Public Enemies

Quando Michael Mann junta Christian Bale e Johnny Depp é expectável que o resultado final seja um grande filme mas, na minha modesta opinião, este não é o caso.  A narrativa ocorre antes da formação do FBI, com um desesperado J Edgar Hoover a tentar anular a onda de crimes que assola os Estados Unidos. Prostituição, apostas ilegais e lavagem de dinheiro são alguns dos temas constantes, mas a grande storyline é sem dúvida o jogo de gato e rato entre John Dillinger e Melvin Purvis. s clichés são uma constante, dado que Johnny Depp interpreta um anti-herói, muito ao estilo de Robin Hood, que tenta ser feliz com a mulher dos seus sonhos, ao mesmo tempo que ilude as autoridades. Pelo meio, debate-se com a mudança da mentalidade criminosa e a necessidade de abandonar uma vida de crime, marcada pela morte de todos quanto o rodeiam.

Parece-me claro que existem algumas ideias dos “Intocáveis” de Brian de Palma que são trazidos para a tela, nomeadamente o conceito de pensar como um criminoso para poder apanhá-lo. Não estamos perante um filme de acção, mas considero que merece a pena ser visto.

Fico apenas desiludido com o facto de não ter sido aproveitado todo o potencial dos actores e da própria narrativa. Mas sabe sempre bem ver um filme de ganistes! E agora que venha UP, da Pixar.

Doomsday

Depois de um jantar no Foster´s do Allegro, com passagem pelo Starbucks, resolvi ir ao cinema. O cartaz não era particularmente atractivo, pelo que a escolha recaiu em Doomsday. Posso começar por referir que não foi das escolhas mais felizes dos últimos tempos, mas com o cartão da Lusomundo a perda não é total.

Com excepção à presença de Bob Hoskins, não existe ponta que se pegue. O enredo é fraco e assenta num vírus que assola a Escócia e que trinta anos mais tarde chega a Inglaterra. Existe claramente um ambiente muito Mad Max, com motas, sangue e perseguições à mistura.

Apesar de gostar de Rhona Mitra, a realidade é que nunca me conseguiu convencer ao longo desta aventura, que leva muito tempo para ganhar ritmo e captar a atenção. Em suma, o efeito final é catastrófico e como tal não posso recomendar uma ida ao cinema.

Transformers: Revenge of The Fallen

Finalmente consegui dar um salto ao cinema para ver a sequela dos Transformers. Como habitualmente, li algumas críticas (boas e más) ao filme, mas fui com algum optimismo. Ao intervalo, era fácil perceber que a sessão seria longa e recheada de efeitos especiais e cenas a de acção, bem ao estilo de Michael Bay.

O enredo do filme é minimalista, o que até nem é chocante, tendo em conta o autêntico festival visual que nos é apresentado durante as 2h3o de filme. As transformações estão muito melhores, as personagens cómicas são uma constante e claro temos a Megan Fox no seu melhor.

Optimus Prime, Megatron, Starscream, Soundwave, Ravage, Bumblebee, Ironhide e Devastator são alguns dos (muitos) robots que têm parte integrante na aventura, que nos leva ao Egipto para a descoberta da Matriz, essencial para derrotar os Decepticons.

Outro dos pontos a favor de Transformers é o facto de conseguirem manter todos os actores, o que confere sempre uma continuidade credível ao filme. No geral, gostei desta nova aventura, penso que está mais sustentada em termos de acção, contudo o enredo poderia ter sido mais envolvente. Ficarei a aguardar o terceiro filme, supostamente em 3D.