Plastic Galaxy

Com o aproximar do lançamento da nova aventura do Star Wars resolvi finalmente ver o documentário acerca dos brinquedos da Kenner associados à franchise. Para quem é fã dos filmes e do Universo em questão só posso recomendar que utilizem uma hora e dez minutos do vosso tempo.

São disponibilizadas entrevistas com responsáveis da Kenner, que apresentam os modelos e maquetes utilizadas, assim como histórias engraçadas que apenas comprovam o alcance e a longevidade de Star Wars.

Existem igualmente entrevistas a coleccionadores, que explicam as suas experiências enquanto crianças e a forma como foram influenciados. É evidente que estamos perante um documentário para um público alvo específico mas Plastic Galaxy é um projecto de muita qualidade e com o qual me diverti bastante.

Apesar de ser um entusiasta de Star Wars não fiz colecção destes brinquedos mas identifico-me bastante com o tema, precisamente pelo facto de partilhar o gosto pelo coleccionismo, embora numa vertente mais abrangente.

Fica a minha sugestão, penso que não ficarão desapontados com o documentário e quem sabe, até podem iniciar a vossa própria colecção privada. Que a Força esteja convosco!

Ant-Man

Desde a primeira aventura dos Avengers que ficou claro que a personagem de Hank Pym seria uma figura secundária nesta apresentação de Ant-Man, o que pode desiludir os fãs mais puristas da BD. Michael Douglas interpreta um Dr Pym na sua fase descendente, em que tenta esconder os segredos da sua fórmula e manter o Mundo mais seguro. Porém, o seu protegido Darren Cross consegue desvendar parte do enigma e cria um fato militar, de nome Yellow Jacket.

Perseguido pela morte da sua esposa, Wasp, o Dr Hank vai recrutar e treinar Scott Lang, um ex-condenado responsável por roubos a grandes empresas, sempre numa perspectiva digna de Robin Hood. Pelo meio, temos Hope Van Dyne, a filha de Pym, que vive amargurada com a morte da Mãe e consequente relação de distância com o Pai, agravado pelo facto de discordar dos seus métodos, mais concretamente da escolha de Lang.

Ant-Man tem um bom enredo, com desenvolvimento de personagens e um humor fantástico. A relação que se cria entre Lang e Pym ajuda a elevar a qualidade da narrativa, que é bem complementada com acção e muitas ligações ao Universo Marvel. Darren Cross é um vilão consistente e Luis, Dave e Kurt dão o toque de comédia constante e que assenta que nem uma luva. A minha única insatisfação é referente à batalha final, que é curta, apesar de apresentar momentos únicos.

Paul Ruud entra muito bem no papel de Scott Lang, humanizando bastante a personagem, o que confesso ter sido inesperado. No global, fiquei agradado com o filme e recomendo a ida ao cinema. Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas curtas com ligação ao próximo Capitão America.