Scooby-Doo and Guess Who?

Uma das minhas referências de animação é sem dúvida Scooby Doo, que fez parte da minha infância e adolescência. A HBO Max tem disponível o mais recente projeto: Guess Who?, que mantém o formato habitual mas conta com a participação de personagens icónicas e celebridades.

Assim sendo, preparem-se para muitas viagens na Mistery Machine, repleta de emoção e muitos “jinkies”, “zoinks” e “creepers”. Estão disponíveis 52 episódios, distribuídos por duas temporadas, em que vamos acompanhar as aventuras da equipa, que irão contar com o auxílio de Batman, Wonder Woman, Sherlock Holmes, Ricky Gervais, Mark Hamill, Morgan Freeman, George Takei, Billy Dee Williams, Lucy Liu e Axl Rose, para citar alguns dos mais relevantes.

O casting conta com Frank Welker, Matthew Lillard, Grey Griffin e Kate Micucci e, na minha opinião, é uma série a não perder. Apesar de simplista na fórmula, a adição dos convidados cria uma sinergia e uma componente cómica adicional, que acaba por funcionar muito bem e garantir uma gargalhada constante.

Para terminar, diria que esta série tem potencial para atribuir várias gerações, dado que conseguiu modernizar o formato mantendo o que a série original tinha de melhor. Scooby-Doo and Guess Who? tem sem qualquer dúvida o meu selo de aprovação.

Murder Mystery 2

Quatro anos após os eventos do filme original, os Spitz estão de volta para investigar mais um caso mediático. O primeiro acto introduz a premissa narrativa, que assenta no casamento ostentoso de Vikram “The Maharajah” Govindan, na sua ilha privada.

Como seria expectável, o anfitrião é raptado, com o intuito de obter um resgate no valor de 70 milhões de dólares. À semelhança do primeiro filme, os Spitz são considerados suspeitos, assim como vários membros do núcleo mais próximo do Marajá, o que leva a uma investigação perigosa e repleta de humor.

A família de Vikram Govindan contrata Connor Miller, um ex-membro do MI6, responsável por criar o manual de negociação de reféns que é religiosamente seguido por Audrey Spitz. As personagens principais desta narrativa são hilariantes, com destaque para a noiva, Claudette Joubert, o sócio de Govindan, Francisco Perez,  um antigo jogador de futebol, a Condessa Sekou, a antiga noiva do Marajá, Saira, a irmã mais nova de Vikram e o Coronel Ulenga, responsável pela segurança Real.

A narrativa é francamente previsível e muito semelhante ao que ocorre no primeiro filme desta saga. No entanto, o humor e a química existente entre Adam Sandler e Jennifer Aniston convertem este filme numa boa opção para uma tarde de domingo.

Na minha opinião, estamos perante um projeto mediano, que cumpre a sua função de entretenimento e que tem a seu favor o facto de não se levar demasiado a sério.

Caso estejam interessados, o filme encontra-se disponível através do catálogo da Netflix.

Mediano
62%

A Nero Wolfe Mistery

Desde muito novo que sinto um fascínio imenso por histórias de detectives, repletas de mistério e com finais inesperados. Talvez por esse motivo não hesitei em seguir o conselho de um amigo, que me recomendou A Nero Wolfe Mistery. A série é baseada na personagem criada por Rex Stout, nos anos 30 e conta as aventuras de Nero Wolfe, que são brilhantemente narradas pelo seu assistente, Archie Goodwin.

Até aqui, tudo parece perfeitamente natural mas Wolfe apresenta alguns traços peculiares: vive numa opulenta mansão, rodeado de livros, orquídeas e raramente sai de sua casa. Tem um nível de vida requintado e dispendioso , em que não poupa as refeições majestosas, criadas pelo seu cozinheiro pessoal Fritz Brenner. Para terminar, temos Archie Goodwin, que faz todo o trabalho pesado, desde recolher informação, investigar e, se necessário, violentar fisicamente alguns elementos.

A Nero Wolfe Mistery é narrado precisamente por Goodwin, que o faz de forma hilariante em alguns pontos, retratando o seu patrão como ocioso, extremamente inteligente e com uma necessidade extrema de comer as maiores iguarias deste planeta. São míticas as discussões com Fritz, no sentido de encontrar a forma ideal de cozinhar determinados ingredientes.

Voltando à série, confesso que está muito bem conseguida e surpreendeu-me pela positiva. As personagens são cativantes e o facto de serem sempre os mesmos actores a interpretar papéis diferentes, nos vários episódios, confere alguma familiaridade, o que é refrescante. Todo o ambiente dos anos 30 e 40 estão recriados ao pormenor e no global recomendo sem hesitação esta série. Alerto apenas para o facto que é completamente diferente de Agatha Christie, Poirot ou mesmo Sherlock Holmes, o que para mim é extremamente positivo.

Nero Wolfe é um apaixonado por orquídeas, que raramente sai de casa, resolvendo os crimes na presença de todos os suspeitos, no seu escritório, enquanto bebe uma cerveja. Haverá algo com mais classe?