DOTA: Dragon´s Blood T.3

A abordagem narrativa nesta temporada ficou aquém das minhas expectativas, sobretudo pelo facto de entrar numa redundância que pouco acrescenta à aventura dos nossos heróis. Adicionalmente, cria alguma dificuldade em abordar os eventos que ocorrem sem partilhar detalhes críticos. Digamos que o caminho seguido assenta na criação de um universo alternativo, por parte de The Invoker, com o intuito de garantir a a sobrevivência da sua filha, Filomena.

Slyrak é derrotado por Terrorblade, que colhe mais uma alma para aumentar o seu poder. Luna e a legião Dark Moon são forçados a retirar, dado que se encontram enfraquecidos após o aprisionamento de Selemene. Davion e Bran descobrem que os dragões estão a convergir para Broken’s Peak, com o objetivo de atacar o castelo de The Invoker.

Após uma violenta batalha, é forjada uma aliança entre The Invoker e Mirana, com Davion a receber novamente a alma dos dragões. Adicionalmente, Fymryn assume o poder de Selemen, após a mesma recusar-se a ser uma deusa mais focada nas necessidades dos seus adoradores.

O momento mais marcante ocorre no segundo episódio desta temporada, em que temos uma gigantesca batalha em Foulfell, com o sacrifício de um dos nossos heróis, permitindo que The Invoker crie uma realidade alternativa, em que Filomena e Selemene estão vivas. Por motivos que serão desvendados mais tarde, Mirana é a única que manteve as memórias do passado, dando início a uma missão que visa reverter os efeitos desta mudança.

Filomena é uma das personagens fulcrais desta temporada, que vai desenvolver o arco narrativo associado a Mirana. Temos igualmente várias cenas de ação e uma realidade bem distinta para alguns dos nossos heróis, que foram “manipulados” pelas ações de The Invoker.

Confesso que não sou fã desta visão narrativa, embora reconheça que está repleta de ação e contém alguns momentos memoráveis. A quarta temporada está ainda por confirmar mas deverá ser uma realidade em 2023.

DOTA: Dragon´s Blood T.2

Selemene permanece enfraquecida e refém do Invoker, que faz um pacto com o demónio. Adicionalmente, o encarceramento da Deusa expõe a sua Ordem, que começa a perder a fé e consequentemente a sua união.

Kaden regressa a Dragon’s Hold, na companhia de Davion, no sentido de desvendar esta invulgar fusão com a mente de Slyrak. Para tal, conta com a ajuda de Father, um ancião com vasto conhecimento científico. Esta segunda temporada tem duas narrativas paralelas, que são fundamentais para o desfecho da narrativa. Sem adiantar muitos detalhes, existirão agendas escondidas que vão desencadear eventos que irão destruir grande parte dos Dragon’s Knights.

Mirana é raptada e devolvida ao Helio Imperium, capital do Império, dando início a uma série de aventuras que expandem o seu arco narrativo. Davion é instruído a encontrar The Eye of Worldwyrm , que se encontra precisamente na corte real, interligando a sua missão com a da Princesa Mirana, que tenta a todo o custo evitar a guerra.

A segunda metade da temporada está repleta de pormenores que não vou revelar, para manter o vosso interesse. Mas teremos revelações inesperadas, que irão forjar novas alianças e quebrar a confiança entre Davion e Mirana, que veem as suas crenças testadas de forma constante.

Estes oito episódios incorporam alguma ação, embora o foco principal seja sem dúvida o desenvolvimento das personagens. A temporada termina com a ascensão de Fymryn e Mirana, que sofre uma perda incalculável e Davion vê-se finalmente livre da sua ligação a Slyrak.

Por outro lado, The Invoker mantém a intenção de alterar o destino da sua filha, Filomena, mas essa será uma narrativa a desenvolver na terceira temporada.