Day Shift

Bud Jablonski tem um negócio de limpeza de piscinas, que é uma fachada para a sua verdadeira ocupação: caçar vampiros. Esta premissa pressupõe o típico b-movie, com uma pitada de humor e algumas cenas gore, sendo precisamente isso que ocorre, durante os 114 minutos de Day Shift.

J.J. Perry é o realizador deste filme, que garante entretenimento, sem nunca se levar demasiado a sério. O primeiro acto introduz o nosso herói, numa cena épica, que será fundamental para o desenvolvimento da narrativa. Após derrotar dois vampiros, Jablonski recolhe os dentes caninos, para posterior venda no mercado negro. É nesta altura que somos enquadrados acerca do seu passado, que resultou na expulsão do Sindicatos de Caçadores, por desrespeito ás regras.

Com a preciosa ajuda do seu ex-parceiro, Big John Elliot, o nosso herói consegue uma vaga no turno diurno, com o objetivo de pagar algumas dívidas e impedir a mudança da sua família para a Florida. Conforme mencionei no parágrafo inicial, o humor é uma constante, o que viabiliza o clássico parceiro inexperiente, que tem uma obsessão por seguir as regras.

O elenco é liderado por Jamie Foxx, mas conta igualmente com Dave Franco, Karla Souza e Meagan Good, sem esquecer a participação especial de Snoop Dogg, Scott Adkins e Peter Stormare. Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas se procuram duas horas de diversão, sem grande densidade narrativa, Day Shift é uma escolha incontornável.

Este filme está disponível via Netflix e até ao momento não existem planos para uma sequela. 

Mediano
68%

Vampire in the Garden

Vanpaia in za Gāden é um anime da Wit Studios, que retrata um futuro distópico, em que os sobreviventes humanos lutam pela sobrevivência, em cidades fortificadas com luz. O primeiro episódio tem início com um ataque a uma estrutura, que alberga vampiros. Um dos soldados, Momo, é incapaz de matar um jovem vampiro, sendo resgatada por Mirena, que recupera uma caixa de música.

O conflito entre as duas facções é longo e para além de dizimar os recursos, gerou o desespero. Nas cidades humanas, a música foi banida, devido à sensibilidade auditiva do inimigos e do lado dos vampiros, foi sintetizada uma droga que aumenta os seus poderes, a um custo fatal. Sem entrar em pormenores, a narrativa assenta na amizade  entre Momo e Fine, a Rainha dos Vampiros, que aspira viver em harmonia com os humanos.

Ao longo de 5 episódios, vamos explorar essa premissa, num contexto de romance, que tem muita violência e fanatismo associado. As assimetrias entre ambos os mundos são narradas de forma quase perfeita, descrevendo a ausência de valores e a necessidade de derrotar o inimigo a todo o custo. A relação entre Momo e Fine complementa precisamente essa componente, oferecendo uma perspectiva sentimental e a busca de algo que chega a roçar o utópico.

Fiquei agradavelmente surpreendido com este projeto, que recomendo sem hesitação para quem procura algo diferente e que se destaque pela qualidade narrativa. Em território nacional, Vampire in the Garden encontra-se disponível via Netflix.

Night Teeth

Há várias décadas que a paz impera em Los Angeles, resultado de uma trégua entre vampiros e humanos. No entanto, uma facção liderada por Victor vai iniciar uma sequência de eventos que alimentará a narrativa de Night Teeth.

Benny, o irmão mais novo de Jay, vai ocupar o seu lugar como motorista de duas jovens, Blaire and Zoe, que pretendem visitar uma série de clubes noturnos. Como é evidente, estas duas jovens são vampiras enviadas por Victor, que irão semear o caos e destruição. A maioria da população desconhece a existência da raça vampírica, o que origina algumas cenas hilariantes com Benny, que tenta escapar a todo o custo.

A narrativa vai igualmente explicar o papel fundamental de Jay no cumprimento das tréguas, assim como o motivo pelo qual Victor pretende entrar em guerra com os humanos. Night Teeth garante entretenimento, mas tem uma narrativa simples, previsível e que nada acrescenta ao género.

No que diz respeito ao elenco, destaque para a participação de Jorge Lendeborg Jr. (Alita), Alfie Allen (GoT), Sydney Sweeney (Handsmaid´s Tale) Raúl Castillo, Debby Ryan e Megan Fox, que são competentes o suficiente para tornar este filme suportável.

O derradeiro acto tem a batalha final entre as duas facções, com um desfecho previsível e que acaba por ser satisfatório, do ponto de vista dos protagonistas. Se procuram algo para vos entreter, numa tarde cinzenta de inverno, esta pode ser uma alternativa a considerar.

Mediano
65%