Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

The Orville T.2

A segunda temporada de Orville é francamente melhor, na minha modesta opinião. Agora que as personagens estão consolidadas, vamos conhecer as suas raízes e aprofundar os seus principais receios. Existem alterações profundas no relacionamento de alguns elementos e, com grande pena minha, temos a primeira saída da série. Não vou colocar spoilers mas apesar dos meus receios iniciais, diria que a transição foi extremamente positiva.

Seth MacFarlane é um fã de Star Trek, sendo notória essa inspiração em inúmeros episódios, em que somos confrontados com dilemas e situações que testam a nossa imparcialidade e crenças pessoais. Há um enorme desenvolvimento de personagens, assim como um foco acentuado na cultura Kaylon e Moclan, que terão um papel fundamental na narrativa desta temporada. Ah e claro, não podia faltar uma guerra interestelar e as viagens no tempo.

The Orville é uma série de ficção cientifica que combina humor com temas muito actuais da nossa sociedade. Paralelamente, consegue ter personagens cativantes, com as quais nos preocupamos e que irão conquistar receios e desafios.

Não vou entrar em pormenores narrativos, mas termino com uma recomendação desta série, que termina num gigantesco impasse, lançando uma premissa interessante para a terceira temporada, que estreará no final de 2021.

High Rise Invasion T.1

Baseado na obra de Tsuina Miura, Tenkū Shinpan recebeu a sua adaptação anime via Netflix, com a designação de High Rise Invasion. Ao longo de 12 episódios, vamos acompanhar a saga de Yuri Honjō, que recupera a consciência num arranha céus e rapidamente constata que uma série de estranhos indivíduos, com máscaras, estão a influenciar outras pessoas a cometer suicídio.

Toda a narrativa decorre no topo dos edifícios, que estão interligados por pontes de corda e madeira, ao bom estilo de Indiana Jones e o Templo Perdido. Lentamente vamos tomando conhecimento que as máscaras conferem habilidades sobre-humanas ao seu detentores, retirando-lhes no entanto o livre arbítrio.

Yuri trava conhecimento com Mayuko Nise, uma jovem que tenta chegar ao topo do edifício para entrar num helicóptero, que segundo ela, representa a única saída deste mundo. No entanto, apenas uma pessoa pode entrar a bordo, o que origina uma batalha entre ambas, que é interrompida pelo Sniper Mask, que terá um papel muito relevante ao longo desta temporada.

Torna-se complexo falar desta série sem divulgar spoilers, mas posso adiantar que o duo composto por Yuri e Mayuko vai unir esforços, no sentido de derrotar os responsáveis pela criação desta realidade/mundo paralelo. Ao longo dos episódios seguintes vamos conhecer o irmão de Yuri, Rika Honjō, que está igualmente num dos arranha-céus, assim como personagens relevantes tais como Kuon Shinzaki e o vilão Mamoru Aikawa, que deseja converter-se no Perfect God, que é a designação atribuída ao Líder desta estranha realidade.

Vamos igualmente ficar a compreender que as máscaras são uma espécie de software, que instala programas que conferem capacidade distintas, que podem ser ser controladas por alguns humanos em específico, nomeadamente Kuon, Yuri e Aikawa.

As batalhas são completamente surreais, ao estilo característico da manga. Adicionalmente, podem contar com as dimensões desproporcionadas das protagonistas, que aparecem frequentemente em trajes menores, embora sempre preparadas para derrotar as inúmeras máscaras que estão sob o controlo de Aikawa. 

High Rise Invasion é uma série divertida, repleta de ação e que lança várias premissas interessantes. Lamentavelmente, a Netflix cancelou os planos para uma segunda temporada, o que é extremamente desapontante. Apesar desse revés,  recomendo que invistam tempo nesta série, dado que, na minha opinião, alia humor e ação de forma muito competente.