The Lost City

Loretta Sage é uma reconhecida escritora de romances, que se encontra com dificuldade para concluir o derradeiro capítulo da saga da Dra Angela Lovemore e Dash McMahon. A morte do seu marido teve um impacto negativo profundo, originando uma reclusão extrema. De forma a aumentar as vendas, Beth Hatten, a sua agente, insiste numa série de eventos publicitários, que irão decorrer em vários pontos dos EUA.

O primeiro resultado é catastrófico, em consequência da inexistência de qualquer química entre Loretta e Alan. E é precisamente nesta altura que o argumento entra no apogeu da loucura. Os livros da nossa “heroína” são baseados em factos históricos, o que leva o milionário Abigail Fairfax a raptá-la, com o intuito de encontrar a “Coroa de Fogo”. De forma pouco subtil, tomamos conhecimento que o marido de Lovemore era um arquéologo, que partilhava a sua paixão por civilizações antigas. Dado que o tema dos seus livros era financeiramente pouco atractivo, Loretta foi forçada a utilizar o tema do romance, de forma a serem publicados.

Dash assiste ao rapto e torna a sua missão resgatar a escritora, com o intuito de provar que é mais do que um modelo para a capa dos seus livros. Assim sendo, informa a sua agente e recorre aos serviços de Jack Trainer, um ex-militar, que é perito em missões deste estilo. Existem momentos perfeitamente hilariantes, complementados com cenas de ação, que vão lentamente reduzindo a assimetria entre as duas personagens.

Dito isto, não esperem densidade narrativa, dado que o objetivo The Lost City é garantir entretenimento durante 112 minutos. O trio composto por Sandra Bullock, Channing Tatum e Daniel Radcliffe sustentam a narrativa de forma competente, mas devo confessar que as minhas personagens preferidas são Jack Trainer (Brad Pitt) e Beth Hatten (Da’Vine Joy Randolph), que são simplesmente hilariantes ao longo do filme.

Existe uma cena final, a meio dos créditos, que é interessante face aos eventos do filme. Se procuram um filme para ver numa tarde de domingo, diria com convicção que esta é uma boa escolha.

Mediano
66%

Lost in Space T.3

Judy, Penny e Will não alcançam Alpha Centauri mas conseguem escapar de SAR. A narrativa desta derradeira temporada acompanha os eventos a bordo da Resolute, assim como a luta pela sobrevivência dos adultos se sacrificaram.

Smith tornou-se na professora de Francês da colónia, trabalhando em parceria com os Robinson. No entanto, a situação torna-se precária, dado que o planeta onde se encontram foi misteriosamente destruído por uma explosão. As reparações da sua nave estão claramente a levar mais tempo do que previsto, o que força Judy a uma missão perigosa, que lhe vai permitir chegar a bordo da Fortuna, onde vai encontrar o seu pai biológico, Grant Kelly.

Como habitualmente, vou evitar os spoilers mas posso adiantar que os jovens colonistas conseguem minar o titânio necessário para sair do planeta mas optam por resgatar os pais, que se encontram sobre ameaça de SAR. No entanto, o plano de salvamento de Maureen e John, que envolve a ajuda de Scarecrow, corre terrivelmente mal, permitindo aos robots obterem a localização de Alpha Centauri.

Para complicar ainda mais, Will tem ferimentos graves, após a batalha com SAR, obrigando a medidas extremas para tentar salvar a sua vida. Os derradeiros episódios resumem a chegada a Alpha Centauri e a preparação da batalha final entre humanos e robots.

Na minha opinião, o ritmo desta derradeira temporada está bem conseguido, apesar de existirem algumas decisões que fazem pouco sentido. O final, apesar de aberto, fecha o arco narrativo inerente aos robots. Pessoalmente, considero que foi uma conclusão apropriada e que converte esta série numa boa recomendação para quem é fã de ficção científica.

Lost in Space T.2

A segunda temporada vai acompanhar a saga da família Robinson, que se encontra “encalhada” num planeta com atmosfera repleta de metano. Para aumentar as probabilidades de sobrevivência, optam por adaptar uma parte da estrutura da nave para criar uma estufa.

Maureen continua a encontrar forma de carregar as baterias da Jupiter 2, mas a realidade é complexa, levando a seis longos meses no planeta em questão. Com o auxílio da Dra Smith (nada de spoilers), vão conseguir encontrar uma estranha infra-estrutura e partir na direção da Resolute.

Como não podia deixar de ser, os desafios são constantes e a Resolute encontra-se à deriva, praticamente sem energia, por motivos que irão ser explicados ao longo dos 8 episódios seguintes. Vamos ser apresentados a novas personagens, que serão relevantes para a narrativa mas no global, esta segunda temporada é claramente inferior.

Existem poucas explicações e não gosto particularmente da “liberdade” quase total que a família Robinson tem, sobretudo se consideramos a hierarquia da missão em que estão envolvidos. A narrativa vai introduzir um novo robot, apelidado de “Espantalho”, que apesar de ter uma função, acaba apenas por ser um complemento que pouco acrescenta ao resultado final.

O décimo episódio termina num cliffhanger, como expectável, numa decisão que pode criar uma nova dinâmica para a terceira temporada ou arruinar por completo a série. Veremos em Abril deste ano se Lost in Space continua a merecer o destaque como uma série relevante em termos de ficção científica.