Agent Carter T.2

O ano é de 1947 e após a detenção de Underwood, Peggy Carter regressa para mais uma aventura. O cenário escolhido é o de Los Angeles, onde o Chief Sousa comanda a nova secção da SSR. A narrativa envolve uma conhecida estrela de cinema (Whitney Frost) e uma substância apelidada de Zero Matter, que tem incomparáveis propriedades destrutivas.

Com o decorrer dos episódios, vamos ter conhecimento do “Conselho dos Nove”, uma poderosa organização, que comanda a comunicação social e mesmo os meandros políticos dos Estados Unidos, com a agravante de manter alguns membros infiltrados em várias posições de poder. Vão criar-se alianças improváveis em momentos de crise, assim como traições inimagináveis.

No global, a segunda temporada mantém a qualidade, aliado ao humor de Jarvis. O desenvolvimento de personagens é bastante coerente e a narrativa consegue ser envolvente, bem suportada nos vilões principais (vou evitar os spoilers).

Por tudo isto, é uma pena que a série tenha sido cancelada, sobretudo pelo facto de terminar num cliffhanger muito interessante. Apesar das excelente críticas, as audiências deixaram algo a desejar, o que legitimou a decisão final. Mas por todos os motivos acima mencionados, Agent Carter está mais do que recomendado. Sugiro que dêem uma oportunidade e como sempre, partilhem a vossa opinião.

Agent Carter T.1

Uma das personagens mais interessantes do primeiro filme do Capitão América é sem dúvida Peggy Carter. Por esse motivo, fiquei bastante agradado com o lançamento da série baseada nas suas aventuras.

A acção decorre após o final da guerra, numa fase em que a Hydra foi derrotada e o Mundo tenta recuperar do domínio nazi. Estamos em 1946 e os Estados Unidos criam a SSR (Strategic Scientific Reserve), que tem como objetivo investigar e prevenir ameaças internas ou externas.

Apesar de ser uma heroína, a agente Carter é tratada de forma trivial, sendo constantemente relegada para tarefas secundárias, como é apanágio da mentalidade típica dos anos 40. Parte do encanto da série reside precisamente nessa vertente, que consegue conciliar a acção com a comédia.

A narrativa principal consiste em limpar o nome de Howard Stark, que é acusado de traição e venda de armas aos inimigos dos EUA. Com a preciosa ajuda de Jarvis, o fiel mordomo de Stark, este duo improvável vai realizar missões secretas, que passam por recuperar artigos militares e invenções únicas, que podem fazer cair as defesas das nações mais importantes do Planeta.

Gostei imenso da primeira temporada, que tem apenas oito episódios. Preparem-se para excelentes cenas de acção, com algumas surpresas na narrativa e com a Leviathan como pano de fundo em termos de organização criminosa.

Considero excelente a adição do Dr. Ivchenko na parte final da primeira temporada, abrindo caminho para um possível aparecimento do Dr. Faustus na temporada seguinte. Mas no imediato, convido-vos a ver esta série e deixo os potenciais spoilers para um artigo futuro.