The 100 T.5

A quinta temporada narra os eventos que ocorrem no interior do bunker, mais especificamente a ascensão de Octavia para Blodreina, a líder dos Wonkru. Adicionalmente, Bellamy e os restantes sobreviventes concluem o seu exílio de 5 anos a bordo da estação espacial.

Como é apanágio, temos a reintrodução de uma nova facção na narrativa, que desta vez fica a cargo da tripulação da Eligius IV, uma nave mineira em que mais de 300 prisioneiros foram preservados através do sono criogênico. O intuito dos prisioneiros, que são liderados por Charmaine Diyoza, passa por colonizar Shalow Valley, a única zona habitável do planeta Terra.

Escusado será dizer que Octavia e os sobreviventes do bunker têm a mesma intenção, o que irá resultar numa batalha sangrenta, em que existem as habituais traições e o instinto de sobrevivência primordial. Esta é sem dúvida a temporada mais violenta da série, assim como a mais sombria, com o recurso a soluções extremas.

Algumas personagens acabam por ter o seu arco de redenção, enquanto outras se transformam por completo em vilões, o que mantém a narrativa interessante. O final acaba por abrir uma premissa completamente distinta para a sexta temporada, por motivos que vou manter no anonimato. No entanto, confesso que fico entusiasmado para validar qual será a abordagem, dado que pela primeira vez temos algo manifestamente inesperado e que vai colocar à prova a criatividade dos argumentistas.

Farei um balanço final quando terminar as sete temporadas, mas diria que este é o ponto mais disruptivo, no que diz respeito a narrativa.

Miss Marvel

A MCU continua a sua expansão, com a inclusão de Kamala Khan, uma jovem de 16 anos que vive na zona de New Jersey. O primeiro episódio introduz as personagens principais e mostra-nos uma adolescente fascinada com Carol Danvers e que se vê proibida pelos pais de assistir à Avenger-Con.

Tudo muda radicalmente quando a sua avó, Sana, envia uma encomenda, que contém uma bracelete. Kamala resolve desafiar os seus pais, deslocando-se para a Con, com a bracelete a fazer parte integrante do seu fato. De forma inadvertida, vai existir uma descarga de energia cósmica e Kamala passa a ter o poder de controlar essa luz/energia.

Um pouco à semelhança de Spider-Man, a nossa jovem heroína terá uma curva de aprendizagem lenta, contando com o apoio de Bruno Carrelli, o seu melhor amigo. As suas acções acabam por chamar a atenção da DODC, Department of Damage Control, que tudo farão para identificar e capturar Kamala, que é apelidada de Light Girl.

Um dos pontos mais cativantes desta série é a cultura paquistanesa, que é retratada de forma detalhada, demonstrando muito dos costumes e dificuldade de inserção na sociedade americana. Adicionalmente, teremos alguns episódios em Karachi, que servem para introduzir a organização Red Daggers e explicar a origem do poder da bracelete.

Miss Marvel tem como público alvo uma geração mais jovem, mas confesso que  gostei desta mini-série de 6 episódios, que introduz uma personagem cativante, que consegue englobar ação e momentos humorísticos. Estou curioso para ver como será realizada a sua introdução na MCU, com a participação em Marvels.

Harley Quinn T.4

A vida profissional de Ivy e Harley vão exigir sacrifícios, que vão interferir com a relação amorosa entre as duas protagonistas. Ivy tem um início agitado como CEO da Legion of Doom e Harley sente dificuldade de integração na Bat-Family.

Os dez episódios são focados nesta premissa, mas ao bom estilo desta série, vai introduzindo sub-narrativas épicas. King Shark converte-se no responsável de IT da Legion of Doom e torna-se Pai a meio da temporada, num episódio absolutamente hilariante. O momento mais alto fica reservado para a MalCon, uma convenção de vilões que ocorre na Lua, sobre a alçada de Lex Luthor, em que teremos a participação de nomes sonantes tais como Talia al Gul e Steppenwolf.

Ivy sente a pressão de ser uma mulher ao comando da LOD, forçando-a a elaborar um plano que garanta a admiração dos seus pares criminosos. Para tal, vai recorrer aos serviços das suas protegidas, Terra, Volcana e Tefé Holland, com o objetivo de furtar a esfera da Legion of Super-Heroes. A missão corre terrivelmente mal, graças à intervenção de Harley, catapultando as nossas protagonistas para o ano de 2048.

Nesta linha temporal, vão conhecer a sua filha Neytiri, que é a líder da Resistência, numa Gotham que é controlada por Damian Wayne, que se converteu num vilão totalitarista. Ivy e Harley conseguem regressar à sua linha temporal, embora numa altura em que o planeta jã se encontra privado de luz solar, graças à intervenção de Lex Luthor.

Os derradeiros episódios colocam Ivy e Harley na base lunar de Luthor, com o objetivo de salvar a Humanidade. Paralelamente, teremos uma adaptação dos eventos de Killing Joke, com Barbara Gordon a ficar paraplégica após ser baleada por Joker. Nightwig é ressuscitado no Lazarus Pit e a temporada termina com o início do que aparenta ser a criação das Gotham Sirens.

Esta temporada está muito bem conseguida e concilia ação e humor de forma quase perfeita. O meu destaque vai para a o episódio em que Bane vai a Itália para reparar a máquina de fazer pasta, numa clara tentativa de impressionar Nora. Dito isto, só posso recomendar esta série, que continua a surpreender pela positiva.