Werewolf by Night

Esta adaptação da Marvel é baseada nos comics dos anos 70, embora a personagem de Jake Gomez tenha sido apenas introduzida em 2020, na edição #1 de Werewolf by Night. A narrativa é simples e consiste num ritual de passagem da Bloodstone,  um artefacto ancestral de grande poder.

Com o falecimento do  anterior detentor, Ulysses Bloodstone, são reunidos os melhores caçadores de monstros, para um embate que irá determinar quem passará a ostentar esta poderosa arma. Esta é a premissa de Werewolf by Night, que é filmado maioritariamente a preto e branco. As personagens mais relevantes são Jake Russell, um caçador invulgar, com um segredo relevante para o desfecho da aventura, assim como Elsa Bloodstone, a filha de Ulysses, que abandonou há muito as tradições familiares.

Os restantes caçadores são Jovan, Azarel, Liorn e Barasso, que contam com o apoio de Verussa Bloodstone, a madrasta de Elsa, que tem uma agenda oculta. A narrativa é fluida, alternando o desenvolvimento de personagens com cenas de ação e estreitando a relação entre Jake e Elsa, que formam uma aliança improvável.

Destaque igualmente para a presença de Man-Thing, uma figura icónica da Marvel, que pode significar uma introdução futuro dos Howling Commandos. Curiosamente, Kevin Feige sugeriu que este filme/especial da Marvel será relevante para os eventos futuros da MCU, algo que aguçou a minha curiosidade.

Werewolf by Night é um projeto interessante, que irá agradar maioritariamente aos fãs dos comics mas que tem igualmente qualidade para cativar aqueles que apenas são fascinados pela MCU. Se são subscritores da Disney+, este é sem dúvida um projecto a ter em consideração.

Bom
72%

Deathstroke: Knights & Dragons

Um dos mais recentes projetos de animação da DC centra-se em Slade Wilson e a sua vida de mercenário. O primeiro acto mostra-nos o seu passado, mais especificamente uma aventura sentimental no Camboja que será relevante para o resto da narrativa.

Adicionalmente, temos a introdução da H.I.V.E., que procura a todo o custo recrutar Deathstroke para as suas fileiras. Para tal, solicitam a Jackal uma abordagem mais agressiva, que implica raptar o seu filho, Joseph. A tentativa de resgate não corre conforme esperado e acaba por ter consequência devastadoras para a vida familiar de Slade.

Essencialmente, a história que vamos acompanhar diz respeito a Jericho e Rose, que vão formar uma aliança e punir todos aqueles que os abandonaram. No decorrer do segundo acto, temos a adição de Bronze Tiger e Lady Shiva, como antagonistas e uma missão nas Kerguelen Islands, que se converteu na nova base da H.I.V.E. As cenas de ação estão bem conseguidas e são terrivelmente violentas, ao bom estilo da DC. O casting é bastante sólido, com destaque para Michael Chiklis, Sasha Alexander e Chris Jai Alex.

No que diz respeito ao derradeiro acto, teremos uma nova missão, que implica resgatar o Air Force One e eliminar Jackal. Para tal, Slade conta com o apoio de Adeline e William Wintergreen. Conforme referi, Knights & Dragons é um filme competente, mas fica aquém do patamar que a DC nos habituou.  O final é aberto, abrindo espaço para uma sequela, algo que ainda não foi confirmado pela Warner Brothers.

Mediano
70%

House of the Dragon T.1

O sucesso de Game of Thrones abriu caminho para uma prequela, que se foca no livro Fire & Blood, mais especificamente no reinado dos Targaryen, que ocorreu  200 anos antes dos eventos da série original.

Viserys é o quinto rei dos Sete Reinos, tornando-se o principal responsável por uma Era em que a paz imperou. No entanto, são frequentes os jogos de poder, em que as traições e a violência são uma constante. Como habitualmente, gosto de evitar os spoilers, mas posso adiantar que a ausência de herdeiros fará com que a Princesa Rhaenyra assuma a sucessão no trono, algo que desagrada a várias casas.

Mais tarde, o Rei acaba por casar-se e ter filhos, mas opta por manter a sua decisão, abrindo caminho para inúmeros jogos de bastidores, que envolvem a Mão do Rei, os Targaryen, Velaryon e os Hightower. Daemon, o irmão mais novo do Rei, terá igualmente um papel fundamental nesta primeira temporada, que mantém a tradição de chocar os espectadores com o comportamento de algumas das personagens.

O ponto que sempre considero interessante é a ambiguidade narrativa, mostrando as motivações das várias facções e invalidando o conceito de certo e errado. No que diz respeito a interpretações, House of The Dragon é uma referência, sobretudo no que diz respeito a Matt Smith, Paddy Considine e Olivia Cooke, que são os grandes destaques.

Preparem-se para dez episódios de qualidade, com muita violência e cenas marcantes, bem complementado com a integração dos dragões e com sub-narrativas que elevam esta primeira temporada a um patamar de muita qualidade. Resta-nos aguardar pacientemente por 2024, altura em que teremos o regresso desta fantástica série da HBO.