Futurama T.4

A quarta temporada começa a explorar relações sentimentais entre os vários membros da equipa, o que origina casais improváveis.

Alguns dos episódio são francamente hilariantes, com destaque para Kif Gets Knocked Up a Notch, Love and Rocket e The Why of Fry.

O meu preferido acaba por ser Where No Fan Has Gone Before, que tem como inspiração a série original de Star Trek. Como sempre, gosto de evitar spoilers mas esta temporada abre um pouco o véu relativamente ao papel de Fry no futuro, sugerindo que existiu premeditação.

Os últimos episódios são aventuras únicas, sem correlação aparente com os eventos que foram colocados em marcha nesta temporada.

The Last Kids on Earth T.1

Baseado na obra literária de Max Brallier, The Last Kids on Earth narra uma aventura épica de quatro jovens, na pacata cidade de Wakefield, que se encontra infestada por zombies.

A primeira temporada é composta exclusivamente por um episódio, de 67 minutos, que serve especificamente para nos enquadrar na história. Jack é um jovem de 13 anos e o protagonista principal, que irá contar com a ajuda do seu melhor amigo, Quint Baker, perito em ciência e gadgets. Inesperadamente, acabam por ter a ajuda de Dirk Savage, o bully local, perito na arte de luta e June Del Toro, a grande paixão de Jack e a editora do jornal da escola.

Contem com muitos momentos cómicos e constantes referências a cultura pop, relacionadas com jogos, música e zombies. A vilã desta primeira fase é uma entidade de nome Rezzoch, que aparenta ser a responsável pelo desaparecimento de todos os adultos e que pretende destruir o planeta, por motivos que desconhecemos.

Não esperem por algo revolucionário, mas a realidade é que The Last Kids on Earth é uma série envolvente, que tem um tom bastante leve e que irá certamente apelar aos meus jovens. Caso estejam interessados, podem acompanhar as aventuras de Jack e Companhia via Netflix.

Titans T.2

Após a batalha com Trigon, a equipa passa por um período complexo mas acaba por reagrupar na Torre, com excepção de Starfire. Esta segunda temporada tem ligações fortes ao passado, especificamente à equipa original e a Deathstroke, que é o vilão escolhido para estes treze episódios.

A um ritmo bastante lento, vamos tomando conhecimento dos motivos que levaram à decisão de cancelar o projeto original dos Titans. Temos igualmente o enquadramento inerente à história de Aqualad e Donna Troy, assim como a explicação dos dilemas morais e culpa que consomem Dick Grayson.

Sem colocar muitos spoilers, posso adiantar que teremos o aparecimento de vilões como o Dr Light, assim como a organização Cadmus, na figura de Mercy Graves. Esta temporada conta igualmente com a participação de Ian Glen, que interpreta o papel de Bruce Wayne e funciona como uma espécie de mentor da equipa.

Existe muito desenvolvimento de personagens, no sentido de as humanizar e criar uma ligação que nos permita identificar com os seus receios e desafios. Pessoalmente, considero que esta temporada é uma evolução positiva, embora discorde de algumas decisões tomadas.

A equipa continua a ser extremamente disfuncional mas aparenta encontrar o equilíbrio com os eventos do derradeiro episódio. As personagens de Jericho, Rose Wilson, Superboy e Krypto trazem uma dinâmica distinta à equipa, representando uma mais valia para a narrativa.

Mas diria que esta temporada tem o seu ponto mais alto com a adição de Deathstroke, que é um vilão fantástico, bem complementado com as leves menções a Lex Luthor. Por último, aprecio a intenção de  lançar a Princess Blackfire como a próxima vilã, numa clara ligação ás origens de Kori.

Volto a dizer que Titans não é a típica série de super-heróis e tem uma abordagem psicológica que me agrada, embora nem sempre funcione nesta segunda temporada. Existem alguns episódios em que a narrativa sofre com essa abordagem embora reconheça que melhora drasticamente nos derradeiros três episódios.

A terceira temporada deverá estar disponível no último trimestre de 2020, caso a atual crise do COVID-19 o permita.