Tremors: Shrieker Island

O filme original, mais conhecido por Palpitações em território nacional, converteu-se num clássico, dando origem a uma série e a 7 filmes. Burt Gummer converteu-se no rosto da franquia, retratando um “prepper”, que acumulava mantimentos e armas para um potencial cenário de catástrofe.

À semelhança do que ocorre com a saga Resident Evil, este é sem dúvida outro dos meus guilty pleasures e Shrieker Island excedeu as minhas expectativas. A narrativa decorre na Dark Island, que é utilizada pelo milionário CEO da Avex-Bio Tech para caça de alto risco. Com a ajuda do Dr Richards, são realizadas alterações genéticas que convertem os Graboids em predadores letais e que rapidamente começam a semear o caos.

A Dra Jasmine Welker tem um centro de pesquisa próximo da ilha e identifica vibrações sísmicas invulgares, que são originados por um Graboid. Os seus alertas são ignorados por Bill, o CEO da Avex-Bio Tech, que pretende manter a caça durante o fim de semana, bloqueando todas as transmissões da ilha. A Dra Jasmine tem ligações a Burt Gummer e consegue convencê-lo a ajudar, naquela que será a derradeira batalha pela sobrevivência.

Ao longo do segundo acto, Burt vai encontrando formas criativas de derrotar Graboids embora o grande embate fique reservado para o final, com a Queen Graboid. Escusado será dizer que a caçada de Bill corre terrivelmente mal, sobrevivendo apenas Anna, que acaba por ajudar o nosso herói na criação da armadilha final, em Devil’s Punchbowl.

Sem divulgar pormenores, o acto final tem um um desfecho imprevisto, que lança dúvidas para uma possível continuidade de Tremors. Terá sido esta a derradeira aventura da lenda Burt Gummer?

Mediano
58%

Game Over, Man!

Alexx, Darren e Joel são um trio de amigos que trabalham na limpeza de quartos, num luxuoso hotel de Los Angeles. No entanto, aspiram a uma vida de riqueza, apostando em projetos tecnológicos que possam ser apoiados por investidores.

A narrativa é claramente inspirada no primeiro Die Hard, embora o objetivo passe por obter um resgate pelo Bei da Tunísia. Como é evidente, o trio de jovens acaba por, inadvertidamente, derrotar alguns dos terroristas, num misto de sorte e comédia, que é uma constante do longo do filme.

Há um excesso de piadas fáceis, que se perdem na pouca imaginação dos diálogos. Por outro lado, há um investimento nos cameos, com a introdução de Shaggy, Sugar Lyn Beard, Fred Armisen, Joel McHale, Flying Lotus, Steve-O, Donald Faison, Action Bronson, Chris Pontius, Mark Cuban. Jillian Bell, Chloe Bridges e King Bach, que nada acrescentam ao produto final.

Adicionalmente, são introduzidas cenas propositadamente violentas, numa tentativa de chocar o espectador, embora sem grande efeito prático. O elenco tem alguns actores reconhecidos, tais como Neal McDonough, Rhona Mitra, William Bruce Davis e Daniel Stern, mas falha redondamente no que diz respeito à narrativa.

Tenho muita dificuldade em recomendar este filme, mesmo para quem procura um projeto nonsense, dado que Game Over, Man! não consegue proporcionar diversão e sobretudo gargalhadas, ao longo dos 100 minutos de duração. A minha sugestão é investirem o vosso tempo em algo mais interessante, como por exemplo curling ou tinta a secar.

Mau
50%

Bullet Train

David Leitch é o responsável pela adaptação cinematográfica de Maria Beetle (Bullet Train no Reino Unido e EUA). O elenco é de peso e conta com Brad Pitt,  Joey King,  Aaron Taylor-Johnson,  Brian Tyree Henry,  Andrew Koji,  Hiroyuki Sanada, Michael Shannon, Zazie Beetz e Sandra Bullock nos papéis principais.

A narrativa é frenética e introduz o passado de cada uma das personagens, dando contexto ao motivo pelo qual se encontram a bordo deste comboio. Essencialmente ficamos a saber que The White Death, o líder da Yakuza, contratou uma série de assassinos profissionais, para resgatar o seu filho. Lemon e Tangerine são a dupla que consegue localizar o alvo, que acaba por ser assassinado a bordo, criando uma série de eventos que engloba momentos verdadeiramente épicos e diálogos inesquecíveis.

Confesso que esta foi uma agradável surpresa, num filme que, em determinados momentos, parece saído da mente brilhante de Quentin Tarantino. Brad Pitt tem uma personagem fantástica, dando vida a Ladybug, um assassino que acredita estar amaldiçoado com azar, que o persegue nas suas missões.

Durante cerca de duas horas, vamos assistindo a batalhas entre os diversos assassinos que se encontram a bordo, com o terceiro acto a culminar na explicação de todos os motivos ocultos que justificam o comportamento de personagens como The Elder e The Prince.

Se procuram um filme repleto de ação, com uma narrativa absolutamente ridícula, esta é sem dúvida a escolha certa, que alcança o selo de recomendação do Portal Pessoal.

Bom
78%