Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Falcon and The Winter Soldier

A Marvel continua a expandir o seu Universo, apostando em séries, que, na minha opinião, irão complementar os filmes da quarta fase da MCU. Falcon and the Winter Soldier retira alguma inspiração da BD, mas explora a realidade pós-blip, em que o Mundo tenta lidar com o regresso de milhões de pessoas.

Gostei particularmente da abordagem, que levanta temas controversos e atuais, tais como o racismo, a xenofobia e a ténue linha que separa os heróis dos vilões. Ao longo de sete episódios, acompanhamos a evolução de Bucky, que tenta fechar o capítulo do Winter Soldier, ao confrontar os familiares das suas vítimas.

Sam opta por recusar a “pesada herança” de Steve Rogers, para se focar na sua vida pessoal mas rapidamente constata que a decis?o teve contornos inesperados. Contem com o aparecimento de um novo Capitão América, uma parceria imprevista com o Barão Zemo e uma visita à mítica Madripoor, onde Bucky e Sam irão encontrar uma antiga parceira de aventura.

As cenas de acção estão excepcionalmente bem coreografadas mas é a narrativa que cativa, com a adição constante de novas variáveis, que lançam uma série de opções para Secret Invasion e Capitão America 4. Para os entusiastas das histórias originais da BD, existem igualmente muitas referências, com destaque para Power Broker, Isaiah Bradley, US Agent e La Contessa Valentina Allegra de la Fontaine.

Destaco igualmente as ligações a Wakanda, com (nova) menção a White Wolf, algo que poderá, ou não, vir a ser explorado na sequela de Black Panther. Falcon and The Winter Soldier tem o selo de qualidade da Marvel e lança premissas interessantes para inúmeros projetos futuros, voltando a reforçar a importância da MCU na cultura pop do século XXI.

Space Force T.1

Com o intuito de regressar à Lua, os EUA criam um novo ramo das suas Forças Armadas, que será liderado pelo General Mark Naird. Space Force é uma sátira da actual administração Trump, que narra as aventuras de uma equipa disfuncional, em que os cientistas e os militares estão constantemente em desacordo.

Há um leque de personagens francamente bem conseguidas, das quais destaco Fuck Tony, o responsável pelas relações públicas e o General Brigadeiro Bradley Gregory, o braço direito de Naird, que são absolutamente hilariantes ao longo dos dez episódios.

A narrativa desenvolve as sucessivas etapas rumo à missão final e demonstra as dificuldades a nível de financiamento, reconhecimento do valor da equipa e os problemas pessoais que afectam as várias personagens. A relação entre o General Naird e o Dr Adrian Mallory é um dos pontos altos da série, para além de proporcionar alguns dos momentos mais memoráveis da primeira temporada.

Space Force está longe de ser brilhante mas proporciona entretenimento, tendo conseguido cativar a minha atenção para a segunda temporada, que estreará em 2021, em data a confirmar. Sem desvendar muitos segredos, estou francamente curioso para saber como irá evoluir a situação criada no derradeiro episódio, em que a tripulação se vê envolvida numa disputa territorial em plena superfície da Lua.