita entre ação e enredo.