Harley Quinn T.5

Os argumentistas optaram por introduzir uma premissa diferente, colocando o nosso duo de “heroínas” em Metropolis. Após os eventos da temporada anterior, Gotham está ainda mais sombria, levando a uma mudança para uma cidade moderna, com uma taxa de criminalidade baixa e em que o novo sistema de segurança, designado por Lena Luthor, tornou o Super-Homem obsoleto.

Harley convence Kal-El a tirar uma licença sabática, dando início a uma série de eventos que despontará o caos completo. Sem revelar pormenores, saliento o regresso de personagens icónicas tais como King Shark, Bane, Clayface, Lex Luthor e Sharon Quinzel.

O arco do vilão está muito bem conseguido, elevando esta temporada a um patamar elevado. O humor permanece uma constante, embora tenhamos alguns momentos sérios, que correspondem ao desaparecimento de personagens relevantes.

No global, esta continua a ser uma das minhas adaptações preferidas da DC e fico curioso para saber se teremos uma sexta temporada. Apesar de ser considerado como um projecto “Elseworlds”, será necessário que James Gunn autorize a continuação desta série.

Severance T.2

A primeira temporada termina num impasse tremendo, que é retomado de imediato. Sem colocar spoilers, vamos ter uma resposta inesperada, que leva a que toda a equipa seja dispensada, com excepção de Mark.

Os episódios seguintes explicam os motivos, focando-se nos “outies”, que são as pessoas reais por detrás do processo de separação da mente. A narrativa continua a ser a prioridade, focando-se em providenciar mais contexto e desenvolvimento de personagens.

Inevitavelmente, teremos o conflito entre “innies” e “outies”, assim como algumas decisões interessantes, nomeadamente de Harmony Cobel e Helena Eagan. Pessoalmente, gostei bastante do arco de Dylan e da esposa do seu innie, assim como de Mrs Casey, que tem ligações profundas à vida de Mark.

As interpretações são fabulosas, sendo difícil destacar apenas um actor, mas a realidade é que esta segunda temporada, apesar de diferente, continua a apresentar uma qualidade inegável, convertendo-se, para mim, numa referência do género.

Como seria expectável, terminamos novamente num ponto que nos aguça a curiosidade, sobretudo pelo facto de Mark optar por ficar com Helly no piso dos “Separados, em detrimento de sair com Gemma. Adicionalmente, espero que possamos obter mais detalhe do objetivo do projecto Cold Harbor e da própria Lumon Industries.

Esta série está disponível, em território nacional, através da Apple+ mas lamentavelmente, teremos de aguardar bastante pela terceira temporada, que será lançada apenas no final de 2027.

Castlevania Nocturne T.2

A segunda temporada está repleta de ação e acompanha a ressurreição de Sekhmet, que reencarnou no corpo de Erzsebet. O recém chegado Alucard explica a Richter e Annette que a alma de Sekhmet foi dividida em três partes: sangue, coração e o corpo fisico, dando início a uma missão que visa impedir a junção dos três elementos.

Como tem sido apanágio, a violência é uma constante, mas o ponto fundamental continua a ser a narrativa, que se foca na luta interior de Maria Renard, a redenção de Juste Belmont e os sacrificios de Olrox e Tera Renard. Existem momentos marcantes, tais como a vingança de Maria, a transformação de Drolta e a batalha final, que forja uma aliança improvável, embora previsível, face ao rumo dos acontecimentos.

A ação frenética é complementada de forma soberba, com momentos de humor, que visam reduzir a carga dramática inerente a esta franquia, que explora temas e conceitos complexos.

O derradeiro episódio dá conclusão a este arco narrativo, mas introduz novas variáveis, associadas à personagem de Olrox e Mizrak.

Adicionalmente, ainda se encontra por resolver a disputa entre Richter e o vampiro que assassinou a sua mãe, algo que poderá ser explorado numa potencial terceira temporada, que aguarda confirmação.

Para concluir, uma menção para o fabuloso elenco, com destaque para Franka Potente, Nastassja Kinksi, Ian Glen e James Callis.