Upload T.2

Após os eventos da primeira temporada, a relação entre Nathan e Nora sofre um gigantesco revés. O “sacrifício” de Ingrid tem o seu impacto em Nathan, que acaba por ceder e dar uma segunda oportunidade à sua ex-namorada.

Nora também é persuadida pelo seu Pai a juntar-se aos Ludds, um grupo que luta contra o enriquecimento digital, na tentativa de eliminar o Upload. É precisamente nesta comunidade que Nora conhece Matteo, dando início uma relação que vai alimentar a narrativa.

Confesso que a primeira metade desta temporada é fraca, com o foco em temas redundantes e que nada acrescentam ao desenvolvimento da história. No entanto, a segunda metade melhora significativamente, revelando pormenores relevantes acerca da morte de Nathan e lançando a premissa para a terceira temporada, que estará disponível no segundo semestre de 2023.

Na derradeira cena, somos confrontados com uma consequência da decisão tomada por Nathan e que nos deixa no habitual “impasse narrativo”. Diria que esta temporada vale sobretudo pelos episódios em que Aleesha, Luke e Ivan têem um papel mais activo.

Spawn T.1

Todd McFarlane é o criador de Spawn, uma das franquias mais icónicas no que diz respeito a banda desenhada, na minha modesta opinião. A adaptação televisiva ocorreu em 1997 e permanece disponível na HBO, o que me levou a revisitar esta série.

Ao longo de seis episódios, vamos conhecer a história do Tenente-Coronel Simmons, que trabalha para o Governo Americano, em missóes ultra-secretas. Tragicamente, acaba por ser traído por Chapel, um dos membros da sua equipa, que o assassina de uma forma brutal. Estão criadas as condições para um acordo entre Al Simmons e o Demónio Malebolgia, convertendo o primeiro num  HellSpawn, que é essencialmente um oficial do exército do Inferno,

Sem surpresa, nem tudo corre conforme o esperado, dado que Simmons regressa ä Terra cinco anos após a sua morte, para constatar que a sua esposa Wanda seguiu a sua vida, casando com o seu melhor amigo, Terry Fitzgerald. Adicionalmente, a sua memória foi apagada, restando apenas alguns flashbacks, que seráo lentamente eliminados com passar do tempo.

No entanto, uma série de eventos irá permitir que Al exerca a sua vingança, dando inicio ao seu afastamento das forças do mal. Esta série está muito bem conseguida, aliando uma narrativa forte a um excelente casting de vozes, em que sobressaem Keith David, Dominique Jennings, John Rafter Lee, Jennifer Jason Leigh e Michael Nicolosi.

Fica a minha forte recomendação, apesar de ser importante destacar a violência e intensidade desta fantástica série de animação, cujo público alvo é claramente acima dos 16 anos-

Scooby-Doo and Guess Who?

Uma das minhas referências de animação é sem dúvida Scooby Doo, que fez parte da minha infância e adolescência. A HBO Max tem disponível o mais recente projeto: Guess Who?, que mantém o formato habitual mas conta com a participação de personagens icónicas e celebridades.

Assim sendo, preparem-se para muitas viagens na Mistery Machine, repleta de emoção e muitos “jinkies”, “zoinks” e “creepers”. Estão disponíveis 52 episódios, distribuídos por duas temporadas, em que vamos acompanhar as aventuras da equipa, que irão contar com o auxílio de Batman, Wonder Woman, Sherlock Holmes, Ricky Gervais, Mark Hamill, Morgan Freeman, George Takei, Billy Dee Williams, Lucy Liu e Axl Rose, para citar alguns dos mais relevantes.

O casting conta com Frank Welker, Matthew Lillard, Grey Griffin e Kate Micucci e, na minha opinião, é uma série a não perder. Apesar de simplista na fórmula, a adição dos convidados cria uma sinergia e uma componente cómica adicional, que acaba por funcionar muito bem e garantir uma gargalhada constante.

Para terminar, diria que esta série tem potencial para atribuir várias gerações, dado que conseguiu modernizar o formato mantendo o que a série original tinha de melhor. Scooby-Doo and Guess Who? tem sem qualquer dúvida o meu selo de aprovação.