Hawkeye

Em seguimento dos eventos que ocorrem no filme de Black Widow, vamos acompanhar as aventuras de Clint Barton e Kate Bishop. A continuidade é um dos grandes trunfos da MCU e Hawkeye não desilude, introduzindo novas personagens, tais como Echo e recupera um vilão muito relevante em projetos anteriores.

Como habitualmente, contem com uma fusão entre elementos humorísticos e ação, que é maximizado por (mais) um excelente casting. Sem entrar em spoilers, posso adiantar que a narrativa foca-se no “regresso” de Ronin, que leva à intervenção de Hawkeye, que pretende recuperar o fato e eliminar alguns fantasmas do seu passado.

Uma das cenas mais icónicas ocorre no primeiro e derradeiro episódio, com um musical dos Avengers, que tem mais relevância do que inicialmente é dado a entender. O desenvolvimento de personagens é soberbo, com seis episódios muito competentes e que lançam premissas para um novo spinoff, que terá como protagonista Maya Lopez.

A química entre Clint e Kate é visível, bem complementado pelas personagens secundárias, das quais destaco Jack Duquesne, Eleanor Bishop e Kazi. Para além de Maya Lopez, que irá converter-se na Echo, temos a reintrodução de uma personagem relevante de Black Widow, algo que tinha sido sugerido na cena pós créditos finais desse filme.

Na minha opinião, a Marvel continua a expandir o seu Universo Cinematográfico, com muita qualidade, algo que me agrada e me deixa entusiasmado para esta quarta fase, que tem tudo para ser fenomenal.

Kate

Mary Elizabeth Winstead é uma assassina profissional a soldo. Na cidade de Osaka, elimina um membro de topo da Yakuza, iniciando uma série de eventos que irão sustentar a narrativa. Na sua derradeira missão, Kate é envenenada com doses letais de radiação Polônio-204, dando início a uma saga épica de destruição.

O objetivo passa a ser vingar-se de Kijima, o líder da organização criminosa, o que leva Kate a dizimar dezenas de membros, num estilo que faz lembrar filmes como John Wick ou mesmo Kill Bill. Pelo meio da ação frenética, é introduzida a personagem de Ani, a filha do membro da Yakuza que é assassinado por Kate e que irá ser relevante para o desfecho final desta aventura.

O argumento é previsível e não introduz elementos inovadores ao género, mas se procuram 106 minutos de ação, este é um filme que não devem perder. As coreografias de luta estão bem conseguidas e a presença de Woody Harrelson e Tadanobu Satō são uma mais valia para a (fraca) narrativa, que é sustentada pela evolução da cumplicidade entre Ani e Kate. Adicionalmente, considero genial a humanização da personagem com base na sua obsessão por uma bebida gaseificada, de nome Boom Boom Lemon.

Em conclusão, o projeto realizado por Cedric Nicolas-Troya tinha potencial mas falha nalguns pontos que convertem Kate numa experiência interessante, embora pouco memorável. No entanto, para uma tarde de Inverno, este pode ser aquele filme “guilty pleasure” que cumpre a sua função de entretenimento.

Mediano
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