Voltron Legendary Defender T.6

A temporada inicia com um ataque de dissidentes Galra, liderado por Sendak, que irá requer a presença dos Paladinos. A aliança entre Lotor e Voltron não é bem vista pelo Império, que continua a lidar com inúmeros focos de conflito.

A equipa vai desenvolvendo novas competências, que lhe permitem desbloquear novos poderes nos seus Leões, algo que será fundamental no derradeiro episódio, com uma batalha épica. Pelo meio, vamos ter episódios cómicos, com destaque para um jogo RPG, em que a equipa treina o trabalho em equipa e que está repleto de clichés.

Com a ajuda de Allura, Lotor consegue concluir as suas naves, que lhe permitem viajar para outro universo e recolher a quintessence, a fonte de energia que trará Paz e Prosperidade a todos.

Os últimos três episódios revelam finalmente os verdadeiros planos dos Galra, o que força a equipa a realizar um enorme sacrifício e levar Voltron ao extremo, para conseguir derrotar Lotor e salvar literalmente o Universo da extinção.

Espero sinceramente que os eventos do derradeiro episódio possam servir para criar outra dinâmica na narrativa, que começa a ser demasiado monótona e redundante.

X-Men

O Netflix tem disponível uma adaptação anime de X-Men, em que vamos acompanhar os eventos que ocorrem um ano após a morte de Jean Grey. A equipa volta a reunir-se, a pedido do Professor Charles Xavier, para uma missão numa zona específica do Norte do Japão, que aparenta estar protegida por um poderoso campo de forças.

Os primeiros dois episódios focam-se na reação à perda de Jean, sobretudo no que diz respeito a Cyclops. Lentamente a narrativa vai evoluindo, sendo possível identificar um estranho vírus, que está a criar uma mutação extrema nos habitantes locais, que possuem o gene X.

A premissa principal desta mini série de doze episódios passa por encontrar a origem e os responsáveis pela mutação. Sem colocar grandes spoilers, os X-Men vão resgatar Emma Frost e Armor, que são prisioneiras numa instalação que está sob o controlo dos U-Men. Lentamente vai ser revelado que o Inner Circle está envolvido nesta trama, o que irá gerar algumas implicações e desconfianças de Scott relativamente a Emma Frost, que acaba por se juntar à equipa, assim como Armor.

Os últimos episódios revelam todos os pormenores e contam com uma batalha épica, cujo desfecho e intervenientes vou manter no anonimato. No global, esta série é mediana e tem obviamente uma grande influência de anime, visível na animação escolhida e nas proporções (exageradas) das personagens femininas.

A legendagem disponível é francamente má, apresentando dessincronização nalguns diálogos. A minha sugestão passa por abdicar das legendas e utilizar a versão audio inglesa, que tem uma boa escolha de vozes, tais como Steve Blum (Logan), Daniell Nicolet (Storm), Fred Tatasciore (Beast), Ali Hillis (Emma Frost) e Jennifer Hale (Jean Grey) , para citar alguns dos mais relevantes.

Não contem com uma adaptação brilhante ou ao nível da incrível série dos anos 90 mas sugiro que invistam tempo nesta mini série, da autoria da Madhouse.

Record of Ragnarok T.1

A adaptação da manga Shuumatsu no Valkyrie chegou finalmente ao Netflix, dando origem a Record of Ragnarok. A narrativa tem início num Consílio dos Deuses, em que é decidida a extinção da Humanidade, resultado da sua incapacidade de melhorar enquanto espécie.

Para espanto geral, Brunhilde, a líder das Valquírias propõe uma solução diferente: Ragnarok, em, que Deuses e Humanos travarão 13 batalhas, pelo destino da Humanidade. Após alguma relutância, Zeus acaba por aceitar a proposta, dando início ao torneio, que terá fim quando uma das fações atingir as sete vitórias.

A premissa é simples e tem clara influência de anime como Saint Seiya e Dragon Ball. Claramente percebemos que o plano de Brunhilde é humilhar os Deuses, usando para tal as suas Valquírias, que irão unir-se enquanto arma com o lutador humano escolhido. Não vou colocar spoilers, mas posso adiantar que a primeira temporada tem três batalhas, que irão opor Thor, Zeus e Poseidon a Lü Bu, Adão e Sasaki Kojiro.

A vantagem dos Deuses é evidente, mas a ajuda das Valquírias equilibra a balança, levando a resultados inesperados e que reforçam a confiança da Humanidade. A primeira temporada termina com a introdução dos intervenientes da quarta batalha, Hércules e Jack o Estripador.

Record of Ragnarok é um anime que tem uma adaptação curiosa da mitologia. Perante a provável extinção da Humanidade, assistimos à luta pela vitória no torneio, que irá conferir um milénio de existência adicional para a raça humana. Gosto particularmente da forma como a arrogância divina vai diminuindo ao longo das batalhas, apesar da sua clara vantagem e superioridade. A personagem de Brunhilde é muito cativante, o que torna interessante as escolhas e estratégias aplicadas para nivelar a batalha com os Deuses.

Até ao momento, não está confirmada uma segunda temporada, mas caso tenham algum tempo livre, sugiro que vejam pelo menos os primeiros dois episódios para perceberem se é algo que vos possa interessar.