Baki

Baseado na manga de Keisuke Itagaki, temos a oportunidade de acompanhar o anime através da Netflix. A primeira temporada foca-se em cinco condenados, que escapam de prisões de alta segurança para viajar para Tóquio, com o intuito de “conhecer o sabor da derrota”.

Ao longo dos episódios, vamos assistir a batalhas épicas, que envolvem personagens como Spec, Dorian , Hector Doyle, Kiyosumi Katou e Sikorsky, para citar alguns dos mais relevantes. A personagem principal é Baki Hanma, um jovem lutador, que é o filho do Ogre, Yujiro Hanma, a “Criatura mais Forte do Mundo”. Ao longo de duas temporadas vamos acompanhar a evolução de Baki, que aceita defrontar poderosos adversários com o intuito de derrotar o seu Pai.

Personagens como Kaioh Retsu e Doppo Orochi tornam-se aliados improváveis de Baki, que atinge o seu apogeu após conhecer Kozue Matsumoto, uma jovem que se irá converter na sua namorada. Existem alguns momento de humor mas este anime prima pela violência, apesar de existir um elevado sentido de honra e conduta por parte da maior parte dos lutadores.

A terceira temporada, ou arco narrativo, leva o nosso herói para o Grande Torneio da China, em que os principais mestres (Kaioh) vão defrontar uma equipa composta por lutadores internacionais. Os primeiros episódios demonstram a clara superioridade da equipa visitante, que é composta por Baki e Yujiro Hanma, Biscuit Oliva, Kaioh Jyaku e Mohammad Ali Jr. No entanto, o líder da equipa local, Kaioh Kaku, tem outros planos, utilizando tácticas inesperadas para guiar a sua equipa à vitória.

A batalha mais memorável é sem dúvida Kaioh Kaku vs o Ogre, que tem um final inesperado, lançando a premissa para aquela que será a derradeira temporada de Baki. Vou evitar, como habitualmente, os spoilers, mas preparem-se uma viagem brutal pelo mundo das artes marciais, com o habitual toque de exagero comum a este género de animação.

Hawkeye

Em seguimento dos eventos que ocorrem no filme de Black Widow, vamos acompanhar as aventuras de Clint Barton e Kate Bishop. A continuidade é um dos grandes trunfos da MCU e Hawkeye não desilude, introduzindo novas personagens, tais como Echo e recupera um vilão muito relevante em projetos anteriores.

Como habitualmente, contem com uma fusão entre elementos humorísticos e ação, que é maximizado por (mais) um excelente casting. Sem entrar em spoilers, posso adiantar que a narrativa foca-se no “regresso” de Ronin, que leva à intervenção de Hawkeye, que pretende recuperar o fato e eliminar alguns fantasmas do seu passado.

Uma das cenas mais icónicas ocorre no primeiro e derradeiro episódio, com um musical dos Avengers, que tem mais relevância do que inicialmente é dado a entender. O desenvolvimento de personagens é soberbo, com seis episódios muito competentes e que lançam premissas para um novo spinoff, que terá como protagonista Maya Lopez.

A química entre Clint e Kate é visível, bem complementado pelas personagens secundárias, das quais destaco Jack Duquesne, Eleanor Bishop e Kazi. Para além de Maya Lopez, que irá converter-se na Echo, temos a reintrodução de uma personagem relevante de Black Widow, algo que tinha sido sugerido na cena pós créditos finais desse filme.

Na minha opinião, a Marvel continua a expandir o seu Universo Cinematográfico, com muita qualidade, algo que me agrada e me deixa entusiasmado para esta quarta fase, que tem tudo para ser fenomenal.

Star Wars: Rebels

Uma das prioridades para este ano passa por eliminar uma parte significativa do meu backlog. Optei por retomar o universo Star Wars, que foi tão bem representado por The Clone Wars e diria que foi uma escolha acertada.

Ao longo de quatro temporadas, vamos acompanhar a evolução de Ezra Bridger, um jovem habitante de Lothal, com uma forte ligação à Força e que irá ser treinado por Kanan Jarrus, um dos Padawan sobreviventes da Ordem 66.

A primeira temporada foca-se na tripulação da Ghost, uma nave pilotada por Hera, filha de Cham Syndulla, um dos libertadores de Ryloth, cuja história é revelada em The Clone Wars. Sabine Wren, de Mandalor, é outro dos membros da equipa, assim como Zeb Orrelios, um antigo capitão da Guarda Real de Lasat. O derradeiro elemento é Chopper, um astromech que é uma das minhas personagens favoritas da série.

Após o foco inicial no desenvolvimento dos heróis, somos apresentados aos vilões, que, nas primeiras das temporadas, são maioritariamente The Inquisitors, uma força criada especificamente para localizar e eliminar os Jedi sobreviventes. O Agente Kallus e Grand Admiral Thrawn são fundamentais para a narrativa, que reintegra personagens icónicas tais como o Capitão Rex, Ahsoka Tano e Hondo Ohnaka. Existem obviamente outras participações, que vou manter no anonimato, mas que estão ligados ás duas primeiras trilogias e que acrescentam continuidade a Rebels.

A terceira temporada explora em maior detalhe o passado das principais personagens, lançando igualmente a premissa para os eventos da derradeira temporada, que irá opor os Rebeldes a Grand Admiral Thrawn, numa luta brutal que visa a libertação de Lothal.

Sem colocar spoilers, recomendo vivamente que invistam nesta série, que complementa de forma quase perfeita os eventos de Clone Wars, lançando algumas premissas relevantes para o futuro de algumas das personagens participantes nesta quatro fantásticas temporadas.