Atlas

Em 2043, a ICN (International Coalition of Nations) tenta capturar Harlan, uma inteligência artificial que, de forma inexplicável,  alterou a sua programação. Os resultados foram desastrosos, com a criação de uma entidade terrorista, que assassinou três milhões de pessoas, com o objetivo de erradicar a raça humana e salvar o planeta.

De forma progressiva, a narrativa vai disponiblizando pormenores relevantes, retrocedendo 28 anos no tempo, de forma a enquadrar a importäncia de Atlas Sheperd, uma analista que, por motivos pessoais, náo confia em IA.

A premissa principal assenta numa missáo á Galáxia Andrómeda, com o objetivo de capturar Harlan. Uma equipa de Rangers, liderada pelo Coronel Elias Banks, é destacada para esta missáo, que parece perfeita para testar o novo interface que permite a mechs e humanos interagirem como uma entidade única. Escusado será dizer que a missão irá revelar-se desafiante e repleta de cenários inesperados, que vão colocar à prova a nossa heroína.

Um dos pontos mais interessantes é a interação com Smith, o Mech atribuído a Atlas, que tenta ganhar a sua confiança e concluir a sincronização, que é fundamental para a simbiose entre Homem e Máquina.  A narrativa explora igualmente o passado de Sheperd e a sua ligaçáo a Harlan, que condicionou grande parte das suas decisóes ao longo de três décadas.

O terceiro acto engloba o embate final entre ambas as fações e tem um desfecho previsível, mas que consegue ser satisfatório, O elenco conta com Jennifer Lopez, Simu Liu, Mark Strong, Sterling K. Brown e Lana Parrilla, que fazem um trabalho competente no que diz respeito a interpretação.

Se procuram entretenimento, ficcáo cientifica qb e ação, este é sem duvida uma opção a considerar.

Mediano
68%

3 Body Problem

O mais recente projecto da Netflix é baseado na obra literária de Liu Cixin, que tem conquistado vários prémios no decorrer dos últimos anos. A premissa é diferente do habitual, focando-se num quinteto de cientistas, que serão colocados à prova ao longo de oito episódios. A correlação dos factos aparenta ser aleatória mas vai sendo lentamente revelada, com a introdução dos San-Ti, uma raça alienígena que terá estabelecido contacto com a Humanidade nos anos 60, no pico da revolução chinesa.

Torna-se complexo falar desta série, dado que existem inúmeros spoilers que podem afetar de forma negativa a experiência. No entanto, vou destacar os constantes conflitos morais de algumas personagens, que confiam cegamente na Ciência mas são colocados em situações em que a Fé parece ser a única solução.

Conforme mencionei no primeiro parágrafo, as peças do puzzle vão encaixando ao longo dos episódios, sendo evidente a conexão e a relevância de cada uma das personagens, para a progressão da narrativa. A nível de interpretação, destaque para Liam Cunningham, Rosalind Chao e Jess Hong, num elenco repleto de talento e que elevam esta série a um patamar bastante elevado.

Há um equilíbrio saudável entre ação e narrativa, que termina esta primeira temporada num impasse, como seria expectável. 3 Body Problem é, na minha opinião, uma das melhores séries de ficção científica dos últimos anos, garantindo entretenimento e personagens com as quais sentimos empatia. Adicionalmente, tem uma abordagem fascinante, com um enredo que irá extender-se por quatro séculos, na tentativa de encontrar uma solução que permita a sobrevivência da Humanidade.

Espero sinceramente que este projecto tenha continuidade, dado que os custos por episódio ascendem a 20 milhões, o que pode relevar-se um entrave para a Netflix, que atravessa um período financeiro mais conturbado.

The Dragon Prince T.1

Xadia é um continente rico em magia, localizado em 6 elementos específicos: Lua, Céu, Sol, Terra, Água e Estrelas. Há setecentos anos atrás, um conflito entre dragões, elfos e humanos, resulta na divisão do continente em duas partes. Os humanos optam por utilizar magia negra e o Rei Harrow, de Katolis, com a ajuda do seu mago, Lord Viren, assassinam o dragão Avizandum e destroem o seu ovo, garantindo o fim da linhagem.

A narrativa desta primeira temporada foca-se nos Moonshadow Elf, que são incumbidos de assassinar o Rei humano e o seu filho, como retaliação pela morte de Avizandum. Esta raça atinge o apogeu dos seu poderes em noites de lua cheia, o que inviabiliza qualquer hipótese de defesa por parte das forças de Katolis.

Kayla é uma jovem e inexperiente elfa, que entra no palácio e depara-se com os príncipes Callum e Ezran. Durante uma perseguição, o trio encontra o ovo de Avizandum, que se encontra na posse de Lord Viren. É nesta altura que resolvem unir esforços e devolver o ovo a Xadia, garantindo o fim do conflito.

Esta primeira temporada é muito interessante, introduzindo as várias fações e as respectivas agendas ocultas. A demanda dos três jovens vai ser dura e repleta de perigos, garantindo o desenvolvimento das personagens e lançando uma nova premissa, com o nascimento de Azymondias. Paralelamente, a missão vai ser ameaçada por Claudia e Soren, que a pedido de Lord Viren, são instruídos para localizar e eliminar o trio de heróis e impedir as tréguas no continente.