Voltron Legendary Defender T.1

A Netflix fez um acordo para produzir 76 episódios de Voltron Legendary Defender, cabendo à Dreamworks o papel de criar a narrativa. O CGI utilizado é da responsabilidade do estúdio coreano Mir e existe uma clara influência de anime em vários momentos desta primeira temporada.

Os primeiros episódios servem claramente para nos colocar ao corrente das motivações dos novos paladinos de Voltron, que irão ajudar na luta contra o terrível Império Galra. A equipa é composta por cinco pilotos, Shiro, Keith, Lance, Pidge e Hunk, que começam por encontrar o Leão Azul, dando início à sua missão, em conjunto com a Princesa Allura e Coran.

Com o evoluir dos episódios, os restantes Leões vão sendo localizados, o que vai desbloqueando habilidades e criando as condições necessárias para formar Voltron. Ficamos igualmente que a energia que alimenta os Leões (quintessence) é de outro Universo, um ponto que revelar-se-à fundamental nos desenvolvimentos da terceira e quarta temporada.

A primeira temporada é muito interessante, com um desenvolvimento de personagens relevante e que nos permite identificar o perfil de cada um dos membros. A animação está bem conseguida e diria que é uma excelente introdução ao universo de Voltron, que terá em Zarkon o seu inimigo principal.

Ghost In The Shell: SAC 2045 T.1

No ano de 2045, a Humanidade tenta recuperar de um crash financeiro que é apelidado de Simultaneous Global Default. Paralelamente, as quatro nações mais poderosas do Mundo mantêm a economia activa, através de uma constante guerra sustentável.

É com esta premissa que Major, Saito e Batou disponibilizam os seus serviços como mercenários, através da equipa GHOST, que utiliza os seus implantes cibernéticos e tecnologia para garantir o sucesso das missões.

Após o primeiro episódio, a equipa acaba por ser capturada pela US Delta Force, que é comandada pelo misterioso John Smith. Torna-se evidente que esta missão foi uma cilada, servindo apenas para que a equipa GHOST seja persuadida a aceitar um novo objetivo: o salvamento de Patrick Huge, um conhecido CEO.

Os primeiros episódios são algo monótonos, mas cumprem a função narrativa. A equipa realiza várias simulações em realidade virtual, para garantir o sucesso da missão, seguindo posteriormente para Beverly Hills, o local onde vai ocorrer a extração.

A operação está longe de correr bem, demonstrando que Huge é mais do que um milionário, evidenciando habilidades únicas, que colocam a equipa à prova. Após a conclusão da missão, Major e os restantes membros são levados para uma instalação secreta, onde tomam conhecimento de Gary Harts, um Sargento do Exército que possui o mesmo skillset do CEO.

Existe pouca informação recolhida acerca deste fenómeno, que é classificado como Post Humans, uma raça híbrida, que retém características humanas, conseguindo manipular tecnologia e prever os movimentos, com precisão matemática.

A pedido do Primeiro Ministro Tate, a equipa integra uma nova divisão, que trabalha em parceria com John Smith e Chief Aramaki, com a missão de deter os onze membros dos Post Humans que se encontram em liberdade pelo Mundo.

A prioridade passa por deter os três alvos que se encontram em território japonês, dando início aos derradeiros episódios desta temporada, que termina num ponto crítico, em que Togusa desaparece misteriosamente, durante a investigação de um vírus criado para recuperar memórias perdidas.

SAC 2045 é um projeto interessante, que se baseia em animação computadorizada, algo que não foi bem recebido pelo fãs de Ghost in the Shell. Apesar das personagens serem comuns, a narrativa decorre no futuro, mostrando uma realidade completamente distinta do anime e da manga.

Diria que não é para todos, e embora esta primeira temporada não me tenha convencido, ainda mantenho a ideia que posso ser agradavelmente surpreendido.

Street Fighter II: The Animated Movie

O anime original de Street Fighter, de 1994, na minha opinião, permanece como uma referência do género. Há alguns dias tive a oportunidade de rever a versão inglesa e parece-me importante divulgar este projeto aos leitores do blog.

A sequência inicial é verdadeiramente épica, com uma batalha entre Sagat e Ryu, que termina com um combo de Shoryuken e Hadouken. A narrativa avança alguns anos, acompanhando o assassinato do Ministro da Justiça, por Cammy, uma ex-agente do MI6, que aparenta ter sido hipnotizada por M.Bison, líder da organização criminosa Shadowlaw.

A premissa principal do filme assenta em duas vertentes: a missão de missão de Guile a Chun-Li, que pretendem capturar M.Bison e a perseguição da Shadowlaw a Ryu, no sentido de utilizar o seu Ki. Ao longo da história, contem com aparições de Fei-Long, Dhalsim e Honda e até um cameo (oculto) de Akuma.

A banda sonora da versão inglesa é fabulosa, com bandas como os Korn, Alice in Chains e Silverchair a complementar a ação frenética do anime. Como habitualmente, vou evitar estragar-vos a experiência com demasiados pormenores mas convido-vos a investir 102 minutos neste filme.

Destaque para a batalha épica entre Chun-Li e Vega, assim como para o terceiro acto, em que Ken, Ryu, Guile, Bison, Honda e Balrog vão envolver-se numa batalha fenomenal.

Para quem é fã deste clássico da Capcom, há efetivamente muito de positivo a retirar, no que diz respeito a fan service. Mas sinceramente, acredito que possa ser igualmente uma experiência agradável para quem desconhece este projeto, que é realizado por Gisaburō Sugii.