Eis que Stargate Atlantis chega ao fim…

Há algum tempo atrás já tive a oportunidade de falar um pouco sobre este franchise e as virtudes inerentes mas hoje o post será sobre o fim da série. Não vou colocar spoilers, apenas destaco que fica em aberto a continuidade, à semelhança de SG1.

Atlantis foi uma aventura interessante, sobretudo nas duas primeiras temporadas, em que existe muita qualidade. As três temporadas seguintes trouxeram muitas caras novas, algumas de SG1, na tentativa de dar o extra que faltava para cativar mais espectadores.

Não vou cair no erro de comparar SG1 e Atlantis, porque seria uma injustiça tremenda.  A química das personagens é muito semelhante ao do original, com a manutenção das piadas e dos extra-terrestres sempre dispostos a ajudar na batalha contra os Wraith. Pelo meio voltamos a encontrar os Replicators e até mesmo os Asgard, mas quanto a isso recomendo verem as cinco temporadas.

Na minha opinião,  é uma boa altura para terminar esta aventura, efectivamente as duas últimas seasons são medianas, com alguns episódios de qualidade pelo meio.

Resta-nos agora aguardar por Stargate Universe, alegadamente a próxima aventura da saga. Honestamente pelo pouco que li, penso que será uma desilusão mas cá estaremos para comentar no futuro.

Babylon 5

Há vários anos atrás esta série passou na televisão portuguesa, sendo que devido ao seu horário intermitente, não tive oportunidade de a acompanhar na ìntegra. Hoje, graças ás novas tecnologias posso afirmar com alegria que terminei as 5 temporadas. Na minha modesta opinião, não existem séries perfeitas, mas sim de culto. Babylon 5 leva-nos anos luz para a frente, numa galáxia distante, em que humanos e dezenas de espécies alienigenas convivem diariamente.

Para quem não conhece minímamente o enredo, faço um resumo. B5 é uma estação especial, que se encontra em território neutro e que tem como principal função servir de porto de encontro para um sem número de civilizações. O grande objectivo é a tolerância racial e a resolução pacífica de problemas e disputas. Rapidamente nos apercebemos da complexidade da narrativa, dado que existem repercussões políticas, humanas e sentimentais a considerar. As cinco temporadas quase que podem ser consideradas actos, com todas as peças do puzzle a encaixar perfeitamente.

No melhor pano cai a nódoa, e embora reconheça que J. Michael Straczynski consegue manter a história extremamente credível, é com estranheza que algumas das personagens principais vão sendo substituídas durante as temporadas. Penso igualmente que o final da 5ªtemporada é demasiado “apressado”, sem que nos seja passada toda a informação do destino de algumas civilizações e personagens (exemplos: Londo Mollari , Bester, G´Kar e Lyta Alexander entre outros).

No cômputo geral, é sem hesitação que considero esta série uma das grandes referências de ficção científica. Tem a virtude de terminar no timing acertado, numa fase em que possívelmente seria “fácil” prolongar o enredo e quem sabe uma temporada adicional. É uma realidade que foram lançados alguns filmes, mas que apenas serviram para focar aventuras paralelas. Recomendo esta série sem hesitação e claro, gostaria de ouvir a vossa opinião sobre o assunto.

Lost T.3

Antes de começar um aviso: este post vai conter spoilers. Após uma breve pesquisa na internet, fiquei ao ciente de que a série terminará em 2010 e que terá 7 temporadas. Resumindo e concluindo, ainda nem chegámos a metade!

E neste momento confesso que estou algo confuso. Para não variar, os argumentistas optam por nos “atirar” teorias concretas para os olhos. É ponto assente que o motivo que leva à queda do avião são os impulsos electromagnéticos que emanam da “escoltilha”. Sendo assim, confirma-se que Locke tinha razão contudo outras questões se levantam.

A primeira é a sobrevivência de Desmond e a sua nova “habilidade” e a segunda o facto de finalmente se descobrir que existe uma segunda ilha. Não deixa de ser uma explicação plausível, contudo novas teorias vão ganhando forma e o horizonte alargou-se consideravelmente…

Sensivelmente a meio da temporada, somos confrontados com a possibilidade de todos os sobreviventes se encontrarem num limbo ou num Purgatório, o que acrescente-se, era a hipótese defendida com maior credibilidade pela maioria dos espectadores da série. Mais uma vez, somos “baralhados” com uma explicação alternativa e a terceira temporada termina com um episódio que se desenrola no futuro, numa fase em que Jack já abandonou da Ilha. Se estamos a ver um futuro possível ou a realidade, apenas na sétima temporada o saberemos.

Mas fiquei com a nítida sensação de que este episódio foi muito importante. Regressando ao início da terceira temporada, diria que a emoção vai crescendo, dado que os primeiros 10 episódios são basicamente o retrato da vida de Jack, Sawyer e Kate, enquanto reféns dos Outros. Serão eles de facto os maus? Duas das personagens vão morrer e por entre todas as revelações, parece-me importante destacar que Jack e Claire são meio-irmãos.

Somos novamente bombardeados por histórias dispersas, com argumentos válidos, o que nos deixa neste momento a salivar por 2008 e mais episódios desta verdadeira série de culto. Eu tenho a minha teoria, embora tenha várias peças por preencher. E voçês?