Atomic Blonde

Realizado por David Leitch, Atomic Blonde retira muita inspiracáo da novela gráfica The Coldest City.  No entanto, se gostam de um bom action thriller, que decorre em plena Guerra Fria, este é sem dúvida um filme a considerar.

Ao longo de 115 minutos, vamos acompanhar as aventuras de Lorraine Broughton, uma agente do MI6, que é incumbida de recuperar um microfilme que contém a lista da identidade de todos os agentes secretos da União Soviética e EUA. O seu contacto em Berlim é David Percival, que tem uma abordagem pouco ortodoxa, com ligacóes dúbias a ambas as facóes envolvidas.

As cenas de ação estão mto bem conseguidas e o enredo consegue envolver-nos numa missão que se revela bem mais complexa do que originalmente é revelado. Igualmente digno de destaque é o elenco, que conta com nomes sonantes tais como Charlize Theron, James McAvoy, John Goodman, Eddie Marson e Toby Jones.

Atomic Blonde é uma agradável surpresa, que concilia uma narrativa forte, com cenas de acão que elevam a experiência final. E o terceiro acto tem algumas resoluções inesperadas, que conferem um toque extra de classe, que converte este filme numa recomendação óbvia.

Bom
77%

The Hunger Games: Catching Fire

Após o desfecho da septuagésima quarta edição  da prova, Katniss e Peeta regressam a casa, para usufruir de uma vida abastada mas rapidamente constatam que o Presidente Snow tem outros planos. A forma como desafiaram o Capitólio levou a insurreição em vários distritos, colocando em causa a estabilidade da estratificação social existente.

Para apaziguar as hostes, Katniss é forçada a seguir um guião específica, assente na propaganda e que se foca no casamento com Peeta. Ao desafiar novamente o status quo, recebe a informação que para celebrar os 75 anos da prova, vão ser reunidos os vencedores dos últimos anos, num evento apelidado de “Quarter Quell”. Identificamos rapidamente que o objetivo da prova é eliminar Katniss e a empatia que tem gerado em praticamente todos os distritos.

Segue-se nova escolha de representantes, o que no caso do Distrito 12 é praticamente académico, dado que apenas existem 3 vencedores. Katniss é a escolhida mas Peeta voluntaria-se, convertendo novamente Haymitch no seu “treinador”. À semelhança do filme original, existe a possiblidade de obter patrocinadores e definir alianças com as restantes equipas concorrentes.

No dia que antecede o evento, Katniss é forçada a dar uma entrevista com o vestido de noiva. Numa derradeira tentativa de inviabilizar os jogos,  afirma estar grávida de Peeta e, com a ajuda de Cinna, o seu estilista, transforma o vestido num tordo (mocking jay), que é um símbolo associado a uma das mortes do primeiro e que tem um impacto brutal ao longo do filme.

Não vou obviamente partilhar spoilers sobre o desfecho, mas vão existir alianças com Finnick Odair, do Distrito 4, assim como com Beetee e Wiress, do Distrito 13. Nesta edição, a arena é numa floresta, que obedece a um sistema meteorológico violento, que gera o caos entre os participantes. O filme termina de uma forma inesperada, em que constatamos a verdadeira missão de alguns dos concorrentes, assim como de Plutarch Heavensbee, o realizador destes Hunger Games.

Na minha opinião, este é um filme superior ao original, focando-se mais na estratificação social e injustiça que reina no Capitólio, que explora de forma indiscriminada os restantes Distritos. O desenvolvimento de personagens é igualmente assinalável, sobretudo no que diz respeito a Katniss, que se converte no rosto da revolução, dando início a algo que atingirá o seu clímax nos próximos dois filmes, intitulados Mocking Jay Parte 1 e 2.

Mediano
70%

The Hunger Games

Lentamente a minha “lista da vergonha” vai sendo percorrida. Tive finalmente oportunidade de assistir ao primeiro filme da saga e vou partilhar a minha opinião sobre o tema.

A obra de Suzanne Collins serve de inspiração para este universo distópico, em que a Nação de Panem está dividida em doze distritos. No primeiro acto ficamos a compreender a hierarquia social, assim como os eventos que levaram a uma revolta e à eliminação do décimo terceiro Distrito.

Como forma de tributo, é celebrado anualmente os Hunger Games, que são essencialmente um sorteio, em que são escolhidos dois jovens de cada distrito, para combater numa arena até à morte. Para tornar o cenário ainda mais surreal, apenas pode existir um vencedor, que se converte num símbolo e no treinador/conselheiro para as gerações futuras deste evento.

Katniss Everdeen é uma jovem do Distrito 12, que se voluntaria para os Jogos, de forma a salvar a sua irmã mais nova, que foi sorteada para a edição 74. Peeta Mellark é o outro jovem que a acompanha, por motivos totalmente distintos mas que serão revelados ao longo do filme.

Adicionalmente, existe uma ligação entre ambos, que será desenvolvida ao longo da narrativa. O primeiro acto consegue envolver-nos neste mundo, mostrando as assimetrias entre a pobreza dos vários distritos, sobretudo quando comparado com o luxo da capital, que interpreta os jogos como pura diversão e entretenimento. Existem igualmente inúmeros jogos de bastidores, que implicam apoio por parte de patrocinadores, o que fará toda a diferença em termos de sobrevivência.

A floresta é o cenário escolhido para a batalha, em que serão forjadas alianças, assim como traições inesperadas. Não vou obviamente divulgar o desfecho, mas posso salientar que será algo relevante e que irá sustentar a narrativa para o filme seguinte.

Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemnsworth, Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Stanley Tucci, Donald Sutherland e Lenny Kravitz são as personagens mais relevantes deste primeiro filme, que retrata muito bem a ambiguidade desta sociedade, dando início a uma revolução que será liderada por Katniss.

Mediano
70%