Terminator Zero T.1

Sou um enorme fã da saga Terminator, que tem sido bastante maltratada após os primeiros dois filmes, excepção feita a The Sarah Connor Chronicles. Este projecto da Netflix tem uma premissa interessante, pelo facto de ocorrer no mesmo universo dos filmes.

A narrativa decorre em 1997, em Tóquio, seguindo os passos de Malcolm Lee, um engenheiro informático que está prestes a colocar online uma inteligência artificial, que apelida de Kokoro. O objectivo desta IA é combater a Skynet e evitar o que todos conhecemos como Judgement Day. Confesso que gostei bastante da introdução das personagens, com transições entre o passado e futuro, dando a conhecer Eiko. um membro da Resistência que tem como função deter o Terminator enviado para assassinar Malcolm, assim como proteger os seus filhos.

A Production I.G fez um excelente trabalho com a animação e a narrativa é cativante, pelo facto de ser fiel a muito do material original. O elenco conta com alguns nomes sonantes, dos quais destaco Rosario Dawson e Timothy Olyphant. No global, esta é uma abordagem interessante à saga, introduzindo novas personagens e culminando num impasse, que será certamente explorado na segunda temporada.

Parece-me relevante destacar algumas das explicações científicas relativamente ás linhas temporais e a inclusão do passado de Malcolm, que justifica o seu elevado conhecimento acerca dos Terminators e do futuro sombrio que pode destruir a Humanidade.

A animação utilizada é muito oriental, o que pode não agradar a todos, mas Terminator Zero merece a vossa atenção. Diria que tem potencial para criar uma segunda temporada memorável, que pode acrescentar valor a uma franquia que tem vindo a perder qualidade nos últimos 15 anos e que não merece cair no esquecimento.

Inteligência Artificial

A Humanidade não aprendeu nada com os avisos de James Cameron e continua a alimentar a base de conhecimento da Skynet. Com o lançamento dos mais recentes modelos (GPT-4o e GPT-4o mini) temos a possibilidade de criar inúmeras prompts, com resultados peculiares.

Recentemente, surgiu a moda de criar versões colecionáveis de nós próprios, algo que apela a um dos meus hobbies. Como tal, quero aproveitar para partilhar algumas das criações, antes que sejamos escravizados pela Inteligência Artificial.

Para terminar, uma nota mais séria acerca do tema. À semelhança de inúmeros avanços tecnológicos do passado, a AI vai criar novas oportunidades de carreira e abrir caminho para a inovação. Sugiro no entanto a criação de ferramentas de regulação, com o intuito de evitar o plágio descarado de ideias, conceitos e arte, ao mais alto nível.

Caso pretendam partilhar algumas prompts, fica a sugestão de utilizarem a caixa de comentários para o efeito.

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