Buffy T.1

Buffy Summers mudou-se recentemente para Sunnydale, após ter sido expulsa da escola, em Los Angeles. Apesar de ser considerada uma delinquente, a verdade é bem distinta. Na realidade, Buffy é a “Caçadora”, uma humana com a capacidade de lutar e destruir demónios e vampiros.

A primeira temporada do clássico de Joss Whedon aborda a relação entre os diversos membros da equipa (Giles, Xander e Willow), que contam com a inesperada ajuda de Angel, um vampiro, na tentativa de derrotar o Mestre e evitar o Hellmouth, que representa essencialmente um portal que permitirá a entrada e várias entidades demoníacas na nossa realidade.

É importante salientar que a série é de 1997, pelo que está repleta de clichés e assenta numa narrativa simples e previsível, o que não retira qualidade ao produto final. Ao longo desta primeira temporada, vamos sendo confrontados com os desafios comuns dos adolescentes, o que permite desenvolver as personagens e criar alguma ligação com o futuro dos mesmos.

Como sempre, vou evitar os spoilers,  mas adianto que os planos dos vilões são frustrados pela nossa heroína, criando as condições narrativas para a introdução de uma nova personagem, que irei abordar no artigo referente à segunda temporada. Para os mais nostálgicos e fãs da série, recomendo que assistam à reposição no Syfy, que está disponível em diversas operadoras

Blade – The Series

O filme original de Blade é sem dúvida marcante e embora tenha culminado com duas sequelas de qualidade duvidosa, merece sem dúvida ter continuidade. Essa herança ficou nas mãos da Spike TV, que tiveram uma abordagem arriscada, fazendo um casting 100% novo e focando a narrativa na Casa de Chthon e nos Pure Breed (aqueles que nascem vampiros). Podia ficar a dissertar acerca deste tópico e debater como pode um ser morto nascer… mas essa seria uma dissertação irrelevante para este artigo.

A acção decorre em Detroit, terra natal de Blade e tem como base a morte de Zack Starr, que vai desencadear uma série de eventos, que culminam com a sua irmâ Krista a ser transformada, com o objetivo específico de recolher informação para fornecer ao nosso herói. A cronologia segue os eventos imediatamente a seguir a Blade Trinity, confirmando-se que escaparam 12 Casas de Vampiros (para quem viu o filme, Blade utiliza a DayStar, uma arma biológica específica para vampiros).

Com a ajuda do seu novo sidekick Shen, dá-se início à batalha, que tem as suas vitórias e derrotas. A narrativa tenta focar-se no desenvolvimento das personagens, o que se torna complexo quando apenas existem 12 episódios. Para quem não sabe, a série acabou por ser cancelada devido ás audiências e termina com um gigantesco cliffhanger, o que é sempre penoso.

Não estamos perante algo fantástico ou que acrescente muito ao universo da Marvel mas tem alguma qualidade e consegue manter o interesse. Não simpatizo particularmente com a escolha para Blade, embora tenha no global, um papel competente. Se tiverem possibilidade de ver esta série e são fãs do DayWalker recomendo que a visionem.  Para os restantes, sugiro que foquem a atenção noutros projectos que irei abordar futuramente.