Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Kingdom Come

Alex Ross é uma figura incontornável da BD, com trabalhos lendários na Marvel e DC. O artigo de hoje é dedicado a Kingdom Come, que na minha opinião é a sua obra mais icónica. Estamos perante uma narrativa Elseworld, focado num universo alternativo, em que os super-heróis foram substituídos por uma nova geração de vigilantes, com poderes meta-humanos.

Magog é o expoente máximo desta nova vaga, que não tem pudor em assassinar Joker, pelos crimes cometidos num ataque que originou a morte de Lois Lane e inúmeros outros jornalistas do Daily Planet. A narração fica a cargo de Norman McCay, um pastor que recebe visões apocalípticas do futuro e que será a testemunha de The Spectre.

Lentamente, vamos sendo apresentados à série de eventos que originaram o desaparecimento de Super-Homem. Ficamos a saber que um ataque liderado por Magog corre terrivelmente mal, originando a morte de Captain Atom, com a consequente contaminação nuclear de uma boa parte das colheitas do EUA.

Wonder Woman consegue convencer Clark a regressar ao activo na Justice League, com o intuito de doutrinar e inserir valores morais nesta nova geração de heróis. A tentativa de recrutar Batman corre terrivelmente mal, dado que existe claramente um ressentimento de Bruce, que tenta convencer Clark da necessita de utilizar uma estratégia, em detrimento da força.

Após a visita de Super-Homem, o Dark Knight opta por reactivar a sua rede de agentes, que são conhecidos por The Outsiders. Este grupo consiste em heróis de segunda e terceira geração, contando com a liderança de Batman, Green Arrow e Blue Beetle.

Para tornar ainda mais complexa a narrativa, descobrimos igualmente que os vilões (Lex Luthor, Catwoman, The Riddler, Vandal Savage) criaram a Mankind Liberation Front, com o objetivo de inviabilizar que esta nova geração de meta-humanos lidere o Mundo.

Esta é a premissa principal de Kingdom Come, que vai explorar as ações da Justice League, que tentam educar a nova geração, recorrendo a táctica totalitaristas, que os colocam em conflito directo com Batman e os Outsiders. Inevitavelmente o derradeiro acto do livro vai levar a uma batalha entre estas três facções, que defendem ideias opostas, originando o evento apocalíptico que Norman McCay irá testemunhar, em conjunto com The Spectre.

Apesar de ser um título de 1996, vou evitar os spoilers mas recomendo vivamente a leitura de Kingdom Come. Para além da incrível arte de Alex Ross, a narrativa é envolvente, com lições morais relevantes e actuais, elevando este livro a um patamar de referência no universo da DC.

Avengers: Earth´s Mightiest Heroes

Tive a oportunidade de subscrever recentemente o serviço de stream da Disney, o que aumentou exponencialmente a minha lista de pendentes. Dito isto, comecei por esta série de animação, que contempla apenas duas temporadas e que narra as aventuras dos Avengers.

Há muito fan service ao longo destes 52 episódios, em que os vilões principais são Red Skull, Ultron, Kang, Loki e os inevitáveis Skrull. No que diz respeito aos heróis, para além da equipa clássica, destaque para a presença de Ant-Man e Wasp, na sua versão original, assim como Hawkeye, Black Panther, Vision e Miss Marvel.

O humor é recorrente, embora exista igualmente um desafio constante aos nossos heróis, que acabam por ter momentos de vulnerabilidade e impotência. Gosto imenso da diversidade em termos de ação, com episódios focados em Asgard, batalhas cósmicas e até a presença de Adam Warlock e dos Guardiões da Galáxia.

Existe igualmente um desenvolvimento de personagens, com particular relevância na narrativa de Ultron e Yellowjacket, o que converte esta série numa recomendação essencial da minha parte.

Para fãs da Marvel e sobretudo dos Avengers, este é definitivamente um projecto a acompanhar.

The Clone Wars

Em 2008, foi lançado um filme de animação acerca do universo Star Wars, que narra as aventuras dos Jedi, nos três anos que antecedem o Episódio III das prequelas. Pessoalmente, sou um grande fã deste projeto, que durante sete temporadas apresenta de forma detalhada a guerra dos Clones, introduzindo detalhadamente as diversas fações envolvidas.

Nas primeiras temporadas, o maior foco está na batalha entre a República e os Separatistas mas, é precisamente nesse período, que são introduzidas duas personagens particularmente marcantes, por motivos distintos: Hondo Ohnaka, o líder dos piratas de Outer Rim e Cad Bane, o caçador de recompensas mais feroz da Galáxia.

A narrativa explora igualmente os bastidores da política no Senado, e as ligações aos sindicatos do crime, liderados pelo clã Hutt. Mandalor é igualmente um pólo relevante, sobretudo pela posição neutral, em conformidade com as crença de Satine Kryze. Existe uma evolução progressiva na narrativa, com ações que resultam em consequência trágicas para algumas das personagens e muita informação sobre a origem de Anakin, Obi-Wan e da Ordem Jedi.

No que diz respeito a vilões, temos igualmente várias sub-narrativas, que se focam em Nute Gunray, Death Watch, Asajj Ventress, Mother Talzin e Savage Opress, com informação relevante, que complementa e contextualiza alguns eventos que culminam na derradeira temporada, com a ordem 66.

Vou evitar os habituais spoilers, deixando deliberadamente uma personagem fora deste artigo, que é bastante relevante nas prequelas. Na minha opinião, Clone Wars é um dos melhores produtos do novo Universo Star Wars, proporcionando cenas de ação épicas, que opõe os Jedi aos Sith, para além de introduzir Ahsoka Tano, a padawan de Anakin Skywalker.

Pessoalmente, a grande vantagem da animação é a capacidade de nos mostrar, sem restrições, a verdadeira escala da “Galáxia Distante” onde decorre esta narrativa. Caso tenham oportunidade, invistam tempo nesta série, que é fundamental para os fãs de Star Wars, na minha modesta opinião.