Futurama: o regresso

Após um hiato de alguns anos, Futurama regressou para duas temporadas. Sou um fã incondicional deste universo e, sinceramente, fiquei muito satisfeito com o resultado final.

Ao longo de 20 episódios, distribuídos por duas temporadas, vamos acompanhar as aventuras da Planet Express. O arranque é soberbo, com sátiras a NFT, jogos mortais, um misterioso membro temporário da equipa e a proposta de casamento de Fry.

O humor está sempre presente e a narrativa continua a ser de elevado nível, o que nem sempre é fácil em projectos desta magnitude.

É evidente que se nota o envelhecimento na voz de alguns actores, o que apenas acrescenta personalidade a um universo memorável e que se converteu numa referência do género.

A crítica social, subtilmente camuflada em episódios como “One is Silicon and the other Gold”, “Attack of the Clothes” e “The One Amigo” é brilhante, relembrando alguns valores e princípios que perdemos, enquanto sociedade.

Mas acima de tudo, Futurama é uma experiência divertida, que deve ser aproveitada por todos aqueles que são fãs da dupla Matt Groening e David X. Cohen.

A série encontra-se disponível, em território nacional, através da Disney+.

The Naked Gun

Durante os anos 90, Leslie Nielsen converteu a comédia “slapstick” num fenómeno mundial, dando origem a diversos projectos. O seu maior sucesso foi, sem dúvida, The Naked Gun, que se baseava na personagem Frank Drebin, da série Police Squad.

Trinta e um anos mais tarde, temos o quarto filme da franquia, que introduz Frank Drebin Jr, o filho da lenda, que continuou as pegadas do seu pai. A narrativa decorre nos tempos modernos, focando-se nas diferenças desta era, que coloca inúmeros obstáculos aos métodos pouco ortodoxos do protagonista.

A cena inicial é hilariante, introduzindo a premissa narrativa, que consiste em regredir a humanidade ao seu instinto animal, com a utilização do PLOT (Primordial Law Of Toughness). Para quem conhece os filmes originais, vai ser fácil identificar alguns diálogos, assim como cenas icónicas que convertem este projecto numa experiência divertida.

Seth McFarlane é um dos produtores e responsável pelo casting de Liam Neeson, que consegue criar uma sinergia muito interessante com Pamela Anderson. Quero igualmente realçar a participação de Paul Walter Hauser, Danny Huston, Kevin Durand e CCH Pounder, que complementam o duo principal de forma bastante competente.

A narrativa é perfeitamente secundária neste tipo de filmes, sendo prioritário o factor cómico, que é alcançado com alguns momentos hilariantes. Está longe de atingir o nível do original, mas foi divertido e nostálgico, garantindo o selo de aprovação do Portal Pessoal.

Existe uma cena pós créditos, que envolve Weird Al Yankovic e que faz ligação aos planos de Richard Cane. Para terminar, duas notas: este filme está disponível em território nacional através da SkyShowtime e tentem descobrir em que cena participam Busta Rhymes e Cody Rhodes.

Mediano
60%