Christmas Chronicles 2

A estreia desta franchise foi uma agradável surpresa da Netflix, que aprovou uma sequela para este famigerado ano de 2020. A narrativa foca-se na vida familiar de Kate Pierce, que é agora uma adolescente, mas que continua  a ter muita dificuldade em lidar com a morte do seu pai, sobretudo numa fase em que a sua mãe está noutra relação amorosa.

O seu plano rebelde consiste em fugir das férias em família, acabando por ser envolvida num plano maquiavélico de Belsnickel, um duende que foi banido do Pólo Norte e da Cidade do Pai Natal, devido ao seu comportamento.

Goldie Hawn interpreta o papel de Mrs Claus e nesta aventura, Jack Booker acaba por ser o parceiro (acidental) de Kate, que irão ter um papel fundamental para salvar o Natal. Gosto particularmente dos momentos musicais do filme, assim como o humor constante, que captam com sucesso o espírito do filme original e que torna Christmas Chronicles numa experiência agradável.

Está confirmado um terceiro filme, para 2022 e que contará novamente com Kurt Russell e Goldie Hawn, o duo dinâmico do Polo Norte que eleva este filme a um patamar muito interessante.

Num ano que tem sido memorável, pelos piores motivos, diria que este é um filme a não perder, no sentido de elevar a moral e o espírito natalício. Despeço-me com votos de um Feliz Natal para todos, em segurança e com respeito pelas medidas de mobilidade em vigor.

Mediano
70%

The Last Kids on Earth T.1

Baseado na obra literária de Max Brallier, The Last Kids on Earth narra uma aventura épica de quatro jovens, na pacata cidade de Wakefield, que se encontra infestada por zombies.

A primeira temporada é composta exclusivamente por um episódio, de 67 minutos, que serve especificamente para nos enquadrar na história. Jack é um jovem de 13 anos e o protagonista principal, que irá contar com a ajuda do seu melhor amigo, Quint Baker, perito em ciência e gadgets. Inesperadamente, acabam por ter a ajuda de Dirk Savage, o bully local, perito na arte de luta e June Del Toro, a grande paixão de Jack e a editora do jornal da escola.

Contem com muitos momentos cómicos e constantes referências a cultura pop, relacionadas com jogos, música e zombies. A vilã desta primeira fase é uma entidade de nome Rezzoch, que aparenta ser a responsável pelo desaparecimento de todos os adultos e que pretende destruir o planeta, por motivos que desconhecemos.

Não esperem por algo revolucionário, mas a realidade é que The Last Kids on Earth é uma série envolvente, que tem um tom bastante leve e que irá certamente apelar aos meus jovens. Caso estejam interessados, podem acompanhar as aventuras de Jack e Companhia via Netflix.

Jingle Jangle

Tendo em conta a quadra que atravessamos, vou manter a tendência de partilhar filmes de Natal. A escolha de hoje recai em Jingle Jangle, o mais recente projeto da Netflix, que retrata a vida de Jeronicus Jangle, um inventor e criador de brinquedos. O primeiro acto mostra-nos um jovem inventor, entusiasmado com a entrega de uma peça, que lhe permite criar Don Juan Diego, um toureiro matador.

Jeronicus rejubila ao constatar que esta criação tem vida própria, mas abstrai-se da sua personalidade altamente egocêntrica e que irá convertê-lo no vilão deste conto. Don Juan é incapaz de lidar com o conceito de produzirem réplicas suas, convencendo o aprendiz Gustafson a furtar o livro de ideias do seu mentor e escapar.

A narrativa avança trinta anos e constatamos que o nosso inventor perdeu a sua esposa e afastou a filha, em consequência da traição de Gustafson. A glória de tempos anteriores desvaneceu, dando lugar a uma  loja de penhores, gerida por um Jeronicus derrotado e que prometeu nunca mais inventar seja o que for.

Tudo muda quando a sua neta, Journey, faz uma visita à loja e descobre o Buddy 3000, um brinquedo concebido e criado pela sua mãe, Jessica Jangle. Com relutância, Jeronicus vai abrindo o coração à sua neta, que o ajuda a resolver a equação da “raiz quadrada do possível”. Pelo meio, vamos ter alguns momentos musicais e alguma magia de Natal, numa narrativa que assenta na redescoberta da “magia” pela invenção de brinquedos.

Existem igualmente alguns momentos de humor, que são bem enquadrados numa narrativa fluida e que tem em Forest Whitaker a sua âncora. Destaco igualmente a interpretação de Madalen Mills, Ricky Martin e Kieron L. Dyer, nos papéis de Journey, Don Juan e Edison, respectivamente.

No global, este filme foi uma agradável surpresa, que recomendo sem hesitação. Tem obviamente os clichés habituais, mas consegue captar a nossa atenção, graças a uma panóplia de personagens interessantes e a uma narrativa consistente.

Bom
75%