Moon Knight

Após uma longa espera e alguns teasers, temos finalmente disponível via Disney + a história de Marc Spector e Steven Grant. Jeremy Slater é o responsável por adaptar Moon Knight ao universo MCU e, no global, diria que cumpriu a sua missão com sucesso. Adicionalmente, há uma forte componente mitológica associada a esta personagem, motivo pelo qual estava ansioso por validar o caminho escolhido.

Começamos por acompanhar Steven Grant, que é um modesto trabalhador do museu de Londres, que aparenta ter dupla personalidade. Durante os frequentes apagões, o seu alter ego, Marc Spector, assume o controlo, semeando o caos e violência. Progressivamente vamos sendo introduzindo aos restantes elementos da narrativa, com destaque para Arthur Harrow, Layla El-Faouly e Khonshu.

Torna-se complexo abordar os eventos desta série sem colocar spoilers, mas diria que há uma dúvida recorrente  acerca da veracidade dos acontecimentos, dado que Steven questiona de forma constante a sua sanidade mental. À medida que vamos progredindo na narrativa, vamos compreender o motivo da escolha de Marc Spector como avatar do Deus Khonshu, assim como a sua ligação a Arthur Harrow.

Existem momentos de ação verdadeiramente fantástico, bem complementados com fases de densidade narrativa, que convertem esta série numa boa experiência. Não é claramente para todos, dado que tem uma componente mais violenta, que se afasta do que tem sido a MCU em termos das séries mais recentes.

Dito isto, recomendo Moon Knight, embora tenha perfeita noção que estará longe de ser consensual para os puristas da BD, assim com para os entusiastas da MCU.

Guardians of the Galaxy T.2

Nada como iniciar a segunda temporada com uma parceria com os Avengers, que tentam anular a ameaça de High Evolutionary. A sinergia entre ambas as equipas culmina em momentos únicos de humor e complementa bem o arco narrativo seguinte.

Thanos é derrotado e a equipa fica na posse de um estranho sarcófago, que é altamente cobiçado por Mantis e os Universal Believers. Sem colocar spoilers, vamos descobrir que uma poderosa entidade, com ligações aos Guardiões, está contido no artefacto.

É igualmente nesta fase que Sam Alexander entra na narrativa, o que complementa alguns dos episódios disponíveis em The Ultimate Spider-Man. Como seria expectável, J’son tem um papel relevante nos eventos, corrompendo e influenciando as decisões dos nossos heróis. Graças à sua intervenção, vamos assistir à criação de Magus, que pretende conquistar o Universo, após ter derrotado os Nova Centurions.

No entanto, o meu arco narrativo preferido é sem dúvida o dos Symbiotes, que infestam o planeta natal de Groot. Apesar da vitória dos Guardiões, esta ameaça irá persistir, levando ao aparecimento de Carnage e Venom no Planeta Terra. Mas essa informação fará parte da terceira temporada, cujo artigo será partilhado futuramente.

Moonfall

Roland Emmerich está de regresso com mais um “disaster movie”, em que a Terra está novamente em risco. O primeiro acto leva-nos a 2011, mais especificamente a uma missão da NASA, em que três astronautas são atacados por uma estranha entidade. Brian Harper, o líder da missão, acaba por escapar, salvando um dos membros da tripulação mas a sua descrição dos factos leva-o a cair em descrédito público, acabando por ser dispensado.

A narrativa avança uma década e vamos acompanhar K.C. Houseman, que tem uma teoria polémica, considerando a Lua como uma mega-estrutura artificial. Numa das suas incursões acaba por descobrir que a Lua saiu de órbita, o que terá consequências desastrosas para  o nosso planeta. A partilha desta informação com Harper não corre da melhor forma, o que origina a partilha nas redes sociais, algo que vai criar o pânico generalizado e forçar a NASA a admitir este cenário.

Os cálculos iniciais dão uma previsão de três meses para a Lua afectar inevitavelmente a vida como a conhecemos. Para complicar, a missão da NASA à Lua corre da pior forma possível, com o assassinato da tripulação por parte da estranha entidade que é introduzida no primeiro acto.

O resto da narrativa vai permanecer em anonimato, mas podem contar com cenas completamente over the top e uma missão épica para o centro da Lua, em que vamos testar a veracidade da teoria de K.C. Houseman. O elenco tem nomes sonantes tais como Halle Berry, Patrick Wilson, John Bradley e Michael Peña, num filme que garante entretenimento e representa bem este estilo de cinema de Emmerich. A pandemia mudou radicalmente os meus hábitos e as deslocações ao cinema converteram-se uma raridade, motivo pelo qual esperava pelo lançamento de um blockbuster.

Moonfall está longe de ser um filme memorável mas tem o factor “pipoca”, reavivando a minha memória do tempo em que o cinema era um evento social. Fica a minha recomendação e o convite para partilharem se irá converter-se num “guilty pleasure” para o futuro.

Mediano
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