Rendez-Vous com RAMA

No distante ano de 1973, Arthur C. Clarke publicou esta história de ficção científica, que decorre no ano 2130, quando um misterioso objeto cilíndrico entra no nosso sistema solar. Após inúmeras análises e testes, os cientistas concluem que se trata de uma nave especial, de origem desconhecida. Assim sendo, o comandante Bill Norton é destacado para pilotar a Endeavour até ao objeto, que é apelidado de Rama, em homenagem ao deus hindu da Proteção.

Ao longo dos capítulos vamos acompanhando a exploração da nave, que tem um ecossistema próprio e desafia várias das leis de Newton, graças ao seu invulgar comportamento. Adicionalmente, é confirmado que Rama é um cilindro perfeito, com vinte quilómetros de diâmetro e cinquenta de largura.

O autor consegue manter sempre um manto de mistério, através de uma escrita inteligente e muito descritiva, que nos mantém sempre na esperança que exista um encontro com uma entidade alienígena. Gostei igualmente do conceito do comité dos Planetas Unidas, uma espécie de ONU intergaláctica, que tem como função proteger os planetas do nosso sistema solar.

Rendez-Vous com RAMA é um clássico do género e que recomendo sem hesitação. É um livro que aborda a exploração espacial e a forma como o ser humano lida com o desconhecido. O desenvolvimento narrativo dos membros da tripulação e as suas diferentes crenças é um mais valia narrativa, aumentado a nossa empatia para com a missão e  com o desfecho desta aventura, que é certamente invulgar.

Caso pretendam debater alguma temática específica, convido-vos a partilhar a vossa opinião na caixa de comentários.

The Orville T.2

A segunda temporada de Orville é francamente melhor, na minha modesta opinião. Agora que as personagens estão consolidadas, vamos conhecer as suas raízes e aprofundar os seus principais receios. Existem alterações profundas no relacionamento de alguns elementos e, com grande pena minha, temos a primeira saída da série. Não vou colocar spoilers mas apesar dos meus receios iniciais, diria que a transição foi extremamente positiva.

Seth MacFarlane é um fã de Star Trek, sendo notória essa inspiração em inúmeros episódios, em que somos confrontados com dilemas e situações que testam a nossa imparcialidade e crenças pessoais. Há um enorme desenvolvimento de personagens, assim como um foco acentuado na cultura Kaylon e Moclan, que terão um papel fundamental na narrativa desta temporada. Ah e claro, não podia faltar uma guerra interestelar e as viagens no tempo.

The Orville é uma série de ficção cientifica que combina humor com temas muito actuais da nossa sociedade. Paralelamente, consegue ter personagens cativantes, com as quais nos preocupamos e que irão conquistar receios e desafios.

Não vou entrar em pormenores narrativos, mas termino com uma recomendação desta série, que termina num gigantesco impasse, lançando uma premissa interessante para a terceira temporada, que estreará no final de 2021.

The Orville T.1

Sou um fã do trabalho de Seth MacFarlane, pelo que fiquei entusiasmado aquando da apresentação deste projecto. The Orville retira inspiração do incontornável Star Trek, aliando o humor típico de American Dad e a sátira social de Family Guy.

Ed Mercer é destacado para Capitão da Orville, em missões essencialmente diplomáticas e de exploração espacial. Para seu grande espanto, o seu braço direito em termos hierárquicos será Kelly Grason, a sua ex-mulher. A tripulação é composta por várias espécies, com destaque para a responsável pela área médica (Dra. Claire Finn), segurança (Tenente Alara Kitan), navegação (Tenente Gordon Malloy e John LaMarr) ciência (Isaac) e o terceiro membro da hierarquia de comando (Tenente Comandante Bortus).

A primeira temporada é composta por treze episódios, em que vamos acompanhando a sinergia entre a tripulação, numa clara tentativa de nos explicar as origens de cada um dos membros. Existem momentos cómicos, embora no geral, não considere The Orville uma série de comédia. Diria que estamos perante um projecto de ficção científica, que faz diversas críticas sociais,  focando a atenção em temas como o racismo, preconceito e religião, ao bom estilo de Seth MacFarlane.

Diria que me chamou a atenção o suficiente para continuar a acompanhar a segunda temporada, que deverá estar disponível no final de 2018.  Se procuram algo diferente em termos de televisão, diria que esta série pode ser uma agradável surpresa.