Fallen Kingdom

O Verão de 2015 marcou o regresso dos Dinossauros ao cinema, faturando cerca de 1.7 biliões de dólares. Para a sequela, contamos com a (breve) presença de Jeff Goldblum, no papel de Ian Malcolm, ficando o papel principal reservado a Owen Grady e Claire Dearing, que seguiram caminhos opostos após os eventos de Isla Nublar.

A narrativa é pouco envolvente, embora compense com ação frenética e algum humor, que consegue manter-nos focados no primeiro acto. No entanto, os motivos que levam à missão de resgate são pouco convincentes e o enredo torna-se francamente previsível, o que penaliza e muito esta sequela.

Um dos pontos positivos é a “questão filosófica” de aceitar a morte de uma espécie que foi condenada à extinção há milhões de anos ou salvar os dinossauros, o que criaria uma alteração substancial na cadeia alimentar.

Tenho muita pena que o vilão seja apenas um cliché, falhando redondamente em comparação com o seu predecessor Hoskins. As adições de Zia e Franklin servem essencialmente para alguns momentos de humor, bem conseguidos, mas pouco acrescentam ao segundo e terceiro acto.

Apesar de conter extraordinárias cenas de CGI, sobretudo na ilha, a realidade é que Fallen Kingdom fica muito aquém das expectativas, apesar de ter continuação confirmada em 2021.

Para terminar, salientar que os pontos mas positivos são claramente Blue e a química entre Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e Isabella Sermon.

Jurassic World

Vinte e dois anos depois, a Ilha Nublar volta a albergar dinossauros, no parque temático mais popular do Mundo. Simon Masrani segue o sonho de John Hammond e cria um espaço repleto de diversidade e que é do agrado de todos.

No entanto, o aspecto corporativo é fundamental e a necessidade de aumentar as receitas levam à criação de uma nova espécie, cruzada com ADN de vários animais, de nome Indominus Rex. Esta é a premissa de Jurassic World, que apresenta muito pouco enredo mas compensa com acção non stop e algum humor característico.

Ao bom estilo de Spielberg, são introduzidas crianças na narrativa, mais concretamente os sobrinhos de Claire, que vão visitar a tia numa fase particularmente complicada a nível familiar, com o iminente divórcio dos pais. Como seria expectável, vamos acompanhar a evolução da relação destas três personagens, que poderá ter impacto muito relevante no desfecho final da história.

Ao longo do filme são várias as homenagens à aventura original e a nível de CGI a qualidade é simplesmente soberba, mostrando finalmente o parque em toda a sua glória. A nível de interpretações, brilham os miúdos Nick Robinson e Ty Simpkins, sendo que tudo o resto é bastante mediano e pouco memorável (com excepção da fenomenal Bryce Dallas Howard). Estamos perante o típico blockbuster de Verão, com excelentes sequências de ação e um elenco forte, liderado por Chris Pratt, Bryce Dallas e Vincent D´Onofrio, conseguindo restaurar o hype dos dinossauros.

À data de hoje , Jurassic World já fez praticamente mil milhões de dólares, em receita de bilheteira,  convertendo-se no filme que mais rapidamente atingiu essa fasquia. Por esse e outros motivos está prevista uma sequela, em data ainda a confirmar.

Para os fãs desta franchise, esta é uma aventura a não perder. Está longe de ser brilhante e fica bastante atrás do original mas vale pelo entretenimento e pelas fantásticas cenas de CGI, que nos transportam por instantes para um passado distante (65 milhoes de anos para ser mais exacto).