2012

Depois de Independence Day, Godzilla, The Day After Tomorrow e 10.000 BC, Roland Emmerich apresenta-nos a sua versão da previsão Maia para 2012. A premissa do filme é simples: devido a um alinhamento cósmico, os pólos magnéticos da Terra vão inverter-se, o que aliado à movimentação das placas tectónicas, origina “o fim do mundo como o conhecemos”.

Uma equipa de cientistas tenta desesperadamente encontrar uma solução para garantir a sobrevivência da Humanidade, algo que como iremos comprovar pelo filme, tem inspiração na Bíblia. Pessoalmente não tinha grandes expectativas para o filme, estava preparado para muitos efeitos especiais e pouco enredo e 2012 não me desapontou. Na realidade, superou as minhas expectativas no que diz respeito à storyline, que sem ser brilhante, tem alguns pontos credíveis.

Tem bons actores (John Cusack, Danny Glover, Oliver Platt, Amanda Peet e Woody Harrelson entre outros) e uma panóplia de efeitos especiais extraordinários, com uma sequência frenética e completamente irreal, como é habitual nos blockbusters deste género. É um disaster movie fantástico, cumpre perfeitamente o seu papel e tenho a certeza que vai ser um êxito de bilheteira.

Destaco a interpretação de Harrelson e recomendo o filme a quem procurar precisamente o que descrevi: acção non stop , efeitos especiais e enredo fast-food. São 2h20 de puro entretenimento!

District 9

Neill Blomkamp realiza e apresenta-nos um filme de ficção científica diferente do que estamos habituados. Existem paralelismos claros com o Apartheid, segregação racial e campos de concentração sobre a forma de District 9, uma zona reservada exclusivamente a extra-terrestres.

Grande parte do enredo desenvolve-se em torno da realocação da população “alien”, com muita violência à mistura. E a partir desta fase entram em cena os spoilers. Sharlto Copley foi uma agradável surpresa em termos de representação, mas tenho igualmente de destacar a excelente realização e efeitos especiais do filme.

Blomkamp consegue aliar quase na perfeição as personagens “reais” e o CGI, o que é excelente, sobretudo se pensarmos que se trata de um filme com orçamento de 30 milhões de dólares (claramente um filme low budget). A história é cativante e a forma como é narrada consegue deixar-nos bem “agarrados” à cadeira. Na minha opinião, District 9 é um dos grandes filmes do ano, sendo provável uma sequela.

Posso garantir-vos que assim que possível, irei adquirir a versão em DVD. Termino este post, recomendando o filme a todos os fãs de ficção científica, mas também aos amantes de bom cinema!