Cat Mario

Sem dúvida que o canalizador italiano da Nintendo é um herói improvável mas a realidade é que deixou um legado e deu origem a uma vasta legião de seguidores por todo o Mundo. Dito isto, foram criados inúmeros clones e homenagens ao Super Mario Bros, dos quais destaco Cat Mario, um jogo impossível e que visa levar o utilizador ao extremo, mais concretamente ao rage quit épico.

Imaginem o universo de Bowser e Peach, em conjunto com a fantástica banda sonora mas em que somos um gato, que tem de ultrapassar todo o tipo de obstáculos. Não temos goombas ou bombs mas sim estranhas bolas de pêlo (é a ideia com que fico) que procuram apenas impedir-nos de atingir o final do nível. Para tornar a experiência ainda mais frustrante, ao atingirmos as zero vidas, passamos para uma contagem negativa, o que acreditem, pode levar-vos à loucura.

Fica a sugestão e espero que se divirtam, sem partir para a violência para com o vosso monitor, rato ou teclado.

Powers T.1

Christian Walker (Sharlto Copley) é um membro da Divisão Powers, uma força policial encarregue de investigar crimes relacionados com vilões munidos de super-poderes. De forma a nivelar a balança, existem igualmente super-heróis, devidamente legalizados e que vivem num sistema que exalta os seus poderes, elevando-os ao estatuto de vedetas.

A premissa de Powers é extremamente interessante e foca a necessidade de fama do ser humano, numa perspectiva de garantir um legado ou mesmo um lugar na História. Christian foi em tempos ele próprio um super-herói (Diamond), que perdeu os seus poderes após uma batalha com Wolfe, um vilão que come literalmente seres humanos, de forma a manter e aumentar os seus poderes. Tudo corre dentro da normalidade, até ao momento em que Johnny Royalle, um dos grandes amigos de Walker reaparece, iniciando uma série de eventos que levará à fuga de Wolfe, que permanecia incarcerado numa prisão específica para criminosos com habilidades.

A série tem personagens muito interessantes e tenta criar uma narrativa centrada em humanos e super-humanos, demonstrando as suas facetas mais fragéis e o lado negro da fama. O lado corporativo e egocêntrico é explorado ao máximo, sendo por vezes difícil distinguir as verdadeiras intenções das várias facções envolvidas. Por tudo isto, Powers merece a vossa atenção, sobretudo pela coragem que existe em tentar fazer algo diferente. A série está longe de ser perfeita e mais uma vez vou tentar evitar o máximo de spoilers, pelo que me resumo à falta de informação referente à forma como Diamond perde os poderes e alguma previsibilidade no final da temporada inicial, que tem 10 episódios.

Está confirmada a segunda temporada para 2016, pelo que vamos continuar com as aventuras de Walker, Pilgrim, Royalle e TripHammer. Confesso que estou curioso para saber quem está por detrás da morte que ocorre no final do episódio 10 (sem spoilers novamente), assim como a evolução da personagem de Calista e o aparecimento inevitável de Black Swan.