Killjoys T.1

Sou um grande entusiasta de ficção científica, pelo que não fiquei indiferente a mais uma série do Syfy. O enredo tem como base um ponto distante da galáxia, de nome Quad, em que existe um regime feudal, que fomenta a segregação social. Essencialmente temos sete planetas, onde habitam as classes sociais economicamente mais fortes e os planetas habitados pelos descendentes das gerações menos favorecidas, que se dedicam a minar e terraplanar zonas inóspitas e repletas de radiação.

Pelo meio, temos Westerley, onde se encontra a nossa equipa de heróis. Killjoys não são mais do que bounty-hunters, que trabalham para a Companhia, uma empresa independente que tem vários níveis de mandatos, mantendo a ordem no quadrante. Dutch é a líder da equipa e apresenta um passado obscuro, tendo sido treinada na arte de matar por Khlyen, uma personagem que se revelará fundamental para esta primeira temporada.

Os restantes membros da equipa são os irmãos Jaqobis: John é um perito em componentes electrónicos e D’Avin um ex-militar que tem memórias bloqueadas. Parte da premissa desta temporada inicial é precisamente a busca pela doutora responsável pelo bloqueio dessas memórias, assim como a batalha entre Dutch e o seu mentor. Temos igualmente algumas conspirações políticas e uma iminente guerra entre duas facções, o que forçará os nosso heróis a tomar partido.

A primeira temporada, que tem dez episódios, termina com um enorme cliffhanger, que vou evitar divulgar. Recomendo seriamente que acompanhem Killjoys, pelo seu enredo e pelas personagens. Não está ao nível de Firefly mas tenho a certeza que será uma agradável surpresa.

How to get away with murder T.1

Annalise Keating é uma advogada implacável, que se acaba por envolver num misterioso caso de homicídio que envolve o seu próprio marido. Tudo começa na universidade, onde dá aulas de Direito, ensinando aos seus alunos a arte de moldar as leis às suas próprias necessidades, sempre com o intuito de ganhar os casos em tribunal.

Este tipo de séries não costuma fazer o meu género mas o elevado número de recomendações que recebi levaram-me a apostar e confesso que fiquei agradavelmente surpreendido. Viola Davis tem uma interpretação fantástica, com constantes alterações na narrativa e evolução das personagens. A parte mais interessante é sem dúvida a mudança radical nos comportamentos e decisões dos vários membros da equipa, no decorrer dos episódios. Preparem-se para mentira, traição, manipulação e quando menos esperarem serão surpreendidos com um twist verdadeiramente inesperado. Como quase sempre, vou evitar os spoilers, mas digamos que a temporada termina com a descoberta de quem foi o assassino mas deixa em aberto o verdadeiro responsável.

Se estão à procura de uma série que é politicamente incorrecta e nos apresenta a sociedade de uma forma sincera e dura, How to get away with murder é a escolha acertada. Se já conhecem, partilhem comigo a vossa opinião. Caso contrário, sigam a minha recomendação e divirtam-se com a série.

Lost T.3

Antes de começar um aviso: este post vai conter spoilers. Após uma breve pesquisa na internet, fiquei ao ciente de que a série terminará em 2010 e que terá 7 temporadas. Resumindo e concluindo, ainda nem chegámos a metade!

E neste momento confesso que estou algo confuso. Para não variar, os argumentistas optam por nos “atirar” teorias concretas para os olhos. É ponto assente que o motivo que leva à queda do avião são os impulsos electromagnéticos que emanam da “escoltilha”. Sendo assim, confirma-se que Locke tinha razão contudo outras questões se levantam.

A primeira é a sobrevivência de Desmond e a sua nova “habilidade” e a segunda o facto de finalmente se descobrir que existe uma segunda ilha. Não deixa de ser uma explicação plausível, contudo novas teorias vão ganhando forma e o horizonte alargou-se consideravelmente…

Sensivelmente a meio da temporada, somos confrontados com a possibilidade de todos os sobreviventes se encontrarem num limbo ou num Purgatório, o que acrescente-se, era a hipótese defendida com maior credibilidade pela maioria dos espectadores da série. Mais uma vez, somos “baralhados” com uma explicação alternativa e a terceira temporada termina com um episódio que se desenrola no futuro, numa fase em que Jack já abandonou da Ilha. Se estamos a ver um futuro possível ou a realidade, apenas na sétima temporada o saberemos.

Mas fiquei com a nítida sensação de que este episódio foi muito importante. Regressando ao início da terceira temporada, diria que a emoção vai crescendo, dado que os primeiros 10 episódios são basicamente o retrato da vida de Jack, Sawyer e Kate, enquanto reféns dos Outros. Serão eles de facto os maus? Duas das personagens vão morrer e por entre todas as revelações, parece-me importante destacar que Jack e Claire são meio-irmãos.

Somos novamente bombardeados por histórias dispersas, com argumentos válidos, o que nos deixa neste momento a salivar por 2008 e mais episódios desta verdadeira série de culto. Eu tenho a minha teoria, embora tenha várias peças por preencher. E voçês?