Transformers: Rise of the Beasts

Com excepção do primeiro filme, estou longe de ser uma fã da visão de Michael Bay. O espetáculo visual que caracteriza o seu estilo cinematográfico não funcionou no que diz respeito aos Transformers, convertendo esta franquia numa desilusão completa. A decisão de realizar um soft reboot, mantendo a cronologia mas seguindo numa direcção oposta trouxe-nos Bumblebee, que se converteu numa agradável surpresa.

Pelos motivos acima mencionados, confesso que estava entusiasmado com Rise of the Beasts, que introduz o icónico Unicron no universo dos Transformers. O primeiro acto decorre no planeta dos Maximals, uma raça de robots que assume a forma de animais e que é responsável pela proteção da Transwarp Key, um artefacto que permite a passagem entre múltiplos pontos do tempo e espaço.

Unicron é uma entidade milenar, que tem a forma de um planeta e que, à semelhança de Galactus, consome planetas como forma de subsistência. Os seus lacaios, designados como Terrorcons, são liderados por Scourge, que falha na sua missão, após um sacrifício de Apelinq, o líder dos Maximals. A sua equipa consegue escapar para o Planeta Terra, com a utilização da Transwarp Key, onde vão encontrar santuário durante vários séculos.

Sem colocar spoilers, a narrativa principal incide na aliança entre Transformers e Maximals, com o intuito de derrotar os Terrorcons, que conseguem finalmente localizar e obter o artefacto. As cenas de ação estão bem conseguidas e o casting inclui nomes consagrados tais como o mítico Peter Cullen, Ron Perlman, Peter Dinklage, Michelle Yeoh, John DiMaggio e David Sobolov.

Apesar de Michael Bay permanecer associado ao projeto, embora na função de produtor, este filme mantem a mesma atmosfera de Bumblebee, convertendo-se numa experiência agradável. Existem alguns pontos que considero menos positivos, sobretudo na forma como a personagem de Optimus Prime é retratada, mas, no global, este é um filme que recomendo para os fãs desta franquia.

A narrativa retira inspiração da BD e uma das cenas pós-créditos revela uma ligação a outra franquia da Hasbro. De acordo com a informação revelada, estão previstos mais dois filmes, que deverá fechar o arco narrativo associado a esta versão dos Transformers.

Bom
70%

High Rise Invasion T.1

Baseado na obra de Tsuina Miura, Tenkū Shinpan recebeu a sua adaptação anime via Netflix, com a designação de High Rise Invasion. Ao longo de 12 episódios, vamos acompanhar a saga de Yuri Honjō, que recupera a consciência num arranha céus e rapidamente constata que uma série de estranhos indivíduos, com máscaras, estão a influenciar outras pessoas a cometer suicídio.

Toda a narrativa decorre no topo dos edifícios, que estão interligados por pontes de corda e madeira, ao bom estilo de Indiana Jones e o Templo Perdido. Lentamente vamos tomando conhecimento que as máscaras conferem habilidades sobre-humanas ao seu detentores, retirando-lhes no entanto o livre arbítrio.

Yuri trava conhecimento com Mayuko Nise, uma jovem que tenta chegar ao topo do edifício para entrar num helicóptero, que segundo ela, representa a única saída deste mundo. No entanto, apenas uma pessoa pode entrar a bordo, o que origina uma batalha entre ambas, que é interrompida pelo Sniper Mask, que terá um papel muito relevante ao longo desta temporada.

Torna-se complexo falar desta série sem divulgar spoilers, mas posso adiantar que o duo composto por Yuri e Mayuko vai unir esforços, no sentido de derrotar os responsáveis pela criação desta realidade/mundo paralelo. Ao longo dos episódios seguintes vamos conhecer o irmão de Yuri, Rika Honjō, que está igualmente num dos arranha-céus, assim como personagens relevantes tais como Kuon Shinzaki e o vilão Mamoru Aikawa, que deseja converter-se no Perfect God, que é a designação atribuída ao Líder desta estranha realidade.

Vamos igualmente ficar a compreender que as máscaras são uma espécie de software, que instala programas que conferem capacidade distintas, que podem ser ser controladas por alguns humanos em específico, nomeadamente Kuon, Yuri e Aikawa.

As batalhas são completamente surreais, ao estilo característico da manga. Adicionalmente, podem contar com as dimensões desproporcionadas das protagonistas, que aparecem frequentemente em trajes menores, embora sempre preparadas para derrotar as inúmeras máscaras que estão sob o controlo de Aikawa. 

High Rise Invasion é uma série divertida, repleta de ação e que lança várias premissas interessantes. Lamentavelmente, a Netflix cancelou os planos para uma segunda temporada, o que é extremamente desapontante. Apesar desse revés,  recomendo que invistam tempo nesta série, dado que, na minha opinião, alia humor e ação de forma muito competente.